<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-575075358675842061</id><updated>2011-10-02T10:06:21.453-03:00</updated><title type='text'>Macarrônico</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://traduzivel.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traduzivel.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Henrique Neto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-MGAQN4mTSf0/TffgGyeEkvI/AAAAAAAAAKY/sv4PWUYrL8I/s220/IMG_4755b.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>65</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-575075358675842061.post-7271303767604821895</id><published>2011-06-24T21:12:00.000-03:00</published><updated>2011-06-24T21:13:16.213-03:00</updated><title type='text'>Reconhecer</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Uma sábia música diz que “andar é reconhecer”, e é em cada passo dado que percebo a tão grande verdade contida nessas três palavras – que, na minha opinião, são mágicas. Quando ando, conheço, reconheço, desconheço, e me interesso em conhecer; é um ato de estranhamento e familiaridade contínuo. Passando por ruas conhecidas, somos íntimos daquela paisagem, sabemos o sabor da brisa que sopra por ali, conseguimos enxergar os sons que infestam aquele lugar, ouvimos as imagens frenéticas – ou estáticas – que nos afetam. Podemos descrever, de olhos fechados e os outros sentidos também, todas as características do lugar. Eu posso fazer isso no que diz respeito à rua da minha casa. Consigo imaginar a “mercearia” da esquina movimentada de homens casados, ou com anseio de, ou fugindo de, bebendo aquela cervejinha sagrada de todo dia; meninas com seus cachorros entrando, sem medo, nem receio, para pegar o pão sagrado de todo dia. Consigo imaginar o perigo do cruzamento dessas duas ruas. Consigo imaginar a cor do céu visto daquela calçada. Consigo “re-criar” o universo que é visto a partir daquele pedacinho de mundo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;E, uma vez que acredito que o todo é explicado pelas partes, e as partes explicam o todo – e isso acontece num belíssimo movimento somente possível quando é compreendido que não existe oposição, mas um processo simbiótico entre os pares julgados “opostos” -, o fato que descrevo a seguir é uma ilustração da totalidade, uma referência ao universal, uma fagulha do todo. E só posso acreditar em tudo que vi, senti e vivi, porque dou valor às pequenas coisas, aos pequeninos sentidos, sentimentos e “fúteis” fatos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Reluto, muitas vezes, em levar meus cachorros para passear. Maldito dia em que meu pai, tomado de raiva porque meu cachorro fez xixi no tapete, bateu no pobre coitado; desde aquele dia, o animal não faz xixi em casa, mesmo que exploda de vontade, mesmo que morra por ela; talvez, para ele, seja melhor morrer, do que lembrar daquele dia em que apanhou igual a um cachorro – e, sejamos sinceros, o meu é tudo menos isso: eita bichinho inteligente! Mesmo depois de muito relutar, fui vencido por pensar na segurança de minha querida mãe: sejamos coerentes, uma mulher passear com cachorros depois das 22 horas da noite não é nada tranqüilo. Foi essa a idéia que me levou a acompanhá-la em mais uma jornada noturna, em busca da satisfação dos animaizinhos caseiros. Seria mais um volta qualquer, com um andar despretensioso, aproveitando o “cheiro da noite”, as ruas pacientes, os apartamentos com suas janelas iluminadas, os porteiros varrendo as calçadas; e era com essa mesma calmaria, que caminhávamos, sem trocar muitas palavras, visto que o humor que acompanhava minha mãe não era dos melhores. Subíamos ruas, parávamos em graminhas, entrávamos em quintais abandonados, atravessávamos ruas, tudo isso obedecendo ao comando dos animais; a questão relevante era: quem passeia com quem? Por mim, o meu passeio seria um barzinho qualquer, tomando uma cerveja não tão qualquer, com amigos mais do que certos. Mas, como os coitadinhos não têm esse prazer na vida, se satisfazem em fazer xixi em quantos postes agüentarem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Pois bem, logo no fim do passeio, o fato que mudaria tudo acontece. “O momento quando uma coisa se transforma em outra é o momento mais bonito”, já dizia Vik Muniz – e a relação dele com esse texto é muito maior do que somente uma citação, foi depois de prestigiar o documentário “Lixo Extraordinário” - que, na minha opinião, consegue descrever melhor do que nunca a tal da sensibilidade e beleza nos lugares menos prováveis – que me atentei para os lixeiros e a sua habilidade. Meus caros, são eles que sabem, melhor do que ninguém, como manusear os “dejetos”, o descarte, o rejeitado, o resto, o nada - e, antes de sofrer julgamentos, digo que essas “qualidades” são a partir do nosso olhar “ocidentalmente” cego por uma cultura consumista e insaciável, criada a partir de necessidades falsas, pautadas numa lógica capitalista destruidora do caráter humano que cada indivíduo contém. O lixo pode ser muito mais do que isso: pode ser a esperança, pode ser a sobrevivência, pode ser a história; e eles entram em contato com histórias que podem ser contadas pelo fim; sentem o que ninguém quer mais sentir; tiram sustento do que satisfez, um dia, alguém. A “visão de mundo” criada a partir dessa perspectiva é tamanho sensível que é passível de, ao ver um mendigo na rua, saber se está vivo ou morto. Foi esse o fato: quando eu e minha mãe descíamos a rua, olhamos para o lado e vimos alguém deitado sob o asfalto gelado, apenas com um pequeno pedaço de papelão para isolar dos malefícios gélidos; ao mesmo tempo, o característico carro dos lixeiros passava e, quando cruzou com o corpo derramado no chão, parou, se aproximou – coisa que nem eu, nem minha mãe tivemos coragem de fazer – e soltou o veredicto “Está vivo ainda!”. Correu em direção ao carro, e sumiu.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Isto posto, parece um pouco sem sentido tudo o que disse; porém, na verdade, o que eu gostaria de dizer com todas essas palavras, poderia ser resumido em apenas um parágrafo. Entenda: é o contexto que faz o texto ficar “con-sentido”. Naquele momento, meu queridos, não poderia ter sido melhor pessoa para fazer tal afirmação, um lixeiro, aquele que lida com o “deixado de lado” a todo momento. Era ele, somente ele, que tem o conhecimento necessário para dizer de um mendigo, esse que também é o resto, o fim, a escória, o descarte, o “dejeto”, dos “não-anseios” sociais; está, na figura do mendigo, tudo o que a sociedade não quer ser, ter, ou estar; são neles que estão depositados todos os “des-sonhos”, “não-vontades”, medos, angústias, “não-esperanças”. Nesse sentido, o mendigo é um eterno NÃO-social. Ora, se percebêssemos esse momento somente com nossos sentidos deturpados pela lógica capitalista, não seria nenhum absurdo eu gritar o lixeiro e pedir, por favor, que realizasse o seu trabalho direito, tirando o “entulho” que ainda estava ali. Que perigo, meus amigos! Que perigo é esse tapa-olhos chamando consumismo, individualismo e “umbiguismo”. Eu quero negar isso tudo. E escrever realidades e momentos como esse são um refúgio para mim. E espero que suas escamas caiam, e que possa perceber a vida em sua plenitude, humanidade e, acima de tudo, com sensibilidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Talvez um texto mais longo sobre essa temática esteja por vir. E esse, será acadêmico. Lhes envio o convite da tal banca.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/575075358675842061-7271303767604821895?l=traduzivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traduzivel.blogspot.com/feeds/7271303767604821895/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=575075358675842061&amp;postID=7271303767604821895&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/7271303767604821895'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/7271303767604821895'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traduzivel.blogspot.com/2011/06/reconhecer.html' title='Reconhecer'/><author><name>Henrique Neto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-MGAQN4mTSf0/TffgGyeEkvI/AAAAAAAAAKY/sv4PWUYrL8I/s220/IMG_4755b.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-575075358675842061.post-3487721036379349232</id><published>2011-06-16T19:08:00.001-03:00</published><updated>2011-06-16T19:09:51.789-03:00</updated><title type='text'>Mulheres!</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span &gt;Mulheres, por que são seres tão especiais? Mulheres, por que vocês me ensinam tanto? Mulheres, por que vocês insistem em me encantar com suas histórias de vida? Estaria negando a minha categoria de humano se não permitisse me afetar com as emoções que vem de uma mulher. Cada uma é única. Cada uma possui sua beleza. Cada uma é um universo belíssimo. E hoje foi um dia de eu me impressionar, de me comover, de aprender, principalmente. Se você estivesse na minha posição, talvez pensasse o mesmo ao avistar a nossa personagem vindo em direção à minha mesa: “Mais uma com problema no celular!” E que Deus me perdoe, e ela também! Na minha inferioridade, não percebi a grandiosidade da mulher à minha frente. De um andar apressado, passos pequenos e rápidos, ela se movia dando a impressão de que flutuava; porém, não pense você que era pela leveza, muito pelo contrário era o motivo, uma vez que, a “tralha” que carregava consigo, nunca permitiria ela de alçar um mínimo vôo sequer; o motivo da aparência de flutuação era da eterna pressa em que vivia, sempre esperando pelo próximo passo, queria chegar nele o mais rápido possível, e nesse seu afã, se encontrava correndo pelos lugares. Com um caráter totalmente diferente, seus olhos expressavam a mais firmeza certeza, serenidade, clareza e compaixão. Vi nos seus olhos castanhos médio, a pureza de uma mulher que ama; a sua pupila disposta à receber uma enorme quantidade de luz, fazia referência ao tamanho do seu coração: ela podia colocar o mundo inteiro ali dentro. Seu jeito contido de movimentar os braços evidenciava uma mulher cuidadosa, porém incisiva; delicada, porém rígida; correta e precisa. Quando falava, tinha a capacidade de envolver o ouvinte num transe profético; as nuvens desciam dos céus e se alojavam ao redor das ondas que suas cordas vocais emitiam; as palavras que utilizavam não eram doces simbolicamente, podia-se sentir o cheiro fresco de hortelã que emanava dos seus lábios finos proferindo as “canções”. O mundo saia dela. E um mundo totalmente desconhecido, repleto de vivências, que só pude conhecer após fazer o que melhor sei: ouvir!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span &gt;Quando se tem um copo completo de água, basta uma gota para que transborde; e uma pergunta, e disposição para ouvir, foi o suficiente para que nossa personagem derramasse o seu “eu” na minha mesa. Casada. Esposa de um marido acometido por aneurisma. Mãe de uma filha altista. Professora. Mulher, Mulher. Quando disse da filha, seus olhos não resistiram à missão de não transparecer a emoção: águas invadem os belos olhos castanhos, e exibem a alma; essa alma que me constrange, visto o enorme amor que tem pela sua prole. Compartilho uma história para amenizar a situação, e um sorriso sela a nossa “intimidade” relâmpago. Percebo seu cabelo amarrado estilo “rabo-de-cavalo” no exato instante em que diz que a filha pratica hipismo. Digo que é um esporte lindo. Ela diz que tem medo. Eu digo que com razão. Ela diz da beleza da filha. Eu imagino a filha e sorrio, ela sorri de volta – não a filha, mas a mãe. Completa dizendo que sabe da “especialidade” desde os primeiros anos de vida, e lida com ele da melhor forma possível. Limites, é o que ela enfatiza. Meus queridos, como queria ter filmado essa nossa conversa; como tudo seria mais fácil se, pela manhã, pudesse avistar aqueles olhos que demonstram tanto amor; simplesmente a título de lembrança, de que é possível, sim, uma pessoa amar!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span &gt;Pela intensidade com que falava, e o significado que depositava nas palavras, acredito que o momento em que ela vive está delicado. Diz do marido e esse tal incidente. Fala da condição dele e entristece. Eu, sem muito o que saber dizer, apenas ouço, da melhor maneira que faço. E nesse ouvir, imagino a quantidade de responsabilidade depositada naquele pequeno corpo, miúdo, esguio, de aparência pouco resistente, finito. Como essas aparências enganam! E muito! Sua presença dizia muito mais do que aquela matéria condensada em curvas de um corpo feminino; podia-se sentir sua experiência de vida a quilômetros de distância – isso para aquele sensíveis, que se permitem, sem o tal do medo de serem ridicularizados. Era forte, guerreira, perseverante, esperançosa. A nossa despedida se deu com o aperto de mão mais sincero que recebi. Senti, naquele momento, que estava tocando alguém quase santo. Consegui perceber tamanha a força daquela mulher, pelo simples toque de nossas mãos. A segurança com que me agradeceu nunca sairá da minha cabeça. A lembrança que guardo do carinho que demonstrou por mim me modificou para sempre. A beleza do seu sorriso, e a cumplicidade dos seus olhos, dizendo obrigado foi fatal para a minha consciência – racional -: meus sentidos extrapolaram. Escrevo esse registro com água nos olhos. Eu recordo dela, e me envergonho. Como posso me contentar com pequena e mentirosa esperança? Tenho que me pautar no amor, mesmo que doa, mesmo que sofra, mesmo que chore, mas que modifique, transforme, toque, ilumine pessoas – assim como ela me iluminou. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Esse é um agradecimento para vocês, mulheres, que a muito tem me ensinado a qualidade de ser Homem (e digo do sexo masculino); é ouvindo vocês que consigo me compreender como um Homem melhor. Ainda mais, todos esses ensinamentos e conhecimentos que construo, é só com uma Mulher que quero aplicar; uma Mulher que não deve nada para essa da História, ela que já me ensinou o melhor da vida: a colorir tudo com o sentimento verdadeiro do companheirismo num namoro; do caminhar numa amizade; dum carinho num gesto; do amor numa relação. Essa Mulher me fez acreditar, sonhar, imaginar os milhões de caminhos que existem por aí. Trouxe de volta a vontade de olhar para as estrelas, focar em uma, e seguir sua trilha. A Mulher que fez com que meus dias tivessem sentido, que fez brotar novamente o sorriso. A única que me fez viver novamente é a Gabriela, e é para ela que dedico todo o meu esforço, tempo, disposição para conseguir ser, ao menos, um Homem melhor.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/575075358675842061-3487721036379349232?l=traduzivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traduzivel.blogspot.com/feeds/3487721036379349232/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=575075358675842061&amp;postID=3487721036379349232&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/3487721036379349232'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/3487721036379349232'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traduzivel.blogspot.com/2011/06/mulheres.html' title='Mulheres!'/><author><name>Henrique Neto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-MGAQN4mTSf0/TffgGyeEkvI/AAAAAAAAAKY/sv4PWUYrL8I/s220/IMG_4755b.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-575075358675842061.post-6619273587893646556</id><published>2011-06-14T19:13:00.003-03:00</published><updated>2011-06-14T19:21:00.048-03:00</updated><title type='text'>Rotina, maldita!</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Quero registrar rápido, antes que me esqueça. O “Homem de História Escrita” foi muito mais Homem do que qualquer outro. E digo isso pensando na possibilidade de serem potencializadas todas as capacidades humanas: criação, fala, imaginação, intervenção, escolha; isso tudo fica mais claro de realizar a partir de algum registro, alguma símbolo, alguma linguagem. O homem-que-escreve é um homem que registra; acima de tudo, tem lembrança. O registro faz com que ele lembre. E a lembrança mostra quem ele é. Sou porque lembro, muito além do que penso! É no ato de eu mergulhar nos momentos passados, que compreendo a posição em que me encontro; são nos atos do passado que encontro justificativa para o presente. Ora, mas isso não é ser determinista demais? E, com isso, ir de contramão com o que escrevi há alguns textos? Perceber o passado enquanto justificativa para o presente não é pecado, e também não é assassino do futuro; compreender dessa forma nós permite uma melhor visão da totalidade, uma vez que sei o que passou, vejo o que se passa, e visiono um futuro. Dessa forma, meus caros, a História é &lt;i&gt;possível&lt;/i&gt;, e não mais &lt;i&gt;determinada&lt;/i&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;E é nesse anseio de me tornar pleno e potencial, que quero lembrar, e, com isso, registrar. Fazer das minhas memórias catapulta para idéias, mesmo que simples, mesmo que equivocadas. Porém, o grande empecilho do momento é a rotina. O mal do século me ataca, e vai de encontro com uma das minhas maiores alegrias, a capacidade de imaginar e criar histórias. Mesmo que sem um sentido declarado, as crônicas que escrevia partiam de momentos ímpares do cotidiano - aquele que acompanha desde sempre os escritos aqui postos, sabe do que eu estou falando: era um som diferente “pintar” no ar que tudo se transformava em começo meio e fim; a decisão de cursar Ciências Sociais fora tema de contos; uma criança, colhendo uma flor, entre cercados apertados, foi motivo do autor em questão derramar algumas lágrimas (mesmo que imaginárias) e por aí vai. Fazia da surpresa do dia-a-dia o meu carnaval. Acreditava no inédito. Esperava encontrá-lo em cada esquina, em cada ponto de ônibus, em cada rosto que por mim passava. Tinha contato com o novo a todo instante. Entretanto, não se engane, minha vida antes do “mal” não era tão agitada assim, porém a novidade era mais acessível; podia alcançá-la facilmente, bastava só eu querer – ou não querer! Conseguia perceber sua aparição, mesmo que velada; sabia sentir, mesmo que impedido para tal.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Daí o “mal” vem. Ele mina qualquer chance de aparecer a novidade. Na mecanização de nossas ações diárias, não deixa brecha para o novo. Ele faz isso da pior, e mais cruel, maneira possível: não permite a reflexão. As nossas ações são bombardeadas, dia-a-dia, com a pressão da repetição. Sabemos fazer, mas por repetir. Os músculos só obedecem – nem a espasmos eles têm o direito. Chegar, fazer, ir embora. Chegar, fazer, ir embora. Produzir, produzir, produzir. Nessas palavras, onde está o espaço para o nada? Infelizmente, nesse momento, não existe o ócio, não existe o pensar, não cabe a reflexão. A mais bela de todas as capacidades humanas, não é permitida tomar o seu lugar legítimo, primeiro e único, do qual nunca deveria ter sido deposta. Maldita lógica de produção. Malditos sejam aqueles que incentivaram a repetição!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;A minha rotina me mata. Eu perco a noção dos dias. Nada acontece de diferente. Os dias são semelhantes, não existe ruptura que faça a percepção de mudança. Ela me mata. Mata minhas lembranças. Mata, aos poucos, quem eu sou. Preciso lembrar para ser. E ela está me fazendo esquecer. Estou esquecendo de lembrar! Deus me livre e guarde dessa monstruosidade! e foi Ele quem me deu a saída, a escrita como refúgio, o registro como escape, a criatividade como esperança. Essas palavras são como uma bóia em alto mar, uma escada em um prédio em chamas, o remédio para um doente. São os sentidos, as palavras, você, que me resgatam dessa terrível realidade que é o trabalho. Deus me livre, e me “criative”!&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/575075358675842061-6619273587893646556?l=traduzivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traduzivel.blogspot.com/feeds/6619273587893646556/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=575075358675842061&amp;postID=6619273587893646556&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/6619273587893646556'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/6619273587893646556'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traduzivel.blogspot.com/2011/06/rotina-maldita.html' title='Rotina, maldita!'/><author><name>Henrique Neto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-MGAQN4mTSf0/TffgGyeEkvI/AAAAAAAAAKY/sv4PWUYrL8I/s220/IMG_4755b.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-575075358675842061.post-5374782700160688929</id><published>2011-06-02T21:15:00.001-03:00</published><updated>2011-06-02T21:15:39.247-03:00</updated><title type='text'>Pombos e Paulo Freire</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;E as coisas estão aí para serem significadas. Eu deposito um sentido na coisa, e ela rebate com um sentido em mim. Gosto de ilustrar isso na idéia de um espelho: ele sempre reflete algo para outro algo; se ele está numa sala, reflete a sala para ela mesma; se está coberto por um pano, reflete o pano; se me detenho na frente dele, ele refletirá minha imagem. De todos esses momentos e “algos” que o espelho refletiu, o único “algo” que pode pensar sobre a sua imagem refletida pelo espelho, sou eu – aqui, humildemente, representando o gênero humano! Sou eu quem significa a imagem que está “indo” para o espelho (existe algum motivo para eu me pôr exposto ao objeto), e a imagem que volta dele (gordo, feio, descabelado, sujo, limpo, elegante, esbelto, e por aí vai). Nesse sentido, quando dizemos de algo, esse algo, além de qualificarmos ele, ele também “diz” sobre nós. Fica mais claro se pensarmos em marcas: eu deixo uma marca no objeto, e ele deixa um marca em mim. Certo? Talvez se você parar de ler e pensar nas características de uma porta – sim, essa do seu quarto, sala, escritório, o que seja. Observe-a! -, vai perceber que você diz o que ela é, e ela, nesse momento, já não é mais quem era, visto que você observou coisas novas, e o seu conceito sobre esse porta mudou. Um diálogo. Melhor: o eterno, e maravilhoso, e revelador, e reconhecedor, diálogo! Bom, e se deposito certo significado em algo, ele &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;é&lt;/i&gt; para mim; não importa como, mas ele &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;existe&lt;/i&gt;, mesmo que ele esteja lá só para ser negado; se eu vejo, e digo, e significo, isso tem relevância para mim. Só nomeio o que é importante para mim. Ou talvez: o que existe, é o que importa. No popular: “o importante é o que importa!”. E mesmo que seja uma brincadeira de palavras, importamos sentidos das coisas, e exportamos nossa realidade interna/subjetiva nas coisas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Tudo isso, meu querido, para dizer dos pombos. Já é conhecido de todos o grande, e imprescindível, debate sobre a morte, ou não, dos pombos de Londrina. Para quem não é daqui – e pretensão enorme a minha pensar que alguém, diferente do meu círculo de amigos, leia esse blog! -, os pombos dessa cidade são dialéticos. Ao mesmo tempo, são defendidos por alguns e assassinados por outros; e a síntese disso tudo ainda está por vir! Enquanto não vem, eles voam livres por aí, fazendo “sujeira” por aí, alimentando gatos famintos por aí. E fazem desenhos incríveis no céu; no lusco-fusco do fim de tarde, num céu colorido por cores diferentes do azul, as pombas, procurando o lugar onde irão passar a noite, realizam vôos desconcertados e desordenados. Voam, aparentemente, sem sentido. Totalmente perdidas, vão para lá e para cá várias e várias vezes antes de pousarem em um galho qualquer, e, logo em seguida, saírem voando novamente. Parecem que não sabem lidar com a liberdade, igual a nós. É difícil assumir essa nossa condição, mas ela existe e pesa sobre nós: não sabemos ser livres. Você questiona: “Ora, mas eu o sou – e muito livre. Tenho meu emprego, pago minhas contas, meus pais já não mandam em mim. Faço o que bem compreendo!”. De você, tenho pena. Como pode, você, “ser tão livre”, acreditar que sua liberdade se resume em fazer o que quiser? A liberdade, e a compreensão de &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;be free&lt;/i&gt; (utilizo o inglês porque, nesse momento, ele é mais completo que o português), nunca nos foi ensinada, nunca foi impulsionada, nunca fora criada. Nos comunicaram, desde pequenos, na escola, que devíamos aprender a matéria, ir bem nas provas, ficar quieto na sala de aula, entre outras coisas. Nos &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;transmitiram&lt;/i&gt; o conhecimento, ao invés de nos ajudarem a &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;criar&lt;/i&gt; e &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;construir&lt;/i&gt; o mesmo. E no que isso interfere? Em tudo! Dessa forma, não conseguimos nos perceber enquanto sujeitos, enquanto fazedores de história; não conseguimos sentir o &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;inacabamento&lt;/i&gt; de nossa vida; não conseguimos perceber a nossa &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;existência&lt;/i&gt; no mundo – e esse mundo, criado por nós; não conseguimos perceber a História enquanto &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;possibilidade&lt;/i&gt;. A partir do que “decoramos” na escola, somos determinados. Não importa o que façamos, a mudança não virá, o novo não nascerá e o dia de amanhã será o mesmo que foi hoje. &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Determinação&lt;/i&gt;. E, nesse contexto, eu abomino! Esse é o mal do século, e, quiça, de toda a existência humana: pensamos &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;determinados&lt;/i&gt; demais. Cremos num discurso que nos prende a nossa situação atual, à nossa herança genética, ao nosso contexto social, situação econômica, momento político, vida espiritual. Imaginamos dentro de uma margem de possibilidades. Vemos o mundo através de uma só moldura. As cores que utilizamos não foram escolhidas por nós. Os sentimentos são falsos, a nossa vida se resume em &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;sobrevivência&lt;/i&gt;. A nossa imaginação, dessa eu tenho dó: se resume a uma curiosidade ingênua; mesmo que válida, morre na praia; não vai muito longe por faltar crítica na sua fórmula. Na verdade, falta &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;humanidade&lt;/i&gt; nas suas entranhas. Ser livre pressupõe a compreensão de liberdade. Pressupõe eu perceber a condição em que estava e que me tornei. Exige, do liberto, a capacidade de assumir a sua real natureza: de humano. Humano que escolhe, que difere, que interfere, que cria, que é crítico, que, verdadeiramente, é livre. Livre porque sabe o que isso significa, em toda a sua complexidade e profundidade. Livre porque percebe a realidade em sua totalidade. É curioso, mas é rigoroso, procura saber a partir de uma “ética científica” – se é que isso existe. Livre porque é inquieto com a realidade; livre porque é “a-cômodo”, ou seja, não se deixar acomodar; livre porque corporifica sua responsabilidade com a vida humana; livre porque é humilde; livre porque respeita; livre porque se permite preso – se um dia atacarem a essência vital, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;inacabamento&lt;/i&gt;. É livre porque é sujeito. É sujeito porque é crítico. É crítico porque construiu. Construiu porque permitiram. Permitiram porque compreenderam as possibilidades. E elas residem na História, junto com os sujeitos que são críticos, constroem...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;O convite à liberdade começa pela manhã. E que aceitemos esse convite, de agora em diante; sem muita certeza (e é nisso que está a graça!), acredito que poderemos traçar caminhos melhores, trilhas mais certas, criações mais reais, e uma vida mais vivida. Tudo isso a partir das pombas, uma boa dose de Paulo Freire (aliás, vale dizer que são todas reflexões e idéias dele!), e um pequeno momento de &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;humanidade&lt;/i&gt; despendido pelo autor em questão.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/575075358675842061-5374782700160688929?l=traduzivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traduzivel.blogspot.com/feeds/5374782700160688929/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=575075358675842061&amp;postID=5374782700160688929&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/5374782700160688929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/5374782700160688929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traduzivel.blogspot.com/2011/06/pombos-e-paulo-freire.html' title='Pombos e Paulo Freire'/><author><name>Henrique Neto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-MGAQN4mTSf0/TffgGyeEkvI/AAAAAAAAAKY/sv4PWUYrL8I/s220/IMG_4755b.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-575075358675842061.post-8304861361276513744</id><published>2011-05-30T18:56:00.000-03:00</published><updated>2011-05-30T18:57:12.528-03:00</updated><title type='text'>Pai</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:36.0pt"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Pai, filho e espírito. E esse último era tudo, menos santo. Um dia comum que, a princípio, seria mais um nessa eterna contagem de horas, minutos e segundos. Encontrei, ao alcance da mão, o alfa e o ômega. O passado e o futuro. O começo e o fim, bem ali, sentados numa mureta de um estabelecimento comercial qualquer. Pai e filho. A diferença de idade era gritante: aos meus olhos, a criança teria, no máximo, seus belos e vigorosos 7 anos. Já o pai, se o cansaço da vida não me engana, deveria ter 33 anos. Me impressionei pela estética do momento, e isso trouxe à tona toda a história – e a possível – dessa filiação estática a minha frente. Pensei – e peço desculpas, leitor, se pareço repetitivo – na novidade quando percebi o Filho; e me preocupei com a saudade, quando avistei o Pai. O Filho cantarolava alguma música infantil que, algum dia, ouvira na escola, ou em algum programa para essa faixa etária, ou o Pai – nos tempos dourados (e por isso santos) da maternidade – declamou para ele numa noite chuvosa e barulhenta, daquelas que fazem arrepiar os pêlos só de imaginar o que são as sombras, as luzes, e os possíveis monstros escondidos embaixo do colchão. Enquanto cantava, balança o pequeno corpo que estava em suspensão pelas pequeninas mãos - ainda inocentes e virgens do trabalho - apoiadas na mureta, o que dava o espaço de alguns centímetros entre a “poupança” e o concreto; os pés estavam distantes do chão, porém muito mais do que a distância real: podíamos medir pela imaginação. Era essa a grande diferença, e o que dava àquela criança o cheiro de novo, tão característico das crianças; o sorriso inocente; a felicidade sem compromisso; os vários caminhos que constrói; imaginava parques enormes, com brinquedos gigantes, desses que nos fazem semelhantes a “formigas frenéticas” em busca de diversão e criação; acreditava piamente que, ao dar o toque de recolher, montaria em seu alazão voador e daria umas voltas ao redor do mundo junto com seus colegas de “aviação”; no fim de tudo, adentraria as portas do seu castelo de chocolate, colheria algumas frutas sabor baunilha, nadaria na fonte de caramelo e adormeceria profundamente com a leve brisa essência de morango que entrava pelas janelas grandiosas do quarto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:36.0pt"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;E o que é mais impressionante nessa tal de vida real, é o simultâneo. Convivem, ao mesmo tempo, milhões de pensamentos. O Pai também pensava – mais o teor das idéias era bem diferente. Estava sentado na mesma mureta, um dos pés no ar, o outro colado no chão; estava somente com um dos lados do corpo apoiado, o que lhe daria toda agilidade e rapidez se tivesse que sair correndo por algum motivo qualquer. Fumava pesadamente. A mão que segurava o cigarro era automática: levava até a boca, ficava lá o tempo suficiente para sugar as substâncias químicas necessárias e viciantes, descia até a altura do joelho e estimulava os dedos a dar um peteleco no cigarro para deixar as cinjas livres - e voarem seus vôos leves e com o único destino: o chão. A maneira como expelia de dentro de si a fumaça, era a característica mais impressionante do Pai; mal acabara de satisfazer o vício, assoprava, com tamanha força e desdém, que, aos que olham de fora, parecia que tinha nojo do que fazia. Ou nojo, ou preguiça. Cansado de tentar parar, ele fumava por fumar; não tinha mais vontade; era preso daquele pedaço de papel envolvendo milhões de substâncias desconhecidas e, a maioria delas, malignas ao corpo. Sabia do seu fim: “viveria” fumando; e talvez seja por isso o olhar profundo e vago na direção da rua. Seus pensamentos eram vagos o mesmo tanto. Pensava em nada, no mais profundo transe, porém involuntário. Uma possibilidade seja isso: o seu olhar calmo, e o jeito de andar sereno, venham desses momentos tristes e solitários dele com o cigarro. Uma coisa boa, então.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:36.0pt"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Entretanto, o bom mesmo de tudo isso, foi o carinho do final. O abraço que unifica. A voz doce que chama. O segurar de duas mãos que aproximam universos, e momentos, tão diferentes. Quando o Pai estende a mão para o Filho, nada mais importa; se um é começo, o outro é fim; se um imagina, e outro se extermina; se um ri, e outro sofre – nada disso mais faz sentido. O que faz a ligação, e permite que se toquem, é o amor, além de qualquer fronteira, acima de qualquer limite. Aquele sentimento que supera tudo, sabe? Aquilo que aceita o inaceitável; o impossível, é possibilitado; o nunca torna a ser; a morte resplandece em vida. E é desse amor que todos deveriam provar; e é esse amor que eu quero exalar. Amigo leitor, disponha-se!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/575075358675842061-8304861361276513744?l=traduzivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traduzivel.blogspot.com/feeds/8304861361276513744/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=575075358675842061&amp;postID=8304861361276513744&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/8304861361276513744'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/8304861361276513744'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traduzivel.blogspot.com/2011/05/pai.html' title='Pai'/><author><name>Henrique Neto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-MGAQN4mTSf0/TffgGyeEkvI/AAAAAAAAAKY/sv4PWUYrL8I/s220/IMG_4755b.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-575075358675842061.post-5707603431588025573</id><published>2011-05-11T20:02:00.000-03:00</published><updated>2011-05-13T17:23:21.660-03:00</updated><title type='text'>Matinal</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-weight: normal;mso-bidi-font-weight:bold"&gt;Não me lembro se já disse isso por essas bandas: eu sou fascinado por mendigos. Na verdade, gosto de tudo o que está a margem; aquilo que foge à lógica “normal”; o que não é visto – ou o que não quer ser visto. O inesperado, o imponderável, o “impossível”! E os mendigos se encaixam perfeitamente em todas essas características. O embrólio, o engodo, o quiprocó. Dali não poderá sair beleza, apenas sujeira e confusão. Claro, a sujeira existe e a confusão também; como não existiria? São vários os motivos que os levaram àquela situação, e são vários os preconceitos que sofrem esses indivíduos – como não gerariam confusão? Eles sorriem e ninguém retribui – faltam alguns dentes; eles acenam, e pensam que estão sinalizando para outro além; eles caminham, e pensam que se preparam para assaltar. Como não reagir “diferente” com todos esses incômodos? Meus caros, ser mendigo deve ser dureza; ser mendigo é estressante – muito mais do que imaginado; ser mendigo deve ser triste... porém sempre há uma esperança. Eles se apegam ao que tem, mesmo que pouco, mesmo que nada; já vi um com um boneco gigante; outro com um carrinho “tunado”; e diversos com o melhor amigo do homem. E eu, com o meu simples e singelo olhar, percebi uma cena bonita, vinda de um desses camaradas descritos acima.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-weight: normal;mso-bidi-font-weight:bold"&gt;Se andar é reconhecer, nessa minha rotina de ir para o trabalho sempre pelo mesmo caminho, reconheço várias pessoas e situações. Já sei a que horas a menina do sobretudo vai estar, e em que esquina vou me encontrar com ela; sei quando o japonês médico/dentista/fisioterapeuta vai tropeçar ao passar pelo orelhão; quando a senhora que fuma aquelas cigarros vagabundos vai passar por mim e soltar uma baforada fétida; e também quando a moça do cabelo enorme vai olhar para mim, discretamente, e baixar a fronte. Além disso, tenho idéia de quanto tempo o sinal fica fechado, quanto tempo tenho para atravessar, qual ônibus vai passar, que ciclista vai acenar para o dono do posto, e essas coisas. Em virtude dessas ações “repetidas”, é bem comum perceber o diferente, o que salta aos olhos, o que faz você torcer o pescoço para ver; porém, infelizmente, isso é só comigo. Bom, melhor eu explicar as coisas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-weight: normal;mso-bidi-font-weight:bold"&gt;Nesse ritmo sonolento e rotineiro da manhã, quando estava no fim do trajeto para o trabalho, avisto, ao longe, um carro de catador de papel. Estou parado na faixa de pedestre esperando uma deixa, ou o sinal fechar, para eu conseguir atravessar. 15 segundos depois, atravesso e estou na mesma quadra que a do carrinho, que agora consigo perceber o dono: um senhor barbudo com uma bermuda cargo verde e camiseta de manga comprida vermelha. Estava agaixado e falava algo. Logo olhei ao redor e pensei que fosse com alguém do outro lado da rua, ou até comigo; tirei o fone, pausei a música e segui em direção à ele – e que, também, era o meu caminho. Na mesma calçada que nós – eu e o barbudo – estava uma mulher de branco, e, do outro lado, a moça do sobretudo, uma rapaz com uma mochila nas costas, e uma senhora fumante; éramos cinco no mesmo espaço de tempo e lugar. E, o mais impressionante, o personagem principal era ele, o senhor da barba, o ás do volante, o poliglota agaixado. Ele falava com seu cão, o seu amigo. Pronunciava palavras incompreensíveis... para nós, e que isso fique bem claro. O cão respondia com um doce olhar para ele. O senhor acariciava o cão com delicadeza e certeza, sabia o que estava fazendo; no momento em que passei por ele, o vi tirando um pequeno carrapato inconveniente que irritava o seu grande amigo. Além disso, ouvi o tão bonito dialeto em que eles se comunicavam: cuidado. Carinho, afeto! Meus caros, que cena bonita. Assim que passei por eles, sorri. A moça de branco baixou a cabeça, e olhei para trás para ver se os outros tinham percebido o senhor. Nada... infelizmente, tinham perdido o prazer de ter conhecido o famoso poliglota das ruas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-weight: normal;mso-bidi-font-weight:bold"&gt;Procure onde ninguém jamais procurou. Perceba o que, às vezes, parece inútil. Sinta o inexplicável. Viva o impossível.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/575075358675842061-5707603431588025573?l=traduzivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traduzivel.blogspot.com/feeds/5707603431588025573/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=575075358675842061&amp;postID=5707603431588025573&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/5707603431588025573'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/5707603431588025573'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traduzivel.blogspot.com/2011/05/matinal.html' title='Matinal'/><author><name>Henrique Neto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-MGAQN4mTSf0/TffgGyeEkvI/AAAAAAAAAKY/sv4PWUYrL8I/s220/IMG_4755b.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-575075358675842061.post-4464653609426560574</id><published>2011-05-02T21:28:00.003-03:00</published><updated>2011-05-02T21:37:21.638-03:00</updated><title type='text'>Tempo tem po-esia...</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;Eu disse, num desses dias trás, que a manhã era um momento charmoso e encantador. Para alguns, é claro. E para esse alguns, é o começo de todas as possibilidades, o início do novo, o princípio do inédito. Eu gosto de pensar assim – apesar de que, na maioria das manhãs, eu tenha demasiado sono, leve mau humor e preguiça para dar o primeiro passo. Porém o que pensamos, e o que fazemos, é totalmente diferente – há quem discorde. Todavia, o que temos hoje é uma história das seis; não, não faço nenhum referência às novelas que são transmitidas nesse período, muito menos direi de suas estórias, a maioria de época, de tema rural, ou, como agora, com o tema cangaço – que, sem querer fazer propaganda, está para lá de divertida (o sertão é encantador! Ele e seus maravilhosos contos, cheios de aventuras, desaventuras, imponderáveis, mortes, vitórias, heróis e moçinha... ahhh! Hollywood que não sabe disso, e que não saiba por um bom tempo! Um “acuda” a nossos diretores, brasileiros do samba, futebol e cultura!). Uma história que acontece no horário de &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;rush&lt;/i&gt; – no vocabulário de vários jornalistas do jornal das sete – é um história rápida, fugaz, porém marcante e presente. Acontece num segundo, e dura para sempre; é só alguém ter o trabalho de registrar e pronto!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;Pronto e lá vou eu, tentar, em simples palavras, descrever o tamanho sorriso de José, e o tamanho bico de Julio. Um sinal. Uma vontade. Um horário. Três pessoas no mesmo local. Eu, José e Julio. Julio é um empresário bem-sucedido. Como eu sei? Além dos vários passarinhos que existem por aí, contando coisas para todo mundo, via-se pelo carro: uma Captiva. Para aqueles que não sabem, é caro e ponto. Triste foi sua trajetória para chegar até aqui, parado nesse sinal de trânsito com seu carro caro. Quando dizem “dinheiro não traz felicidade”, talvez estejam pensando em Julio. Não escrevo essa história para contradizer o ditado, pois, quem sou eu, um mero observador, para desmentir o ditado popular? Digo para ilustrar, e que o leitor possa imaginar a tamanha amargura que sentia quando lembrava dos pais de família que teve de dispensar, durante toda sua vida, para chegar onde chegou. Óbvio, é comum um alto cargo exigir atitudes como essas, mas e quando se faz com prazer? E quando as lágrimas do próximo são motivo de riso? Comum? Normal? Responsabilidade? Eu diria, “de-su-ma-ni-da-de”. Se não existe, está aí, dito e escrito. Os amigos de Julio o querem por medo, e não por admiração. Onde passa, todos sabem seu histórico e sua fama. Sua esposa – o mais triste dos fatos – chora toda noite, pois a grosseria com que é tratada nunca esteve registrada nos livros que lia, muito menos nos carinhos que recebia quando namorava, e muito menos ainda nos belos braços fortes de seu pai. Sofia era amada. Atenção, ERA! Sua alegria estava nos filhos, um belo casal de anjinhos – diziam isso em virtude dos cabelos loiros, enrolados, os olhos azuis e a pele branquinha; para existir família, tem que existir amor – se era nesses três que estava o grande pilar da vida em conjunto. Julio percebia, mas não reagia. Não se sabe o porquê de tal ação, mas que repugna e enoja, isso sim.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;Do outro lado, literalmente – pois a disposição de nós três era: Julio a minha esquerda, parado no sinal, eu de frente para a faixa de pedestre, e Jose descendo a mesma rua que Julio, só que bem a frente, ao ponto de estar à minha direita -, estava José e seu carrinho de catar papel. “In God We Trust” estava no seu carrinho. Eu ri alto. Mas rir por quê? José sabia o que estava escrito: um dia, desses de verão, José descia uma das quinhentas e três ruas que levam a sua casa, quando um homem estilo camisa-calça-sapato-social o parou e explicou todo o significado daquela famosa frase impressa na mercadoria-maior que domina o mundo, o dólar. Desde então, José se orgulhava por carregar aquela velha placa de metal, enferrujada nas pontas, pendurada só de um lado por um simples prego, e com as letras já descascadas. Enfim, José era um homem feliz. José alegria. José sorria. O acaso o fez assim; era amigo do seu coração. O levou aos lugares mais incríveis com sua esposa ao lado – o lugar mais distante para onde viajara foi Cambé, e que viagem maravilhosa! Amava sua esposa mais do que tudo. Experimentava todas as oportunidades com ela. Se completava quando relatava os fatos para ela. Vivia quando vivia, e somente, com ela! E ela, ria do seu jeito encantador de ser, e perseverante de encarar a vida. Sabia de toda a história de José, pois foi uma das que o ajudou quando seus pais faleceram e um acidente de avião. José era filho de pais ricos, porém meio-irmão do mais mau caráter da região: Pedrinho-mão-leve. Não ria, leitor, esse apelido é temido até o presente momento. Pedrinho, na sua astúcia e malícia, conseguirá reter toda a herança que José teria direito. Pegou tudo e sumiu. Alguns dizem que ele mora na Tanzânia, outros afirmar tê-lo visto nas Bahamas. Ninguém sabe, ninguém viu; o que se sabe, é que José tem o bem mais precioso que o seu meio-irmão nunca conseguirá roubar: uma família. José era pai de três “bacuris” daqueles bem espertos: viviam descendo e subindo o morro com alguma coisa para fazer. Tráfico? Nem sequer pronunciavam isso em casa, tamanho era o respeito para com todo o esforço que seu pai tivera para tê-los fortes, saudáveis e amados. Os três estudavam de dia, brincavam “meia-tarde” e ajudavam a mãe na outra parte da tarde. A esposa de José fazia alguns bicos de doméstica, o suficiente para trazer um doce diferente, um brinquedo novo, um par de tênis novos para os filhos, e por aí vai. Gostava de ficar em casa. Gostava de preparar tudo para os quatro homens da vida dela. Amava cada um deles. Amava o jeito quieto do caçula. O jeito mimado do filho do meio. E a responsabilidade do mais velho, que, olhando de relance, já esboçava a força e perseverança do pai – isso sem falar das feições do rosto: sobrancelhas grossas e definidas; nariz pequeno, levemente arrebitado, o que trazia ao nosso guri um ar de “nobreza”; maças do rosto saltadas, em virtude da falta de bochechas recheadas; dono de um sorriso sincero e envolvente, capaz de fazer tudo ao seu redor sorrir também, do seu jeito, daquele jeito. Ela era uma mulher de Atenas, com certeza! - e digo isso depois de conversar com Chico e saber da sua fonte de inspiração.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;E para voltar a dizer de José, nada mais bonito do que dizer de sua perspectiva. Via, em tudo, o bem. Não importa qual seja a situação, conseguia perceber o lado bom da vida. E, muito além de qualquer otimismo inocente, José sabia viver. Ele, mais que ninguém, sabia dar valor a um belo dia de sol, e um ótimo dia de chuva. Agradecia quando encontrava papel, e também dava júbilos quando não encontrava – isso significava, na maioria das vezes, que seus amigos passaram por ali antes e tinham conseguido garantir o pão de cada dia. Era um herege, se pensarmos a partir dos preceitos atuais. Ia contra tudo e todos. Odiava qualquer ostentação de poder, e tinha ânsia só de pensar em subsumir alguém para se dar bem. Acreditava na amizade. Acreditava em Deus, primeiramente. Sua fé era maior do que muitos montes; e se desejasse, moveria eles com um simples olhar. Tinha um canal direto com Deus. E isso era percebido pela leveza com que vivia, com o perdão de emanava, e com o amor que demonstrava. Amor assim, igual não há. Esse era José.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;Esses são os personagens, e o momento do encontro foi rápido. O sinal abre, Julio acelera, mesmo eu tendo pisado na faixa de pedestre; olhos nos olhos dele pelo vidro da frente do carro, e vejo o bico maior do mundo, a cara mais carrancuda, e o mau humor exalando pela possíveis frestas do seu carro com ar-condicionado. Paro, dou um passo para trás, e miro José que atravessa a rua calmamente. O sorriso, meu caros, e que sorriso! Um sorriso desfalcado de dentes – eu só consegui ver cinco -, porém o sorriso mais verdadeiro que já avistei. Descia ao som do carrinho batendo no asfalto, os carros passando em alta velocidade ao seu lado, e os meus passos atravessando a faixa de pedestre rapidamente. Tudo isso em cinco segundos, toda a história de um encontro. São três universos que se cruzam, são três vidas que se marcam. Três folhas, antes em branco, agora timbradas com o bico do motorista, o sorriso do catador, e a sensibilidade de observador.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/575075358675842061-4464653609426560574?l=traduzivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traduzivel.blogspot.com/feeds/4464653609426560574/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=575075358675842061&amp;postID=4464653609426560574&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/4464653609426560574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/4464653609426560574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traduzivel.blogspot.com/2011/05/tempo-tem-po-esia.html' title='Tempo tem po-esia...'/><author><name>Henrique Neto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-MGAQN4mTSf0/TffgGyeEkvI/AAAAAAAAAKY/sv4PWUYrL8I/s220/IMG_4755b.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-575075358675842061.post-3473929616131137618</id><published>2011-04-28T19:35:00.000-03:00</published><updated>2011-04-28T19:36:05.702-03:00</updated><title type='text'>Geni!</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="color:#2A2A2A"&gt;Um amigo disse de uma tal torrente de águas que descem garganta abaixo e que, em alguns momentos, somente encontram saída pelos olhos. As lágrimas são umas das maravilhas da natureza - e é a que eu tenho menos contato, infelizmente. Contudo, não falemos de mim, mas de Geni. Sim, ela esteve na minha frente. Geni, aquela boa de apanhar e de cuspir, falando comigo, foi incrível! Acima de tudo, porém, ela chorava. Chorava, não pelas pedras arremessadas, nem pelos insultos dirigidos - chorava por uma cobrança. Geni já sofrera demais com a vida... aliviem para a Geni, eu clamo! Eu imploro, aliviem para a Geni! Ela não merece tão grande cobrança, ela não merece tão grande insulto, ela só merece um sorriso e um afago, um carinho e um “amasso” - alguém que enxugue as suas lágrimas de Geni!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/575075358675842061-3473929616131137618?l=traduzivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traduzivel.blogspot.com/feeds/3473929616131137618/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=575075358675842061&amp;postID=3473929616131137618&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/3473929616131137618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/3473929616131137618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traduzivel.blogspot.com/2011/04/geni.html' title='Geni!'/><author><name>Henrique Neto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-MGAQN4mTSf0/TffgGyeEkvI/AAAAAAAAAKY/sv4PWUYrL8I/s220/IMG_4755b.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-575075358675842061.post-5939554108676785739</id><published>2011-04-27T19:34:00.001-03:00</published><updated>2011-04-27T19:34:32.536-03:00</updated><title type='text'>Mini, porém completo. Micro, porém inteiro!</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;São poucas as certezas que temos. Segunda sempre será preguiçosa. Quem tem pressa, sempre comerá cru. A morte nos encontrará. E, por último, mas não menos importante, a falta de tempo para escrever, impede que se engrosse o "portfólio" desse blog. Porém, foi pensada numa solução: mini-crônicas; pontuais; precisas; descritivas; afirmativas; registradoras. Crônicas para ler entre uma mordida e outro no pão; entre um beijo e outro; entre um sinal e outro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;Sigamos nesse sentido, e talvez encontremos tudo o que a arte pode nos oferecer: LIBERDADE!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;Lá vai:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; color:#2A2A2A;mso-fareast-language:PT-BR"&gt;Nem bem o começo começou, lá vinha ela, com sua postura inconfundível – que só se tornou assim depois do contato. Sua voz arrastada, um pouco cansada, fazia com que a manhã parecesse mais preguiçosa do que de costume. Mas, o que mais se destacou de tudo isso, foi a risada "rançosa"; meus caros, como foi engraçado ouvir aquele som, aquela gargalhada, dos lábios mau pintados de vermelho com qualquer batom vagabundo. Mesmo assim, nessas condições, nada tiraria daquele momento a harmonia, e sintonia, com as sensações contidas no universo. Agradeço por ter sido a número um, agradeço por ter despejado sua risada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; color:#2A2A2A;mso-fareast-language:PT-BR"&gt;//&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; color:#2A2A2A;mso-fareast-language:PT-BR"&gt;//&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; color:#2A2A2A;mso-fareast-language:PT-BR"&gt;Claro, não seria inteligente eu dizer que o inesperado não é esperado. Mas como o corpo humano reage ao que não está no script é incrível. Instantaneamente, tudo parece acontecer muito rápido e devagar, ao mesmo tempo; uma piscadela e tudo está diferente; o corpo bombeia mais sangue para o rosto, ele fica vermelho; as mãos não sabem o que fazer e, por isso, os músculos contraem milhares de vezes por segundo, causando o tremor conhecidos de todos aqueles que não gostam de realizar seminários; as pernas perdem seu sentido, e tentam se equilibrar inutilmente sobre os joelhos, causando aquela leve sensação de que elas estão bambas. Percebi tudo isso quando uma amiga, descendo as escadas, grita pelo segurança - grita por ajuda, grita por socorro. O que estava acontecendo? Uma criança, no seu afã desesperador de não perder o doce para qualquer um, engole seu pirulito - com palito e tudo - e para de respirar de tamanha satisfação. Segundos depois, o corpo não suporta tanta alegria que a única saída é jogar tudo para fora. Alívio, o corpo volta ao normal, o sangue circula, as mãos adquirem firmeza, e as pernas voltam no seu inteiro e completo sentido - fazer andar o Homem!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/575075358675842061-5939554108676785739?l=traduzivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traduzivel.blogspot.com/feeds/5939554108676785739/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=575075358675842061&amp;postID=5939554108676785739&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/5939554108676785739'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/5939554108676785739'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traduzivel.blogspot.com/2011/04/mini-porem-completo-micro-porem-inteiro.html' title='Mini, porém completo. Micro, porém inteiro!'/><author><name>Henrique Neto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-MGAQN4mTSf0/TffgGyeEkvI/AAAAAAAAAKY/sv4PWUYrL8I/s220/IMG_4755b.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-575075358675842061.post-380120516559548030</id><published>2011-02-23T23:30:00.002-03:00</published><updated>2011-02-23T23:31:41.089-03:00</updated><title type='text'>A vida real</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; "  &gt;Eu já ouvi dizer, uma vez, num lugar bem distante, que não podemos negar à vontade de escrever. Se ela vem – e quando vem, devasta qualquer preguiça/sono/incômodo – é para ser compreendida e, acima de tudo, registrada. E agora, sentado, lutando contra o sono, escrevo essa crônica, porque lembrei da grande-pequena-ínfima história de Reginaldo da Cruz Pereira.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; "  &gt;O primeiro médico, que realizou o primeiro ultrassom em sua mãe, já alertava: “Tem dom para a cena: finge que dorme, mesmo que acordado!”. Aos cinco, enganava todos os professores com a tal capacidade de dormir/acordado; nunca apanhara de ninguém, pois quando estava “dormindo”, saia correndo muito antes do agressor pensar em dar o primeiro golpe. Na primeira “noite de homem”, seria dramático se não fosse trágico: dormiu antes mesmo da bela-moça dizer coisas interessantes ao pé do ouvido. Muito diferente do que muitos pensavam, Credo – apelido carinhoso originário da expressão “cruz-credo!!!” – só via vantagens em sua capacidade extraordinária. Arriscou o teatro. Aos seus 18 anos, concluiu um curso de Teatro em São Paulo que o fez perceber que a vida é muito mais do que compras/consumo, e alguns valores burgueses atribuídos à família, casa, posses e futuro. Fez &lt;i&gt;Hamlet&lt;/i&gt; e descobriu o questionamento. Fez &lt;i&gt;Romeu e Julieta&lt;/i&gt; e descobriu a possibilidade de amores impossíveis. Fez teatro, fez a vida em cima de um palco. Credo ficou famoso: distribuía alguns autógrafos, freqüentava alguns altos círculos sociais, iniciou a olhar de cima as pessoas. Primeiro grande erro. Foi na sua qüinquagésima peça encenada que Cruz – mudou de apelido devido ao &lt;i&gt;habitus&lt;/i&gt; (Bourdieu te ajude nessa questão!) que freqüentava -, cheio de si e pequeno de nós, resolveu estourar a bolha que criara e iniciar uma nova jornada: a bebida. Acreditou que ali encontraria os pontos cardeais há tanto perdidos no decorrer da vida. Pensou num porto seguro, porém só um mar aberto é o que foi disponibilizado para nosso personagem – agora, um personagem da vida!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; "  &gt;Já não freqüentava palcos. Já não distribuía autógrafos. Agora, o seu palco era o mesmo daqueles de quem esnobara há tempos. Dividia o mesmo banco com os reles mortais da vida real; ali não tem espaço para Romeu nem para Adão, muito menos para os &lt;i&gt;Tertulianos&lt;/i&gt; de Saramago e, quem dirá, para os &lt;i&gt;Karamazov&lt;/i&gt;. O espaço e tempo do real não é contabilizado em cena um ou dois, mas sim em almoço e jantar. A preocupação de Regi – apelido carinhoso atribuído ao nosso personagem pelos voluntários de um abrigo para moradores de rua -, agora, não era mais com maquiagem, figurino ou linguagem corporal: a sua busca – eterna - era a respeito de comida e esperança. Se antes, nas horas vagas, lia um poema ou treinava sua oratória, e, também, o incrível dom de dormir acordado, ocupava seu tempo com caminhadas longas e, repetidas vezes, momentos de humilhação. Para Regi, o pior de tudo era pedir; mesmo que proveniente de uma família pobre, seu pai – falecido há tempos, em serviço, e esse é o motivo do benefício que sua mãe ganha até hoje – nunca permitira “...filho de Raimundo ter que se rebaixar perante homem nenhum. É só a Deus que devemos nossa prostação e humilhação... aos homens, cabeça erguida e trabalho nas mãos”, grandes palavras do velho Raimundo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; "  &gt;Regi sabia o que significava a “petição”, sabia exatamente os movimentos que seu pai estava fazendo no túmulo no determinado momento; porém não enxergava outra saída a não ser essa: a mendicância. Anos se passaram e a prática “suja” – perante seus olhos – ainda era a fonte de sobrevivência de que dispunha. Contudo, num dia de céu de baunilha, Regi encontra um palco a céu aberto. Lindo. No mesmo instante seus olhos se encheram de lágrimas. No mesmo instante, lembrou da sua pequena, mas brilhante, carreira de ator. Desceu as escadarias, ou melhor, arquibancada do palco-gigante; um degrau a menos era um passo mais perto da “realidade”. Sentia que ali estava todo o sentido que procurara, todo o significado que perdera. Quando alcança o palco, deita e finge dormir, afinal esse é o seu dom. Passou um dia, dois dias, três dias...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Reginaldo da Cruz Pereira, 37 anos, morador de rua, encontrado morto no Anfiteatro do Zerão. Os médicos desconhecem o motivo da morte, porém acham esquisito o enorme sorriso em seu rosto e os olhos, ainda que mortos, brilhando ao refletir a luz do sol. Regi por fim dormiu, e nunca mais acordou!&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family: 'Times New Roman', serif; "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/575075358675842061-380120516559548030?l=traduzivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traduzivel.blogspot.com/feeds/380120516559548030/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=575075358675842061&amp;postID=380120516559548030&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/380120516559548030'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/380120516559548030'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traduzivel.blogspot.com/2011/02/vida-real.html' title='A vida real'/><author><name>Henrique Neto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-MGAQN4mTSf0/TffgGyeEkvI/AAAAAAAAAKY/sv4PWUYrL8I/s220/IMG_4755b.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-575075358675842061.post-4131908385499759629</id><published>2011-01-04T16:44:00.002-02:00</published><updated>2011-01-04T16:47:10.604-02:00</updated><title type='text'>Livros</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;É possível alguém, dentro de um furacão, pensar em algo que não seja ventania, vacas e perda de sentidos? Sinceramente, não sei responder. Só sei que consigo pensar em milhares de coisas distante do que diz respeito aos Estados Unidos, quando estou mergulhado no mesmo. Dizem que é só o homem que tem a capacidade de imaginar; por sua vez, é o único que domina a incrível façanha de viajar sem sair do lugar. Os livros, na maiorias das vezes, são o grande impulso para algumas pessoas. E é esse o nosso assunto de hoje. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Culpo-me de todas as maneiras quando não consigo terminar um livro. Culpo-me por falta de tempo; por falta de paciência; por falta de sinceridade para com o autor; e falta de responsabilidade para os personagens. Se não consigo terminar um livro, consigo eu escrever a minha própria história? Não quero responder, e nem pretendia – só questionei para ser mais uma reflexão sem reflexão na História das Idéias-Não-Refletidas. O fato seguinte foi evidenciado por uma simples retomada de leitura – por isso, descarregamento de culpa – de um livro, o qual comecei no ano passado, e que se chama Os Irmãos Kamarazóvi. Literatura russa, difícil de ser compreendida mesmo que traduzida – às vezes é por isso que se torna difícil de compreender... tradução, este é o mal! Não contarei a estória aqui, muito menos uma resenha é o que teremos; o que eu gostaria de compartilhar nesse pequeno texto, é a volta de movimento, e o retorno a um contexto esquecido, adormecido e escondido. A incrível sensação de entrar novamente em contato com os personagens, depois de algum tempo, é tão indecifrável quanto a maneira como escrevo: como se fôssemos antigos amigos que se afastaram por uma razão mau resolvida e que, ao se encontrarem, tentam lembrar de todos os momentos juntos e rir do que passaram – e, sem mais nem menos, se esquecem do maior: já não são mais os mesmos. A tristeza e alegria se misturam e formam o estranhamento. Estou feliz em ver os mesmos personagens; lembrar dos nomes, dos acontecimentos, das personalidades; porém estou triste de perceber como mudaram, como eu mudei, como tudo se transformou desde quando comecei a leitura. Eles já não significam o mesmo para mim, e isso é bom e ruim. Eu já não significo tanto para o livro – já que foi carregado dentro de uma mala, suportando 32 kg de roupas. Já não somos os mesmos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;E isso é bom. Ainda bem que muda. Ainda bem que não sou o mesmo. Ainda bem que, agora, tenho esse livro como válvula de escape de toda essa realidade norte-americana que vivo; de toda a saudade que sinto de momentos intelectuais; saudade que sinto dos textos da Antropologia, que esqueci em casa – propositalmente. Não, isso não é assunto de &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;nerd&lt;/i&gt;. Pode argumentar: “Saudade de texto, saudade de pensar? Esse menino é estranho!” Mas compreenda, meu caro leitor, no meio de uma tempestade em alto-mar, o único pedaço de terra que vem à mente de um marinheiro, é o boteco, famoso pelas formosas donzelas e pelo jogo de poker. Não fui claro na metáfora? Pois bem, não sei explicá-la.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Foi bom escrever mais um texto, mesmo que não acrescente nada, mesmo que não mude nada. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Uma observação se faz necessária: estou com saudade da minha namorada, e tenho dito!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/575075358675842061-4131908385499759629?l=traduzivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traduzivel.blogspot.com/feeds/4131908385499759629/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=575075358675842061&amp;postID=4131908385499759629&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/4131908385499759629'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/4131908385499759629'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traduzivel.blogspot.com/2011/01/livros.html' title='Livros'/><author><name>Henrique Neto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-MGAQN4mTSf0/TffgGyeEkvI/AAAAAAAAAKY/sv4PWUYrL8I/s220/IMG_4755b.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-575075358675842061.post-3792259756313283644</id><published>2010-12-29T00:23:00.001-02:00</published><updated>2010-12-29T00:26:03.236-02:00</updated><title type='text'>Trip</title><content type='html'>E como estou longe de casa e, talvez, longe do meu ninho de idéias, posto de uma maneira diferente - vídeos! Comprei um camcorder aqui nos EUA e lá vai alguns vídeos de uma pedalada por Fort Walton Beach.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Façam bom proveito e conheçam um pouco da cidade em que estou!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=UhRnkt8jQSo"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=UhRnkt8jQSo&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=sxIqG6LBYc0"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=sxIqG6LBYc0&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=U4yoG8ZgLkA"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=U4yoG8ZgLkA&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=85CT-FwLn0Y"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=85CT-FwLn0Y&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=6mJxo9sjPK8"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=6mJxo9sjPK8&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Até algum próximo vídeo, ou escrito - quem sabe?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/575075358675842061-3792259756313283644?l=traduzivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traduzivel.blogspot.com/feeds/3792259756313283644/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=575075358675842061&amp;postID=3792259756313283644&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/3792259756313283644'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/3792259756313283644'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traduzivel.blogspot.com/2010/12/trip.html' title='Trip'/><author><name>Henrique Neto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-MGAQN4mTSf0/TffgGyeEkvI/AAAAAAAAAKY/sv4PWUYrL8I/s220/IMG_4755b.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-575075358675842061.post-6221174991399784974</id><published>2010-10-13T01:32:00.003-03:00</published><updated>2010-10-13T01:41:02.230-03:00</updated><title type='text'>Aborto</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;E é nessa onda que deixo as idéias boiarem. É nesse mar que tento dar algumas braçadas. É sobre o aborto que escrevo uma crônica.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Para dizer sobre a rosa, temos que passar pelos espinhos. E, se aborto é um tema “espinhudo”, temos que dizer sobre ele, se a proposta é vida. Não podemos esquecer a interrupção se existe a continuidade; e, mais uma vez, nesse embalo, estamos falando dos pares que nunca foram de oposição!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A história é pequena, de poucas linhas, porém atinge o profundo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Seu nome era Joana e tinha 15 anos. De família monoparental, com a responsabilidade do lar depositada sobre sua mãe; irmã de mais três meninas, sendo que a mais velha com 20 anos e a menor com 11; moradora de uma das maiores comunidade (entende-se favela) da região; profissão: atendente de supermercado. Nesse momento, já não está namorando, pois Marcelo, o ex-namorado, quando soube da gravidez de Joana, logo partiu para nunca mais voltar – sim, meus queridos, foi assassinado com três tiros na cabeça, depois de estar em débito com o traficante local. Joana está morta, e a causa da morte foi a tentativa de um aborto clandestino, que acabou com uma perfuração de alguns órgãos internos e, por sua vez, com hemorragia até a morte.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Beatriz, 19 anos, cursando psicologia. O seu “esporte” preferido era – impreterivelmente nessa sequência -: passar as tardes de sábado com as amigas assistindo filmes e comendo bobagens; escolher alguma balada local para ir; tomar banho, se arrumar, pegar o carro e dar carona para as amigas; curtir a balada, “ficar” com alguns rapazes, e dançar até não pode mais; ir para casa – às vezes de alguns dos rapazes – e acordar bem cedo no domingo para comer pastel na feira. Hoje já não vai à feira, nem à balada, nem às casas dos rapazes, nem conversa com as amigas: Beatriz morreu depois de alguns efeitos colaterais ocasionados por pílulas, na tentativa de impedir uma gravidez indesejada, dessas baladas de sábado a noite.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Um professor comentava: diante dos fatos, não há lugar para o espanto; somos como olho que bóia ao derredor! Isto posto, acredito que a questão que é evidenciada a partir das crônicas acima é: o aborto, mais do que nunca, é uma questão de saúde, e não de “partidarismo”! E se escrevo isso, é porque já não suporto mais pensar em interrupção de vida (aborto clandestino porque criminalizado), sem pensar em outras interrupções (morte de mães ao realizarem aborto nessas condições) que acontecem na tentativa dessa interrupção - que é o aborto na atual conjuntura, ou seja, criminalizado. Ao dizer isso, não me coloco em uma posição conivente - muito menos contrária-, mas estou sentado no lugar que é mais cabível: o da razão de mãos dadas com a emoção.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Dito isso, não quero Dilma nem Serra: eu quero a vida! e ela em abundância, com qualidade e do jeito que tem que ser, humana e digna. Pena que a Vida (posta nesses termos) não se candidatou, e nem apareceu em nenhum programa, nessas eleições. Vida, meu voto é sempre seu!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/575075358675842061-6221174991399784974?l=traduzivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traduzivel.blogspot.com/feeds/6221174991399784974/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=575075358675842061&amp;postID=6221174991399784974&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/6221174991399784974'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/6221174991399784974'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traduzivel.blogspot.com/2010/10/aborto.html' title='Aborto'/><author><name>Henrique Neto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-MGAQN4mTSf0/TffgGyeEkvI/AAAAAAAAAKY/sv4PWUYrL8I/s220/IMG_4755b.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-575075358675842061.post-826606689511404292</id><published>2010-10-04T12:04:00.003-03:00</published><updated>2010-10-04T12:06:54.683-03:00</updated><title type='text'>Talvez</title><content type='html'>Talvez seja o momento de voltar a escrever.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ouvi dizer que o que faz possível a compreensão de qualquer palavra dita, escrita, gesticulada é o silêncio entre elas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A partir disso, acredito que o que faz todo o sentido é o "entre" postagens, "entre" textos, "entre" idéias. É a carne e o osso que fala Malinowski. O sopro da vida que fala a Bíblia. A sensibilidade que fala o Neto.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/575075358675842061-826606689511404292?l=traduzivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traduzivel.blogspot.com/feeds/826606689511404292/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=575075358675842061&amp;postID=826606689511404292&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/826606689511404292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/826606689511404292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traduzivel.blogspot.com/2010/10/talvez.html' title='Talvez'/><author><name>Henrique Neto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-MGAQN4mTSf0/TffgGyeEkvI/AAAAAAAAAKY/sv4PWUYrL8I/s220/IMG_4755b.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-575075358675842061.post-8716948220477081082</id><published>2010-07-20T00:38:00.000-03:00</published><updated>2010-07-20T00:39:13.141-03:00</updated><title type='text'>Beija-flor, toca-flor, pega-flor, entrega-amor</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Limpou o suor da testa com as costas da mão direita; para constar, a mão esquerda segurava a enxada que utilizava para fazer a última remeça de massa do dia. Misturava tudo num ritmo mecânico e sem reflexão. Soa a sirene e começa novos atos mecânicos: larga a enxada segue para o vestiário tira a roupa de trabalho veste a calça &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;jeans&lt;/i&gt; a bota estilo “Chico Bento” camiseta branca boné de propaganda; alcança a rua, e no sentido contrário dos carros, vai em direção ao colégio do filho. Para olha dos dois lados sinal vermelho para pedestre um homem quase é atropelado buzinas palavrões carros correndo motos desviando pessoas conversando celulares tocando fumaça muita fumaça do caminhão que passa sinal abre para pedestre atravessa. Um, dois, três, quatro, cinco passos até o outro lado e mais uns 100 até o colégio. A cada passo, tudo se repete e mais um dia vai chegando ao fim. No passo quarenta e cinco – na contagem regressiva – uma senhora, de meia-idade, com algumas sacolas nos braços, cabelo preso em coque deixando aparecer a raiz branca dos cabelos, pergunta as horas ao nosso personagem. “Cinco para às seis”, responde sem nem mesmo olhar para a senhorinha; se tivesse olhado, perceberia os olhos mareados de quem acabara de derramar algumas lágrimas, e perguntaria pelo motivo, obtendo a seguinte resposta: “Você tem a mesma sobrancelha, o mesmo formato de rosto e o mesmo nariz, igual ao meu filho que morreu. Me daria um abraço?” Infelizmente, ficou sem o abraço, sem a história, e sem o cheiro de pêssego que exalava da senhora, pois o perfume que ganhara de sua neta, antes do encontro, ainda estava bem forte no pescoço enfeitado por uma corrente que carregava a foto de Nossa Senhora.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Voltemos ao compasso. Depois dos cem passos dados, chega finalmente ao colégio, e o sorriso do filho ao vê-lo não é capaz de tirá-lo, de uma vez por todas, do desânimo, ou melhor, do aborrecimento mediante à rotina. Um sorriso forçado é o máximo que consegue retribuir ao esforço do seu filho que, ao levantar os pés para dar um abraço total em seu pai, solta a mochila de rodinhas no chão juntamente com a lancheira. O pai recolhe a lancheira, a mochila e agora o caminho que segue, acompanhado por seu filho, é o de casa. Os passos até lá não cabem dizer aqui, já que seria muito do inconveniente, e desrespeitoso, com você leitor, descrever passo a passo, com todos os pormenores, a caminhada de nossos dois personagens. Não que não tenham sentido, mas é que daí seria mais pertinente escrever um livro sobre o andar, ou um texto – e sobre o caminhar, esse blog já possui alguma coisa. Como diria Freud, às vezes, uma xícara de café é só uma xícara de café. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Pois bem, o ritmo das ruas era o mesmo que alguns minutos atrás, então ouvia-se carros, sentia-se tonto pelo movimento, aspirava-se fumaça, vivia-se angustiado pela velocidade e desespero que encontramos fora de casa nesse horário crítico. Vale dizer, agora, que eu dividia o mesmo espaço que os nossos dois personagens – eles na calçada e eu, preso em um engarrafamento, dentro do meu carro. Nesses momentos parados, olho ao redor tentando encontrar algum vestígio da delicadeza que foi escondida pelos prédios, asfaltos, muros e ar-condicionado. Anseio por ouvir um pássaro cantar, uma flor com cores bem fortes num gramado, um pedaço de céu que não esteja limitado pelas silhuetas dos prédios, um pedaçinho de natureza. Com essa angústia é que vejo os nossos personagens, o pai, um pouco encurvado, com um rosto cansando, carregando a mochila e lancheira do filho, e o menino, de uns sete anos, com uma das mãos ocupadas de um brinquedo – desses que são vendidos em qualquer aglomerado de pessoas, e que quando você aperta, pisca várias luzes de cores diferentes-, e que, um dia, será substituído por uma enxada (quem sabe?). O ato que dá origem a toda essa história é esse: sem mais nem menos, o menino dá alguns passos mais rápidos do que o ritmo que levava com o pai, e se encontra a frente dele; projeta seu pequeno corpo, e sua “corrida”, em direção a rua, o que me faz virar o rosto e decidir acompanhar o que esse menino iria fazer. Ele para em frente a um cercadinho que fora colocado em volta de um pedaço mínimo de terra, de onde brotava um mato à primeira vista. Aquilo me intriga e continuo seguindo-o com o olhar. O menino abaixa, passa a mão por debaixo do cercadinho e colhe uma flor minúscula, bem menor que o dedo indicador dele. A flor era roxa, do formato de um cone, e com quatro pétalas aberta e distribuídas simetricamente com relação ao corpo-cone da mesma. Colhe a flor e, sem mostrar ao pai, abre um sorriso, dá pulos de alegria, e continua andando na frente do seu progenitor.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Meu caros, a alegria que senti em ver os pulos, a flor, a criança, o sentimento naquele ato, não cabe em mim nem &lt;st1:personname productid="em palavras. Não" st="on"&gt;em palavras. Não&lt;/st1:personname&gt; sei explicar o porquê me comovi tanto – talvez seja pelo fato de, num mesmo momento, as coisas que mais admiro na vida foram reunidas ali: criança, flores e sentimento -, mas sei que me senti, mais do que nunca, feliz &lt;st1:personname productid="em viver. Para" st="on"&gt;em viver. Para&lt;/st1:personname&gt; quem era a flor? Quem era o responsável desse grande carinho que essa criança devotou ao pegar a flor, naquele momento, naquela circunstância, e dar saltinhos de alegria? Aaaaah, como eu queria que essa flor fosse para mim. Amaria, ainda mais, a vida se tivesse recebido. Como não recebi, só me resta dizer: menino beija-flor, obrigado por fazer da minha vida uma grande, e bonita, alegria!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/575075358675842061-8716948220477081082?l=traduzivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traduzivel.blogspot.com/feeds/8716948220477081082/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=575075358675842061&amp;postID=8716948220477081082&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/8716948220477081082'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/8716948220477081082'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traduzivel.blogspot.com/2010/07/beija-flor-toca-flor-pega-flor-entrega.html' title='Beija-flor, toca-flor, pega-flor, entrega-amor'/><author><name>Henrique Neto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-MGAQN4mTSf0/TffgGyeEkvI/AAAAAAAAAKY/sv4PWUYrL8I/s220/IMG_4755b.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-575075358675842061.post-8129123791609756880</id><published>2010-06-19T13:47:00.001-03:00</published><updated>2010-06-19T13:49:27.894-03:00</updated><title type='text'>Espaço ou não-lugar (2/2)</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Um tempo passou, e significou. Entenda: não estava cansando de nadar em seus limites, e me molhar nas suas características verdades, mas questionei – por que teria que ser assim? No princípio, só inquietação; cresceu para incômodo; cresceu para irritação; cresceu para ódio; cresceu para morte... morte de nós. Morte do eu, morte dela, morte do eu que éramos, do um que estávamos, da unidade diversa em que nos iludíamos. A atitude que tomei não me vangloria e nem me dá o título de herói, muito menos ser chamado pelo nome, do qual me envergonho; a ação, depois de feita, me tornou o maior dos assassinos de realidade do maior dos tempos que o homem pode ter conhecimento: assassinei um sistema INTEIRO. Devastei a ordem que reinava naquela sala, mais do que as represas fazem em suas inundações colossais e estúpidas – se me perguntarem, troco a energia por um par de velas!; destruí um universo inteirinho, com todos os planetas, estrelas, cometas a que se tem direito; fui vil... vil mais do que quando me recordo com um sorriso-de-canto-de-boca; condena-me, mereço! Puxei a cortina com todas as forças que tinha. Não poupei um único pedaço que resistira se agarrando ao estribo. Fui cruel. Fui mal. Sou mal! Rasguei quando ela já tinha caído, quando estava indefesa no chão; uma montanha enorme era seu corpo no chão. Ainda, como se não bastasse, levei tudo para fora... ou melhor, quase tudo: guardei um pedaço, uns metros quadrados, embaixo do sofá. E foi nesse momento, quando levantei meu rosto, é que percebi o que fizera – nunca tinha visto vista maior que aquela! A janela que se escondia atrás da cortina de veludo azul era tamanha, que nem se eu pudesse descolar meus braços conseguiria dizer e mensurar o seu cumprimento, largura, profundidade. Os vidros estavam limpos, mas havia um fenômeno diferente que acontecia quando se olhava por lugares diferentes, era como se a cada quadradinho formado pela estrutura da janela (imagine, leitor, um jogo da velha de armação de ferro, de cor dourada, segurando os vidros) tivéssemos uma visão diferente da paisagem lá fora. Uma comparação: colcha de retalhos, e dos mais variados, era a imagem que tínhamos do todo!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Fiquei por instantes absorto &lt;st1:personname productid="em pensamentos. N￣o" st="on"&gt;em  pensamentos. Não&lt;/st1:personname&gt; sabia o que era aquilo, e nem para que serviria. Tinha “diversas” visões ali, na minha frente. Me assustei e me joguei contra o sofá e chorei; chorei dias, quase tanto o total de milímetros da chuva de outrora, que cessara por um tempo, mas voltara com força – era esse o motivo de não sair correndo e esquecer essa sala que me deu o maior de todos os males, o peso de um assassinato! Tinha que voltar e encarar essa nova realidade que tinha agora em mim: conhecia uma sala “de visões”, era responsável por um assassinato, e se fosse para sair e se molhar, nunca mais me molharia como antes. Estava feito! transformado para todo o sempre. Teria que aceitar essa minha condição, e seguir em frente, aberto para o novo e firme na mudança. E foi isso que fiz: adentrei mais nesse espaço, agora iluminado, e encontrei outra porta; abri sem medo e encontrei uma cozinha, ainda para planejar, mas já com aquele cheiro de cebola fritando no azeite e manteiga... huuuum, logo decidi: será esse o meu carnaval, me jogarei em receitas imaginadas e iluminadas por essas novas visões, e quem sabe um dia, sair, mesmo que embaixo de chuva, dando de comer aos que passam apressados molhados. Darei um petisco iluminado pela luz da “janela das várias visões”!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/575075358675842061-8129123791609756880?l=traduzivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traduzivel.blogspot.com/feeds/8129123791609756880/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=575075358675842061&amp;postID=8129123791609756880&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/8129123791609756880'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/8129123791609756880'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traduzivel.blogspot.com/2010/06/espaco-ou-nao-lugar-22.html' title='Espaço ou não-lugar (2/2)'/><author><name>Henrique Neto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-MGAQN4mTSf0/TffgGyeEkvI/AAAAAAAAAKY/sv4PWUYrL8I/s220/IMG_4755b.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-575075358675842061.post-8395556647746022671</id><published>2010-06-17T21:50:00.003-03:00</published><updated>2010-06-17T21:55:52.313-03:00</updated><title type='text'>Espaço ou não-lugar (1/2)</title><content type='html'>Leitores, vai uma das descrições que mais prezo. É uma total confissão sobre minha vida, e a separei em duas partes devido ao tamanho do texto. Espero que você descubra o seu sentido.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;É uma descrição que pode ser geral, mas também específica; se pareço participar do ato que se seguirá, é simplesmente porque a posição que ocupo agora, de relator, é que me faz ter essa proximidade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Chovia consideravelmente. Dizer isso não significa que outras chuvas não devam ser consideradas, mas é que essa, ahhh chuva, caia interminantemente há, pelo menos, seis meses. Incômoda e deixando todos desajeitados, a suavidade com que caia parecia uma dança; se olhada contra a luz, dava para ver os pingos coreografarem à medida do vento, e ao sabor deles mesmos. Chuva essa que o desejo de qualquer um é sair dela o mais rápido possível, seja com um guarda-chuva barato, seja em um ponto de ônibus mal-cuidado, seja em um ambiente mal-humorado. Nesse afã, é que entrei na primeira portinha entreaberta que surgiu na minha frente. Dois passos e estava livre da chuva, mas nem tanto do espaço que adentrara. A dança das gotas foi substituída pela dança das poeiras, que dava para ver a partir do feixe de luz que entrava pela porta um pouco aberta atrás de mim, e se perdia nos móveis todos cobertos com lençóis cor ocre e também nas grossas cortinas de veludo azul. Tinha o que parecia ser um sofá; uma mesa com algumas cadeiras, sem saber o número exato delas, pois o grande lençol escondia; quadros - que só vim a descobrir depois que o eram – pendurados na parede, alguns ainda esperando, um prego que o suporte, encostados ou deitados no chão, porém todos cobertos; e uma cortina azul, que cobria uma parede inteira com sua voluposidade e soberba, arrogância e imponência, autoridade e verdade, de veludo, com muita poeira.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;O que senti quando deixei escapar aquele feixezinho de luz, é que a sala inteira se encolhia, assim como fechamos os olhos quando a luz é acesa muito rapidamente. A luz ali não entrava há muito tempo; há muito tempo também a sala não via cores, cores diferentes do ocre, e a minha camisa amarela, calça azul calcinha, tênis marrom e suéter vermelho causaram uma má impressão ao ar que ali habitara desde os primórdios. Me senti totalmente desconfortável, intruso, estranho àquele lugar. Nem parecia que eu passava em frente a ele todo dia; ou melhor, nem parecia que eu o freqüentava; talvez a entrada foi descoberta por acaso, ou a sua porta só apareceu num certo momento, assim como naqueles jogos de RPG que você tem que andar o cenário inteiro, esperar dar 17 minutos após ter matado 13 zumbis com tiros no pé de &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;shotgun&lt;/i&gt; com balas de borracha, e depois apertar rapidamente uma combinação aleatória de botões... claro, tudo isso sem errar nenhum passo, e só depois é que a porta se abrirá e verá que a sala estava vazia. Nesse caso, a sala não estava vazia, não precisei fazer nenhuma dessas atrocidades, e o surgimento da porta é inexplicável e também indescritível, por isso, vamos adiante.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Mesmo “estranho” àquele lugar, era-me familiar. Parecia que sabia onde pisava, onde encontraria um obstáculo, a madeira do assoalho que iria ranger e onde estava o interruptor; e foi para lá que fui. Aperto, e nada. Repito a operação mais rapidamente, e nada. Coloco o outro dedo sobre a outra extremidade do interruptor e fico apertando freneticamente e – preciso dizer? – nada. Cansado de tentar tirar as trevas dali, pus-me a sentar no sofá encoberto pela poeira, e também pelo lençol ocre. Fiquei ali, um tempo, não sei quanto, mas suficiente para eu perceber a cortina azul de veludo imponente, logo ali, ao alcance da mão. Estática, imóvel, brincando de estátua e sem titubear. Permanecia permanente, constantemente constante, paralisada parada. Por uma discrepância do destino, ousei – quem dera não tivesse o feito – investigar a qualidade e “quem” ser essa criatura “napoleônica”, se pensarmos em pequenez da grandeza. Tateie, apertei, pesei, medi, percorri os limites, me joguei em suas qualidades de veludo, me deixei ser encoberto, me embrulhei para ver se os meus limites se misturavam aos dela. E sim, misturou; não sabia quem era quem, onde começa eu e terminava ela, ou vice-versa. Éramos um.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/575075358675842061-8395556647746022671?l=traduzivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traduzivel.blogspot.com/feeds/8395556647746022671/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=575075358675842061&amp;postID=8395556647746022671&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/8395556647746022671'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/8395556647746022671'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traduzivel.blogspot.com/2010/06/espaco-ou-nao-lugar-12.html' title='Espaço ou não-lugar (1/2)'/><author><name>Henrique Neto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-MGAQN4mTSf0/TffgGyeEkvI/AAAAAAAAAKY/sv4PWUYrL8I/s220/IMG_4755b.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-575075358675842061.post-3979819374580285498</id><published>2010-06-12T00:34:00.000-03:00</published><updated>2010-06-12T00:35:09.721-03:00</updated><title type='text'>Com - passados</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia; font-size: 15px; "&gt;É sempre bom saber que mais pessoas se aventuram nesse mundo belíssimo das palavras. Mais pessoas se arriscam na incrível arte de organizá-las numa certa forma cheia de sentido. Estão no limite do sincrônico e do diacrônico, a todo o momento, quando escrevem. É por causa disso, dessas maravilhosas pessoas, que estou aqui, incentivado por um texto de quem acabou de ingressar nesse mundo dos blogs – Filipe Menck, esse post é em resposta ao teu (para quem ainda não leu: &lt;a href="http://patognomonicamente.blogspot.com/"&gt;http://patognomonicamente.blogspot.com/&lt;/a&gt;). Não uma resposta totalmente, mas foi um grande passo para todas essas palavras estarem sendo organizadas agora.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; font-family:Georgia"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;E passo é o que não falta hoje. Passo desse assunto de palavras, para um não menos compassado que é a corrida/caminhada/trotezinho/&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;copper&lt;/i&gt;. Não sei se já disse, mas essa é uma das minhas maiores paixões. Sempre que posso - e espero poder sempre – coloco meu tênis e vou dar umas voltas correndo por aí. O mais incrível de tudo isso é o quanto eu caio profundamente dentro de mim: é como se cada passo que desse fosse em direção ao “cantinho-mais-canto” do meu universo; e eu realmente acredito que é a cada passo que dou que isso acontece, visto que quando corro longos trajetos, a minha inserção no meu universo é tanta que demoro a voltar. Vejo isso quando encontro pessoas pelo caminho, as vejo só que não consigo ter um reflexo rápido para cumprimentá-las, e sempre tenho que diminuir o ritmo das passadas, olhar para trás e dar um breve aceno e um sorriso. Não que eu odeie encontrar pessoas quando corro... pelo contrário, encontrá-las me faz lembrar que daqui a pouco voltarei para o meu universo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; font-family:Georgia"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Pode soar um pouco individualista, ou arrogante, de minha parte, contudo, querido leitor, não se deixe influenciar por essas palavras que você lê; não é isso que quero dizer. Um exemplo deixará tudo mais simples de ser compreendido: após uma longa descida, e depois de ter dado um super pique, subo num trote lento para descansar; ouço uma música de um grupo islandês (Sigur Rós) que mistura orquestra, sintetizadores, uma voz cantada em falsete, baterias estranhas, teclados suaves; chego onde começa a ficar plano e volto ao trote no ritmo normal... nesse momento, o Sol aponta acima do telhado das casas e seus raios iluminam toda a rua e, consequentemente, todo o meu corpo; são no meu rosto que os sinto com mais intensidade e fecho os olhos: corro no ritmo que convém, de olhos fechados, sentindo o Sol esquentar o meu rosto, enxergando a minha pestana (vermelho) quando fica exposta ao raios solares e sorrio. Nunca tinha experimentado sensação mais maravilhosa no meu universo! Não precisava de tempo, de corpo, de nada... só queria continuar sentindo aquilo. Senti algo parecido com a emoção do primeiro beijo; a primeira garfada de comida quando se está com fome; o toque em cabelos femininos; a segurança que é se enrolar na toalha depois de um bom banho; o aconchego de um cobertor; a alegria de dar risada do nada; dividir um sanduíche por quem se tem um apreço imenso; o caminhar despretensioso ao lado de uma mulher bela; a dança das gotículas de água no para-brisa do carro; o cheiro do café quando se está coando; o prazer de um orgasmo; o alívio de um livro lido; o êxtase de uma música preferida; a lembrança de um ursinho de pelúcia; o medo de um bolo “embatumado”; tive a sensação de todas as necessidades satisfeitas, de uma só vez, pronto! Um suspiro, os olhos ainda fechados; outro suspiro, e os tenho aberto. Continuo no mesmo trajeto, que logo terá seu fim na esquina que avisto já. Paro, respiro, e decido correr mais um pouco, para ver se a satisfação voltava... e não é que ela estava lá? Novamente, a cada passo, a plenitude se aproximava, e eu continuava, pleno em meu universo satisfeito.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; font-family:Georgia"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Minutos depois me encontrava conversando com conhecidos, só que não tendo muito consciência do que dizia. A dificuldade para retornar à realidade, e ao universo de todos, é cada vez maior, e a tontura e o “des-norteio” estão sempre presentes nesses momentos. Não sei porquê acontece, não tenho a pretensão de descobrir. Só sei que a sensação de um mergulho profundo em nossas subjetividades é uma prática que devíamos ter; já ouvi em algum lugar dizer que “primeiro, antes de amar as pessoas, você deve se amar”... ora, como amarei se não conheço? Pode ser que mergulhos assim nos levem a um auto-conhecimento mais pertinente, e assim possa me amar mais, para em seguida amar as pessoas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; font-family:Georgia"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Disse, sem muito consciência, mas disse. Um abraço, e coragem para a imersão!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/575075358675842061-3979819374580285498?l=traduzivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traduzivel.blogspot.com/feeds/3979819374580285498/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=575075358675842061&amp;postID=3979819374580285498&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/3979819374580285498'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/3979819374580285498'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traduzivel.blogspot.com/2010/06/com-passados.html' title='Com - passados'/><author><name>Henrique Neto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-MGAQN4mTSf0/TffgGyeEkvI/AAAAAAAAAKY/sv4PWUYrL8I/s220/IMG_4755b.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-575075358675842061.post-7906483153132899598</id><published>2010-06-08T23:47:00.002-03:00</published><updated>2010-06-08T23:55:22.750-03:00</updated><title type='text'>Diferente</title><content type='html'>E como sou seduzido a pensar que todas as coisas tem seus vários ângulos - não somente o lado bom ou ruim -, é que me encontro aqui, depois de ter sido impedido, por ordens maternas, de sair com meus amigos, vendo um vídeo belíssimo que retrata tudo o que eu mais enojo na sociedade: o machismo. Um vídeo belíssimo, contudo só tem uma coisa com a qual não concordo - essa de que os meninos que brincam de boneca são homossexuais... brincar de boneca não é fator, ou causa explicativa, para a definição da opção sexual de algum indivíduo. Gosto de bonecas, sempre gostei, e não sou homossexual - e não tenho nada contra.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um vídeo que evidência esse machismo ridículo, mas ainda coloca a esperança da ruptura num beijo dentro do espaço denominado "masculino" - o campo de futebol (que, graças à História, isso está mudando e podemos ver o tão belo futebol das mulheres!)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aí está o link:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://vimeo.com/12256355"&gt;http://vimeo.com/12256355&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/575075358675842061-7906483153132899598?l=traduzivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traduzivel.blogspot.com/feeds/7906483153132899598/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=575075358675842061&amp;postID=7906483153132899598&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/7906483153132899598'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/7906483153132899598'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traduzivel.blogspot.com/2010/06/diferente.html' title='Diferente'/><author><name>Henrique Neto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-MGAQN4mTSf0/TffgGyeEkvI/AAAAAAAAAKY/sv4PWUYrL8I/s220/IMG_4755b.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-575075358675842061.post-8189407361703579046</id><published>2010-05-27T20:27:00.003-03:00</published><updated>2010-05-27T20:35:49.690-03:00</updated><title type='text'>Monstro de meus sonhos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_p15ZGhvnZsc/S_8BwGfNe1I/AAAAAAAAAIs/NPbzFmmNEd4/s1600/BDUNc.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_p15ZGhvnZsc/S_8BwGfNe1I/AAAAAAAAAIs/NPbzFmmNEd4/s320/BDUNc.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5476097597792680786" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia"&gt;Queria que todos os monstros da vida fossem iguais a esse da foto. Queria que todos fossem feitos de lã, para esquentar; fossem verdes, para lembrar os pastos belos e livres que existem por aí; tivessem essas mãos pequeninas e delicadas que, no máximo, dão um beliscão para acordar do pesadelo; e tivessem essa boca desdentada e impossível de abocanhar o nosso “suado” do final de mês.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Se os monstros fossem assim, o que você faria? Sei de uma resposta: Dona Mercedes agarraria ambos os meninos por debaixo dos braços, carregá-los-ia de maneira que as pernas ficassem balançando, e os levaria para comer o jantar que já estava servido há tempos – tanto que os três outros irmãos já desciam de suas cadeiras adaptadas e saltavam no assoalho de madeira, fazendo aquele barulho gosto de tropé de criança (gostoso só quando não passa das 22h e quando não é antes das 8h!)! Ela, Mercedes, 64 anos, adorava ver os netos correrem pela casa, e odiava ao mesmo tempo: fazia 7 anos que cuidava deles, e odiava a situação pois lembrava da morte da sua filha, Clarice. Um dia, numa conversa, Dona Mercedes disse que “feliz é aquele que tem tempo de envelhecer!” E sussurrou, para os ouvidos perspicazes: “Minha filha não teve esse tempo...”; os olhos procuravam o “incontrável” no chão do lugar e suspirava. Dona Mercedes, ao encontrar um monstro como esse, com certeza forçaria ele comer toda a sopinha de fubá, com pedaços de músculo para dar força, que fez com tanto afeto, e sal.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;O carnaval de outra mulher de Atenas, Laura, seria diferente: daria muitos beijos depois de passar a blusa pela cabeça, e derramaria uma lágrima. Pedro nascera com uma doença incurável e que não permitia um bom domínio do seu corpo, muito menos reflexos e/ou pensamentos rápidos. Dependia de sua mãe para tudo, e ela começara a depender dele para tudo também: sorrir é o que Pedro sabe fazer melhor, e o faz intencionalmente; ninguém sabe explicar (e digo de ciência e de não-ciência também) como ele consegue, tão rapidamente, sorrir quando quer, quando não quer, quando deixa de querer. Sorri para tudo e para todos... e realmente expressa sente, sorri. Laura aprendeu a sorrir. Pedro não sabe (ou sabe) mas ensinou sua mãe à contrair os músculos da face de tal modo que faça mostrar os dentes de uma maneira agradável e feliz, e não de forma hostil e rancorosa como costumava fazer dantes. Laura encontraria o monstro da foto e aproveitaria a sobra de pano para fazer um sorriso, no lugar daquela boca insossa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;E o que eu faria? Com certeza, pegaria a idéia e levaria para o “mundo dos adultos”; sairia por aí, eu e ele, levando possibilidades para todos. Possibilidades de revisão da verdade: não existem monstros de um todo, nem heróis plenamente - o que existem são personagens que foram cozidos historicamente, em seus devidos adjetivos, e que não temos o costume de questionar. Eis ai a grande verdade, que também foi cozida e perderá seu posto em breve.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/575075358675842061-8189407361703579046?l=traduzivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traduzivel.blogspot.com/feeds/8189407361703579046/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=575075358675842061&amp;postID=8189407361703579046&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/8189407361703579046'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/8189407361703579046'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traduzivel.blogspot.com/2010/05/monstro-de-meus-sonhos.html' title='Monstro de meus sonhos'/><author><name>Henrique Neto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-MGAQN4mTSf0/TffgGyeEkvI/AAAAAAAAAKY/sv4PWUYrL8I/s220/IMG_4755b.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_p15ZGhvnZsc/S_8BwGfNe1I/AAAAAAAAAIs/NPbzFmmNEd4/s72-c/BDUNc.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-575075358675842061.post-9047785479369420538</id><published>2010-05-24T19:59:00.000-03:00</published><updated>2010-05-24T20:00:16.611-03:00</updated><title type='text'>Registro</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia"&gt;A profundidade com que estou me envolvendo com pessoas, nos 15 minutos que são reservados para nossos encontros, é tamanha, que seria imperdoável se não registrasse, no mínimo, os meus devidos sentimentos – e respeito. Começa no modo que chamo (“Vamos lá?”) e termina com meu “tchau” contido e todo reprimido... a minha vontade era de dar um abraço e chorar lágrimas, que a tanto tempo não consigo derramar. Sendo ali representante do Estado (por sua vez, ou na maioria das vezes, incontáminavel e/ou insensível), a rigidez com relação aos sentimentos é algo que perpassa toda e qualquer palavra pronunciada naquele local reservado para a petição à entidade superior (Estado). Não sei, mas não consigo agir e “não-sentir” como se deve, e me deixo envolver plenamente com todas as pessoas que por mim passam, ou em “carne-e-osso” ou na forma de processo (que nunca deveria ter sido perdida essa dimensão: temos papéis, mas esses papéis dizem respeito a humanos, que sentem/comem/dão risada/fazem amor/são indiferentes como nós... maldita burocracia!).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Ali, naquele local, todos os paradigmas da sociedade são posto à prova, e confirmamos que não têm fundamento. Vi homens chorarem por suas mulheres e seus filhos, distantes e sob os braços de outro homem; vi mulheres trabalhando, e doentes de tanto trabalhar – um desgaste nas articulações da coluna causa dores incríveis e dificulta todo e qualquer trabalho doméstico, que é o seu ganha pão. Vejo, e sinto como jamais na vida! Na minha dúvida de qual caminho escolher, tenho certeza que escolhi um no qual renderá várias reflexões e, acima de tudo, vários sentimentos que nunca dantes senti.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Ainda voltarei aqui para dizer mais sobre sentimentos; sobre a tão tradicional “família” e sua formação; sobre o famoso ditado “não adianta dar o peixe, é preciso ensinar a pescar”; e sobre coisas que só o novo dirá.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Nada muito elaborado, por hora. Apenas registros.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/575075358675842061-9047785479369420538?l=traduzivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traduzivel.blogspot.com/feeds/9047785479369420538/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=575075358675842061&amp;postID=9047785479369420538&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/9047785479369420538'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/9047785479369420538'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traduzivel.blogspot.com/2010/05/registro.html' title='Registro'/><author><name>Henrique Neto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-MGAQN4mTSf0/TffgGyeEkvI/AAAAAAAAAKY/sv4PWUYrL8I/s220/IMG_4755b.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-575075358675842061.post-5825823768414833943</id><published>2010-05-07T20:11:00.001-03:00</published><updated>2010-05-07T20:12:45.529-03:00</updated><title type='text'>Antenor, do Brasil</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Se uma coisa Antenor aprendeu bem quando criança é que o orgulho de ter nascido nesse solo - brasileiro! - deve estar em todas as suas ações, mesmo que indignas, aos olhos “estrangeiros-nacionais”!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Antenor, quase com certeza afirmo, nunca deve ter sabido da existência de alguns intelectuais do fim do século XIX e começo do XX – Romero, Euclides, Bonfim. Nesse período, devido ao contexto social, o que estava em discussão era a possibilidade de uma mudança social numa – ou a caminha de – “nação brasileira”. Quem é o brasileiro e, se ele existe, é formado de que? Textos e mais textos, e as vezes penso que nenhum vivência. Euclides foi arriscado, se aventurou no interior da Bahia para acompanhar o desfecho da Guerra de Canudos – e o grande homem que era Antônio Conselheiro, talvez amigo de Antenor; o resultado dessa aventura foi a belíssima obra “Os Sertões”, na qual segue um caminho extremamente lógico na escrita: terra, homem e guerra. Explica o conflito, dos “litorâneos” (referindo aos moradores do Rio de Janeiro e representantes do Estado, já que a capital do país era o Rio) e dos “sertanejos” (moradores de Canudos e do sertão, como um todo), e o desenrolar do mesmo a partir da terra e do tipo de homem que ali existia. Se posso me intrometer na história de Antenor, diria que é uma obra para lá de interessante!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Tudo isso, e Antenor, num belo dia de congestionamento - numa cidade metida a capital e tradicional demais para deixar de ser do interior -, demonstra o maior ato de “brasilidade” que nenhum texto poderia descrever, intelectual pensar, “estrangeiro” sentir. Sinal fechado, única oportunidade que nos é dada para refletir; 30 segundos precisos, que normalmente é ocupado com um bocejo preguiçoso, uma retocada no rímel, bronca nas crianças ou uma batucada no volante do carro, foi necessário para que Antenor dissesse “Sou brasileiro como vocês, até mais que algum de vocês! Torcerei como ninguém, gritarei quando fizer gol... e, nesse momento, serei igual a vocês”. Palavras? Não precisava de nenhuma, disse com gestos: estendeu o braço esquerdo em direção ao carro, mão aberta quase como se faz para cumprimentar alguém... na outra mão, segura uma embalagem de bolo de supermercado com algumas notinhas e moedinhas dentro... mostra para o carro, e com a mão esquerda bate no peito; tudo isso acompanhado por uma expressão facial tão marcante que fica claro o que ele quer, pede por dinheiro. Tenta em três carros e nem uma oferenda. Agradece. Agradece TRÊS “NÃOS” que recebeu juntando as duas mãos (como fazem os orientais) e sorri.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Logo em seguida, nos segundo finais do momento precioso, faz com o braço sinal de força e segura na camisa do Brasil o famoso brasão e o balança, como se comemora gols. Marcara mais um gol na vida: três “nãos” em mais um sinal, e mais um sorriso na sua vida... profissão? Catador de papel, com a carrocinha feita deles, e o sorriso ainda no rosto. Cabelos já grisalhos, corpo ainda rígido. Expressões já marcadas só que não aparenta a idade que tem. Negro, com sua cor mais linda impossível, NEGRA.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;O sinal fecha. Mais trinta segundos. Mais uma possibilidade de alguém perceber a “brasilidade” de Antenor e – quem sabe? – escrever uma livro de nome “Os BRASILEIROS catadores”!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/575075358675842061-5825823768414833943?l=traduzivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traduzivel.blogspot.com/feeds/5825823768414833943/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=575075358675842061&amp;postID=5825823768414833943&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/5825823768414833943'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/5825823768414833943'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traduzivel.blogspot.com/2010/05/antenor-do-brasil.html' title='Antenor, do Brasil'/><author><name>Henrique Neto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-MGAQN4mTSf0/TffgGyeEkvI/AAAAAAAAAKY/sv4PWUYrL8I/s220/IMG_4755b.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-575075358675842061.post-380520716017850092</id><published>2010-03-30T22:29:00.004-03:00</published><updated>2010-03-30T22:42:12.714-03:00</updated><title type='text'>É como a música.</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;É como a música. Intraduzível e inteligível. Isso já dizia Lévi-Strauss, mas, como quase tudo que acontece, só faz/fez sentido em um determinado momento, inesperado, na maioria das vezes. Parecia algo somente tocado por deuses ou sabedores e dotados de algum dom espiritual, físico, emocional, ou psicológico... como na orquestra, a separação está muito presente: instrumentistas e ouvintes. Para chegar a ser um instrumentista levaria anos; essa era a impressão. Algo bem distante, a ponto de não perceber as doces notas que chegavam embaladas por uma brisa suave, de Bath, ou de verão mesmo. Contudo, essa distância aparente, não era mais do que virtual: o instrumento tocado só se faz sentido (com relação a significado e sentimento) no momento em que o ouvinte ouve/escuta/&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;listen&lt;/i&gt;/&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;heard&lt;/i&gt;. Além de uma oposição, há um complemento entre os elementos. A beleza disso está nos vários sentidos que podem tomar e quantas emoções podem impulsionar. Alegria; tristeza; amor; indiferença; ódio; compaixão; carinho; amizade etc.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;A função do autor/compositor é, mais ou menos, tentar, ou não, criar o que está esperando o ouvinte. É um acréscimo de uma nota, a retirada de outra, que faz com que aquela melodia se faça agradável, ou terrivelmente incômoda, por não conseguirmos prever o que virá a seguir. Essa é a grande graça da música: não saber o que está por vir, mesmo tendo aquela sensação de é possível sim. Dê uma volta; espere um carro com música alta passar e logo verá pessoas que desconhecem totalmente a música mas, em suas cabeças, ou assoviando, ou batendo o pé, tentar acompanhar a melodia/harmonia que está nos ares. É incrível essa brincadeira que é a música.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Não sabemos nunca o que virá a ser. Em algum momento acrescenta e nos sentimos completos e satisfeitos; num outro, não tão distante, tira o fundamento que achávamos que existia, e caímos... leeentamente. Rapidamente, depende da batida (e também do tempo, que nessa frase não tem o mesmo significado...). Um “está-por-vir” tão imprevisível que nem sabemos se realmente virá.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Nesse momento, outro fenômeno se assemelha a tudo o que foi dito acima: relacionamento. Amizade, romance, casamento, inimizade. Qualquer relacionamento vale. Nada é uma verdade inquestionável, mas compreendendo bem, não é que tem uma relação pra lá de relevante? Para mim, falo de romance. Pensava ser algo para outras pessoas, aquelas que vestem terno preto e tocam instrumentos difíceis; contudo, percebi uma alegria e leveza tão incrível que parece que estou de fora, porém sentido de dentro do espetáculo. Um vai-e-vem de gestos, brincadeiras, risos, tristezas que preenchem e esvaziam ao mesmo tempo. Um grande piano que toca grave e agudo simultaneamente. Vibrações... ó quantas já tive nesse pequeno espaço de tempo! E que nem sei quanto tempo passa, já que a música é uma máquina de suprimir tempo (novamente, segundo Lévi-Strauss). Veja que ela, a música, tem dois desafios a frente: a diacronia em que será significada, ou seja, o ouvinte; e a sincronia em que foi criada, fechada em si mesma. Quando ouvimos, colocamos em cheque essa diacronia e sincronia e estamos imersos num estado de eternidade/ “espécie de imortalidade” (nem preciso dizer de quem é...). O romance também suprimi, e que macacos me mordam se não for verdade! Um mês e nem isso eu vivi em toda a minha vida. Uma supressão boa do tempo, mas nunca dos sentimentos: esses se mantêm vivos, e até parecem mais à vontade nesse estado de imortalidade/eternidade!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Para terminar, faça um romance digno de ser tocado por orquestras! assim você deixa feliz o ouvinte e o instrumentista - que é você!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/575075358675842061-380520716017850092?l=traduzivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traduzivel.blogspot.com/feeds/380520716017850092/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=575075358675842061&amp;postID=380520716017850092&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/380520716017850092'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/380520716017850092'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traduzivel.blogspot.com/2010/03/e-como-musica.html' title='É como a música.'/><author><name>Henrique Neto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-MGAQN4mTSf0/TffgGyeEkvI/AAAAAAAAAKY/sv4PWUYrL8I/s220/IMG_4755b.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-575075358675842061.post-1723709165929262074</id><published>2010-03-04T19:02:00.001-03:00</published><updated>2010-03-04T19:03:55.752-03:00</updated><title type='text'>Gabriel, o conhecedor!</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; font-family:Georgia"&gt;Cá estou eu, movido por um sentimento diferente. Escrevo, hoje, por carinho. Carinho por quem está por vezes sozinho, mas não estará enquanto minhas idéias estiverem nela (confesso que é uma garota!). Milhões de pessoas me vêm à cabeça, e, consequentemente, milhões de história, contudo vamos nos deter em Gabriel.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; font-family:Georgia"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Gabriel sempre convivera a maior parte do tempo com mulheres. Já logo que nascera, o berço em que ficara estava entre duas menininhas. Rosa-azul-rosa, essa era a combinação de cores que dá início a vida bela de Gabriel. Aos 5 anos, gostava muito de brincar de bonecas com a irmã, e&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;- por que não? – brincar de casinha; sabia, melhor do que ninguém, fazer um chá com bolachas imaginárias que só de imaginar já dá água na boca! E o almoço que fazia para o Ken? Huum... arroz cru com feijão, também cru, e uma salada verde, colhida na hora, e que na maioria das vezes era grama e folhas de árvores. Numa dessas brincadeiras, ele foi surpreendido pela mãe, quando penteava a boneca da irmã; a mãe viu, observou e não disse nada, contudo Gabriel percebeu que a mãe o olhara e ficou um tanto quanto desconfortável com a situação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; font-family:Georgia"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Numa das primeiras escolinhas que estudou, foi recepcionado com um chute no nariz, de um menino malvado. Quando ele lembra, ele leva a mão ao nariz e dá uma coçadinha para ver se está tudo &lt;st1:personname productid="em ordem. Talvez" st="on"&gt;em  ordem. Talvez&lt;/st1:personname&gt; seja por isso que dali em diante, ele sempre se relacionou melhor com as meninas. Gostava de conversar com elas, gostava de aprender o que elas queriam ensinar, gostava de tentar compreender o universo feminino; e esse com, todas as suas belezas, detalhes e diferenças! Ah, esse Gabriel é mesmo bem esperto, queria eu ter me aprofundado tanto assim no universo feminino.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; font-family:Georgia"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Antes que o leitor pense que Gabriel, em virtude desse seu mergulho, é homossexual, muito pelo contrário: Gabriel é o garoto mais apaixonados por mulheres que eu já conheci. Ele sabe quando choram e o motivo; sabe quais são os anseios e os medos; os gostos e os desgostos; as cores e as não-cores; as dores e as alegrias. Enfim, ele conhece as mulheres. Além do mais, desenvolveu uma sensibilidade belíssima para com a vida. Utilizou da íris feminina para se enxergar melhor (assim como já diziam os Cantautores de Ilhona)! Ele permitiu encontrar-se nas mulheres com que convivia, e o resultado foi um homem mais completo e diferente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; font-family:Georgia"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Em razão de todo esse histórico, hoje mesmo, no momento turbulento de entrar no ônibus, Gabriel, não pensador, mas o conhecedor, com um pequeno ato, fez-se tornar conhecido: deu a vez de entrar no ônibus para uma garota. Veja só: o último lugar em que pensaríamos que um ato de cavalheirismo pudesse acontecer seria ali, pois esse momento é realmente muito complicado; o jeitinho brasileiro se apodera de todos e vemos alguns saindo pelos lados da fila e fazendo tumulto em frente a porta do ônibus; outros estão empurrando ou falando que estão com pressa do lado do seu ouvido, com o intuito de comover o seu coração e dar a frente para a pessoa; e alguns, poucos, esperam calmamente a entrada, já que não muda nada entrar por primeiro ou por último, o que interessa é entrar. Gabriel, em meio a esse turbilhão de acontecimento, gentilmente e encarecidamente, cede sua vez de entrar para uma garota; nesse mesmo instante, a garota agradece e pergunta: “Você não estava na entrevista de estágio um dia desses?” A partir daí, começa um diálogo que termina no ponto onde Gabriel salta. Um diálogo divertido e cheio de sorrisos... até aconteceu um toque da mão dela no braço dele, veja só.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; font-family:Georgia"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Meus caros, a partir de hoje, sorrirei e serei mais gentil com as pessoas: quero história para contar, e me conhecer um pouco mais a partir das íris femininas. Gabriel, te admiro!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/575075358675842061-1723709165929262074?l=traduzivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traduzivel.blogspot.com/feeds/1723709165929262074/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=575075358675842061&amp;postID=1723709165929262074&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/1723709165929262074'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/1723709165929262074'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traduzivel.blogspot.com/2010/03/gabriel-o-conhecedor.html' title='Gabriel, o conhecedor!'/><author><name>Henrique Neto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-MGAQN4mTSf0/TffgGyeEkvI/AAAAAAAAAKY/sv4PWUYrL8I/s220/IMG_4755b.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-575075358675842061.post-3315578458118842010</id><published>2010-02-19T01:47:00.000-02:00</published><updated>2010-02-19T01:48:04.654-02:00</updated><title type='text'>Pão-nosso-de-poucos-dias</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; font-family:Georgia"&gt;Hoje, mais uma vez, a idéia que tinha de que a arte é algo que vai além da matéria, foi confirmada. Assisti um filme com o qual me identifiquei do começo ao fim: um jornalista na procura de escrever algo na sua coluna, e o encontro com um &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;homeless&lt;/i&gt; (sem teto) que se torna seu amigo e motivo de escrita. Uma amizade, num primeiro momento, impossível que se desdobra até fazer um bem danado para as duas partes da relação. Isso tudo só me fez amar mais essa minha paixão por histórias, textos, blogs e pensamentos. Café também, quase que ia esquecendo do motor de tudo isso!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; font-family:Georgia"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Foi a partir da sensibilidade aguçada nesse filme que pude perceber um fenômeno: o fim do “pão-nosso-de-cada-dia”. Tudo na vida acaba: paixões, relacionamentos, almoços, créditos, vontades, choros, sorrisos e a própria vida. Por mais óbvio que isso pareça, com o nosso modo de produção, esquecemos disso. Sempre vamos ao supermercado e encontramos a bolacha recheada que queremos; o líquido preto que nos abençoa com o seu sabor inigualável; a água que sai da torneira parecendo uma fonte interminável; o telefone/internet que encurta distâncias (e não permite a falta de presença, o que ocasionaria a saudade) e são zilhões de exemplos que poderiam ser dados. Perdemos a finitude da matéria, e levamos essa finitude para os sentimentos: hoje se ama com muito mais limite que antes; se sorri só mediante vários fatores; só choramos enquanto der. E chega de dar exemplos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; font-family:Georgia"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Tudo isso para dizer: fui comer numa casa de lanches que só oferece quatro opções: simples/duplo, com frango/sem frango; e o imprevisto acontece: acaba o pão. Surpresa! Fiquei um tempo pensando e comentando com os amigos da mesa. Estranho! Como um lugar que faz lanche acaba pão? E se um dia acabar o dinheiro do banco? O&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;cacau da chocolateria? O açúcar da cana? O amor das relações? O sorriso da piada? O choro do nascimento? A água na boca ao ver uma macarronada? Tem coisas que não poderiam, deveriam, “impoderiam” acabar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; font-family:Georgia"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Lembro de um outro filme, “Ensaio sobre a cegueira”, no qual a visão acaba. Que transtorno! Imagine você enxergar só o branco e nada mais? Carros, aviões, calçadas, semáforos, tudo perderia o sentido e se reorganizaria de uma nova forma. Já dizia Lévi-Strauss e o seu exemplo do caleidoscópio: pedrinhas; um peteleco, novo desenho; se entrar uma pedrinha nova, reorganiza o todo, e um novo desenho. Eita liberdade boa essa de escrever! já nem sei onde comecei e nem para onde vou. Parei leitor, continue se quiser, eu parei.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/575075358675842061-3315578458118842010?l=traduzivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traduzivel.blogspot.com/feeds/3315578458118842010/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=575075358675842061&amp;postID=3315578458118842010&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/3315578458118842010'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/3315578458118842010'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traduzivel.blogspot.com/2010/02/pao-nosso-de-poucos-dias.html' title='Pão-nosso-de-poucos-dias'/><author><name>Henrique Neto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-MGAQN4mTSf0/TffgGyeEkvI/AAAAAAAAAKY/sv4PWUYrL8I/s220/IMG_4755b.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-575075358675842061.post-1667105566989050752</id><published>2010-02-08T15:44:00.001-02:00</published><updated>2010-02-08T15:46:35.494-02:00</updated><title type='text'>"Felizes para sempre" ou até a geladeira estragar!</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;1984. Um dia de festa e tão esperado por esse casal, que já namora há 5 anos: o dia do casamento. Igreja marcada, vestido comprado (nesse tempo ainda se comprava vestido), buquê preparado, chácara reservada. Tudo pronto para o grande dia! “Pode beijar a noiva!”, sorrisos, padrinhos, arroz sendo jogado, os convidados entram em seus carros e vão para o lugar da festa. No carro, estão os presentes que serão dados aos noivos, e esse é o motivo desse pequeno texto. Liquidificador, geladeira, fogão, jogo de panela, forno elétrico, multiprocessador, batedeira, tudo tudo tudo que um casal recém-casado irá precisar. Tudo produzido para durar, assim como o casamento era esperado para ser.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;            Antes de mais nada, digo que os eletrodomésticos são uma caixa de ressonância da sociedade: a sua qualidade é medida conforme a duração dos casamentos. E vice-versa é também verdade: a duração dos casamentos é conforme a qualidade dos eletrodomésticos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;            2010. Outro casal, talvez algum filho do casal de cima, alegre no dia do casório. Vão a algum cartório registrar a união, convidam alguns amigos, e deixarão essa coisa de igreja, cerimônia, para quando vier a calhar e o dinheiro der. Os presentes são dados: liquidificador, geladeira, fogão, jogo de panela, microondas, multiprocessador, batedeira, tudo tudo tudo que um casal recém-casado pode vir a ter precisão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;            Leia essa notícia:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;            &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;            &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Taxa de divórcios cresce 200% em 23 anos, diz IBGE&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;            A taxa de divórcios no Brasil subiu 200% entre 1984 e 2007, segundo dados da pesquisa "Estatísticas do Registro Civil 2007", divulgada nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No período, o índice passou de 0,46 divórcio para cada grupo de mil habitantes para 1,49 divórcio por mil habitantes. Em números absolutos, os divórcios concedidos passaram de 30.847, em 1984, para 179.342, em 2007. (fonte: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.emdianews.com.br/noticias/taxa-de-divorcios-cresce-200em-23-anosdiz-ibge-7423.asp"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;http://www.emdianews.com.br/noticias/taxa-de-divorcios-cresce-200em-23-anosdiz-ibge-7423.asp&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;            O que isso nos indica? Temos liquidificadores, geladeiras, microondas, jogos de panela, fogões, multiprocessadores 200% mais frágeis, fracos, e fáceis de estragar. Vão 200% vezes mais ao conserto; dão 200% mais prejuízo; estragam 200% mais comida; divertem 200% vezes menos; acabam com casamentos 200% vezes mais. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;            O técnico que lê esse blog não sabe se ri dos lucros que tem, ou se chora por ver a mulher arrumando a mala; o economista arregala os olhos e percebe que mais-valia, exploração, “mão invisível”, pode ser tudo secundário depois do fator divórcio na economia; os antropólogos finalmente sorriem, pois poderão conversar com os marxistas da Academia; as esposas tentam disfarçar o problema do liquidificador, pois vai que o marido vê e quer comprar um novo? (se é que me faço entender). E a sociedade caminha entre casamentos e listas, divórcios e consertos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/575075358675842061-1667105566989050752?l=traduzivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traduzivel.blogspot.com/feeds/1667105566989050752/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=575075358675842061&amp;postID=1667105566989050752&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/1667105566989050752'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/1667105566989050752'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traduzivel.blogspot.com/2010/02/felizes-para-sempre-ou-ate-geladeira.html' title='&quot;Felizes para sempre&quot; ou até a geladeira estragar!'/><author><name>Henrique Neto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-MGAQN4mTSf0/TffgGyeEkvI/AAAAAAAAAKY/sv4PWUYrL8I/s220/IMG_4755b.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-575075358675842061.post-456149891280321155</id><published>2010-01-06T22:46:00.001-02:00</published><updated>2010-01-06T22:46:52.598-02:00</updated><title type='text'>Uma ida no fim do dia</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; font-family:Georgia"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; font-family:Georgia"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;É só ligar a TV no período da tarde que, em algum programa, encontraremos algum médico falando sobre uma nova descoberta. O “remédio” da vez é a linhaça, bom para tudo: fígado, rim, pâncreas, glúteos pulmão coração, fêmur e pra falange. Basta uma colher de sopa, das bem cheia, por dia e você está ingerindo o suficiente para uma boa saúde com linhaça.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; font-family:Georgia"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Sorrir também é outro “remédio” que dizem que é bem bom tomar por dia. Não importa como, o que é importante é movimentar os músculos da face, contraí-los, abrir os lábios até mostrar os dente e sorrir. Hoje tomei a minha dose de sorriso no meu “último” ato social do dia: comprar pão. É emocionante! Antes de sair de casa já sei o que vou encontrar, como vou pedir, quem vou cumprimentar e quando eu vou rir; a primeira pessoa que encontro é o guardador de carros que sempre faz a mesma piada, sobre um rapaz homossexual que é meu vizinho: diz sempre -&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;“E aí, o rapaz falô que quer fala com você hein!” – e eu, educadamente, dou uma risada sem vontade, só para não perder o contato casual (isso não significa que tenha preconceito com homossexuais). Quando não é essa a piada, é alguma outra envolvendo sexo... vai saber! Teve uma vez que falou sério, quando perguntou se iria viajar no fim do ano, e respondi que não porque ia fazer uma viagem missionária; disse que era sempre bom fazer o bem para as pessoas!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; font-family:Georgia"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Depois dele, o meu próximo contato é com um cachorro. Sempre quando eu passo, ele vai para frente do portão, coloca as patinhas num degrau que o deixa mais alto e com o peito exposto para mim, e lati. Late e corre, late e gira, late e late. Nisso, eu converso com ele, pergunto o porquê, e dou risada. O próximo sorriso será para a caixa da padaria, e que confesso que tenho um amor platônico por ela: gosto do jeito que amarra o cabelo, da cor dos seus esmaltes, do seu busto, e do seu sorriso. Acho que agora ela percebeu a minha existência, e é sempre um prazer ouvir ela perguntar, mesmo que por educação, “Tudo bem?”, logo depois que eu entrego a ficha com o valor dos sempre seis pães que peço. Quando não é ela no caixa, parece que falta um sorriso no meu dia, contudo a outra moça do caixa também é bem marcante, mas não pela sua beleza, e sim pelo modo como fala. Um troco dado a mais fez com que eu voltasse para devolver e ouvir ela dizer que tinha errado e dado uma risada de timidez e para disfarçar a confusão. Ah, como eu gostei daquela risada. Um momento: não já pensando que sou daqueles que se apaixonam por tudo e por todas... até pode ser, mas assim sou porque me atento na beleza que tudo tem, e só.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; font-family:Georgia"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Na volta para casa, com a sacolinha que sempre preciso pedir para a atendente que pega o pão, já não tem tanto sorrisos. O que resta é o do cachorro, que insiste em latir e correr, latir e girar, latir e latir. O guardador de carro já não faz a piada sobre sexo, e eu, depois de ter sorrido o necessário recomendando, abro o portão e como o pão com uma boa xícara de café. Ah, o café!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/575075358675842061-456149891280321155?l=traduzivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traduzivel.blogspot.com/feeds/456149891280321155/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=575075358675842061&amp;postID=456149891280321155&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/456149891280321155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/456149891280321155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traduzivel.blogspot.com/2010/01/uma-ida-no-fim-do-dia.html' title='Uma ida no fim do dia'/><author><name>Henrique Neto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-MGAQN4mTSf0/TffgGyeEkvI/AAAAAAAAAKY/sv4PWUYrL8I/s220/IMG_4755b.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-575075358675842061.post-7539165318727382989</id><published>2010-01-02T14:09:00.000-02:00</published><updated>2010-01-02T14:10:06.441-02:00</updated><title type='text'>A mosca, no consultório. (2/?)</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; font-family:Georgia"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; font-family:Georgia"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Para balançar a ordem que existia naquele ambiente já descrito, uma mosca. Pela frestinha que ficou da porta que Mário não fechará direito, foi que a mosca entrou dando braçadas largas, de tão aberto que estava; era um convite para entrar, e como não era deselegante e nem deseducada, afinal já freqüentou os melhores e mais caros restaurantes da cidade, não recusou o convite e adentrou. Logo que o fez, sentiu o ar pesado de uma sala de espera de consultório, até podia ouvir o seu pensamento: “Nossssssa!”. Com o seu leve voar, pousou no sofá cor de cobre que esconde sujeita, ficou um tempo; voou e passou perto das pernas de Mário, que estavam cruzadas estilo intelectual; deu uma passadinha na revista Caras, e parou bem no umbigo da atriz grávida (eu ri!); a plantinha ela nem deu bola, de tão pálida que estava, foi direto é na sujeirinha do chão, que tinha um leve cheiro de fezes, que ela encontrou bem no encontro do balcão e do chão. E aí vai um comentário: sempre achei estranho os médicos e enfermeiras saírem de casa já vestidos com o seu “uniforme” de trabalho, a vestimenta branca; se pensar em bactérias, elas estão em todo o lugar, sim, com certeza, mas perambular até o consultório/hospital/clínica, pegar ônibus, ir de carro, com a roupa de trabalho não é algo tão “medicinal”... pode ser besteira ou tranqueira, mas que esse hábito trouxe a merda para dentro do consultório, não se pode negar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; font-family:Georgia"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;20 segundos e a mosca já tinha vontade de sair dali, da sujeirinha. Voou novamente, sem objetivo. Passou em frente ao monitor do computador onde estava Cleide e ela abanou, sem sentido, pois o movimento foi tão lento, que a mosca já estava ao redor de Mário. Não o irritava a mosca ficar querendo pousar na sua cabeça, uma vez que não tinha o que fazer naquele período de tempo; começou a brincar em tentar matar a mosca (que brincadeira hein?!?!?!). Imóvel ficou e ela pousou; mexeu e ela voou. Ficou nessa poesia e métrica um bom tempo. Sem saber porque, a mosca parou no braço do sofá e Mário, com o jornal que estava na mão (agora faz sentido dizer que no porta-revista também tinha jornal) golpeou a mosca. Uma, duas e três. Morreu. A ordem voltou, e o “silêncio” tomou conta do lugar novamente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/575075358675842061-7539165318727382989?l=traduzivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traduzivel.blogspot.com/feeds/7539165318727382989/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=575075358675842061&amp;postID=7539165318727382989&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/7539165318727382989'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/7539165318727382989'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traduzivel.blogspot.com/2010/01/mosca-no-consultorio-2.html' title='A mosca, no consultório. (2/?)'/><author><name>Henrique Neto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-MGAQN4mTSf0/TffgGyeEkvI/AAAAAAAAAKY/sv4PWUYrL8I/s220/IMG_4755b.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-575075358675842061.post-3738781006677706738</id><published>2010-01-02T02:30:00.000-02:00</published><updated>2010-01-02T02:31:25.351-02:00</updated><title type='text'>No consultório (1/?)</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; font-family:Georgia"&gt;No consultório. Mário, sozinho mas ordenado pela mulher, abre a porta de vidro do consultório com uma cara de dor; não é esse o motivo da ida... a dor bem do beliscão que levou de Geni, sua mulher. Entra, passa por um sofá de dois lugares, cor de cobre que esconde a sujeira; um porta-revista com a revista Caras de três meses atrás, onde na capa está aquela atriz que já teve o filho que estava esperando naquele mês, participou de três grandes festas ofertadas pela revista, e tinha casado outra vez... tudo isso nesses três meses atrasados que aquela revista não acompanhou; uma plantinha com a cor de um verde pálido e sem vida, já que ninguém tirava ela para tomar um Sol, e a água que bebia era a misturada com acetona que a secretária jogava lá duas vezes por semana (fazia a unha duas vezes por semana, pois era campeã de bocha e treinava todas as terças e quintas, o que fazia com que o esmalte, o brilho, a unha, ficassem em estado deplorável); enfim chega ao balcão, de altura equivalente ao peito de Mário, com o tampão de granito e estrutura de tijolinhos brancos. A sua conversa com Cleide, a secretária, é rápida e sem mais delongas: “Tenho consulta” – “Seu nome?” – “Mário” – “Pode aguardar ser chamado”. Depois disso, o silêncio era quase total: o barulho de Cleide digitando qualquer coisa no computador e logo em seguida lixando a unha; o ar-condicionado, com o filtro sobrecarregado desde a última manutenção (três anos), era o que também ajudava a dar um aspecto “consultorial” àquela sala de espera.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/575075358675842061-3738781006677706738?l=traduzivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traduzivel.blogspot.com/feeds/3738781006677706738/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=575075358675842061&amp;postID=3738781006677706738&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/3738781006677706738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/3738781006677706738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traduzivel.blogspot.com/2010/01/no-consultorio-1.html' title='No consultório (1/?)'/><author><name>Henrique Neto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-MGAQN4mTSf0/TffgGyeEkvI/AAAAAAAAAKY/sv4PWUYrL8I/s220/IMG_4755b.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-575075358675842061.post-3256495032260497250</id><published>2009-11-01T01:42:00.000-02:00</published><updated>2009-11-01T01:43:13.335-02:00</updated><title type='text'>Lembranças</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;... e ele, depois de ver um filme, decidiu lembrar, não só do princípio e do fim, mas também do meio, que é o que dá sentido a toda a história.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Lembra com facilidade o dia em que viu a irmã subindo a rua, no sentido contrário dos carros, pela janela do carro em que estava, acompanhada por ela, a menina do perfume doce (que naquele momento, nem imaginava que assim seria); lembra que pergunta o nome da menina depois que a irmã entra no carro, e pergunta para qual curso irá prestar vestibular. Nem imaginava que depois desse dia, nada seria igual, e uma grande/pequena história iria se construir. Um outro momento é quando ela tira o aparelho e ele repara; diz que está diferente, ela sorri, ele pensa que mandou bem, e agora lembra e sorri como ela sorriu, só que os olhos enchem de lágrima, só de lembrar. Quando ela mudou o cabelo então, foi o máximo... não se lembra com perfeição, mas aquela californiana foi a coisa mais bela vista por aqueles olhos sonhadores de menino.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;O primeiro recado trocado foi seguido de vários outros. Quantos mais meios de comunicação que se puderam dispor para conversar, melhor... sinais de fumaça foram até citados em alguma conversa. A ida a um show sertanejo foi um misto de alegria e tristeza: alegria por ter ficado sentado na grade ao lado dela quase todo o show; e tristeza pois o “inimigo” estava também presente... se soubesse, nunca teria incentivado a irmã a levar a amiga naquele show. O próximo fato é o pior de todos. Ela conta que ficou com o “inimigo” para ele, e conta através de um dos meios que eles utilizam para se comunicar. Ele lembra que foi o fim... decepção e desencanto, mas nada profundo, por enquanto. A amizade continuou e as visitas a ela no intervalo, com desculpas que iria ver a irmã, eram freqüentes.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;O dia em que viu o piercing dela foi interessante. Ele sentiu um misto de mistério e desejo de desvendá-lo. Porém segue tristeza, já que nesse final de semana o que ficou marcado foi a indiferença com que foi tratado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Foram 180 dias de convívio. São tantas as lembranças que ele não consegue se lembrar e registrar todas. Estão marcadas, escritas em algum lugar que não papel, arquivo de computador, ou sei lá o que mais. Registradas para sempre e levadas para todo e qualquer lugar. O beijo tão esperado sempre terá o mesmo gosto... a voz sempre será a mais suave... o sorriso será sempre tão envolvente... a beleza, mesmo que ela insista em não concordar, será sempre bela... e o cheiro, o doce, nunca, mas nunca, deixará de acompanhar as próximas sensações; sempre procurará o doce quanto esse doce, o suave quanto esse suave, o puro quanto esse puro... irá lembrar desses dias como dias de procura, desencontros, anseios, medos, certezas, possibilidades, amores... sempre se lembrará do seu rosto desfocado por causa que visto de tão perto... sempre se lembrará do movimento... sempre se lembrará daquele último abraço, de uns 5 minutos, do último dia em que se pode esperar por uma possibilidade. As lágrimas daquele dia, derramadas por ela, ainda continuam rolando na lembrança dele... o choro contido, escondido, os soluços, os olhos vermelhos, a força para parar... se arrepende de ter insistido para ela parar, ele queria que tivesse ficado chorando a eternidade, pelo menos passaria a eternidade do lado dela... parece romântico, e é para ser, pois ali ele ainda acreditava nessas idéias... sente ainda os dedos roçando as costas... o cheiro do cabelo... o frágil corpo envolto nos seus braços... e a sensação de que se ele abrisse os braços, ela iria embora para sempre... guarda na lembrança o dia em que ela disse: “Eu estava esperando tanto...” e logo depois um beijo... CINCO, cinco, cinco; cinco é um número pra lá de marcante; cinco foram as rosas de papel feitas por ele e dadas a ela...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Um mergulho num lago que ele se esforçava para não entrar. Agora, cansado, só quer dormir e ter a esperança de beijá-la, novamente, em sonho, pelo menos. Um registro que serviu como desabafo e desenlaço do nó que estava no peito. Já que não consegue chorar, escreve... talvez tenha a mesma função, talvez não... Só sinto em dizer que se foi mais uma possibilidade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/575075358675842061-3256495032260497250?l=traduzivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traduzivel.blogspot.com/feeds/3256495032260497250/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=575075358675842061&amp;postID=3256495032260497250&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/3256495032260497250'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/3256495032260497250'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traduzivel.blogspot.com/2009/11/lembrancas.html' title='Lembranças'/><author><name>Henrique Neto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-MGAQN4mTSf0/TffgGyeEkvI/AAAAAAAAAKY/sv4PWUYrL8I/s220/IMG_4755b.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-575075358675842061.post-3188757190211609943</id><published>2009-10-24T19:41:00.001-02:00</published><updated>2009-10-24T19:44:50.691-02:00</updated><title type='text'>Sentimento</title><content type='html'>&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Vai vai vai vai sai vai vai vai vai vai vai vai sai vai vai vai vai... esconde, enrola, cai. Vai vai vai vai, enrola, esconde, cai. Cai cai cai cai cai, perde-se, foge, sai.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Sai! Sai! Sai! Repudia, raiva, choro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Cansaço, vai vai vai vai vai sai vai vai, chega, basta, pára, cai.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Suspiro, choro, raiva...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Sai! Sai! Sai! Amor, gosto, dúvida.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Desgosto, cai cai cai cai cai, nojo, sai, esperança, vai.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;E o impossível de transmitir em palavras permanece, e fica fica fica... contra a minha vontade, fica fica fica.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/575075358675842061-3188757190211609943?l=traduzivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traduzivel.blogspot.com/feeds/3188757190211609943/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=575075358675842061&amp;postID=3188757190211609943&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/3188757190211609943'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/3188757190211609943'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traduzivel.blogspot.com/2009/10/sentimento.html' title='Sentimento'/><author><name>Henrique Neto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-MGAQN4mTSf0/TffgGyeEkvI/AAAAAAAAAKY/sv4PWUYrL8I/s220/IMG_4755b.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-575075358675842061.post-7839518490247916463</id><published>2009-10-16T00:19:00.003-03:00</published><updated>2009-10-16T00:25:15.303-03:00</updated><title type='text'>Liz, do sonho.</title><content type='html'>&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;O mesmo Sol que castigara ao meio dia, é quem dá o tom e a beleza desse entardecer. Ainda guarda em si o calor que esteve tão presente na já dita hora, e colore, com uma extrema sensibilidade, o céu: de azul, laranja, vermelho e lilás. É lá no fundo, no horizonte, que essa pintura se faz, e – alguns podiam ver – Monet debruçado com seu tripé e sua tela tentando registrar o momento.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Numa outra maneira de ver e viver a vida (quem dera se a novela atual tratasse desse tema com quanto cuidado e sensibilidade que me proponho nesse blog!), temos um ônibus, daqueles estilo rural, com vários trabalhadores dentro: alguns com bonés de propaganda; outros tomando água de uma garrafa de refrigerante; pés vestidos em uma sandália de dedo, “sujos”, é claro; mulheres com regatas surradas e que deixavam aparecer a alça do sutiã; e, por último, não menos importante, nossa amiga Liz. O nome dela pouco importava nessa ocasião, porém é um belo nome e por isso resolvi dizer. Porém, antes de dizer sobre ela, falemos do contexto e do entorno.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Cortadores de cana. Essa é a profissão desses que foram citados aqui. Trabalham muito mais do que oito horas por dia, e ganham muito menos com relação aos que trabalham quatro horas por dia. Instrumentos de trabalho: facão, de uns &lt;?xml:namespace prefix = st1 ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" /&gt;&lt;st1:metricconverter st="on" productid="2 quilogramas"&gt;2 quilogramas&lt;/st1:metricconverter&gt;, em média; boné e uma camiseta velha para por debaixo, já que é preciso proteger o pescoço do Sol; galocha, porém isso é relativo, uma vez que o mais comum é chinelo de dedo, tênis baixo furado, e calçado doado; roupas que possam ser sujadas, rasgadas, batidas, queimadas, surradas, desgraçadas... e coragem, MUITA coragem. Ah, quase ia me esquecendo de dizer da comida, a famosa “bóia-fria”, que foi responsável pelo apelido “carinhoso” desses trabalhadores fantásticos. Arroz, feijão, carne de segunda, umas folhas de alface e ovo – com a gema mole, por favor!, para fazer a liga e dar uma cor nessa comida, muitas vezes, pálida e sem vida.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Depois de toneladas de cana cortada, entra-se no ônibus, e senta. São 40km de estrada de terra até a cidade mais próxima. Imagine vocês, meus caros, quantas fotos são tiradas da poeira e do Sol? Pois bem, um caminho tipicamente de terra: muito balanço, muita poeira, muito cansaço, e muitos sonhos e (des)sonhos. Eu gosto da parte dos sonhos, e foi por isso que Liz foi destacada dessa multidão.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;O que mais me marcou de quando a vi foram seus olhos perdidos no além, contrário do Sol. Olhos tristes, cansados, num rosto inocente sujo de fuligem de cana queimada. No lugar onde poderia ter um &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;blush&lt;/i&gt; ou uma base, está um pó de terra que deixa Liz com uma cor de “casa de João de barro”. As pernas nem alcançam o chão do ônibus... ficam balançando, à Deus dará, porém com uma certa lógica, com o movimento do ônibus, que não cessa nem com a vaca tossindo, logo que ele passa. As vestimentas são clássicas: sandália de plástico que foi moda há uns sete anos atrás, mas que a dona da boutique da cidade “passou para frente” logo que a filha dela comprou o primeiro salto alto; shortinho de cumprimento na metade da coxa, azul, “soltinho” e que nas laterais dava a impressão de que estavam puxando, com uma linha, para cima as pontas; regatinha cor-de-rosa, com um morango bordado bem no centro dos dois seios, que ensaiavam o que daqui uns anos serão a fonte de vida de cinco crianças. As mãos não eram de uma menina daquela idade: estava toda suja de cana/terra; as unhas todas curtinhas e sem vida, pareciam que eram lixadas logo que apontavam o crescimento; calos em todas as articulações, menos nas laterais dos dedos, pois só existe calo ali quando se escreve muito, e, no caso, ela não sabe ler nem escrever.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Apesar de tudo, ali, naquele banco, está a possibilidade do novo. É a virada! O corpo e a situação atual podem dizer uma coisa, mas na cabeça – ahh, a cabeça! – nela existem mil, milhões, ou muito mais idéias do que toneladas que aquele frágil corpo pode carregar. Ali, naquela cabeça, existe um castelo de chocolate, uma rua de caramelo, montanhas de cereal matinal, crianças felizes correndo brincando, mesas enormes com muita comida, pessoas trabalhando no que gostam, pessoas não trabalhando porque não gostam, um céu de baunilha, nuvens de algodão doce... tudo o que de bom existir, e que uma criança pode imaginar. Crianças, imaginem! Crianças, criancices, que venham a nós o seu reino, a sua piada, a sua risada, a sua alegria, a sua criançada!!! Quem dera meu pedido de tornasse realidade e o sonho de Liz virasse real. Enquanto isso, vamos sonhando, escrevendo, e compartilhando o desejo de um outro mundo. Ou melhor, de uma outra vista de mundo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Liz, 12 anos, contadora de cana, dona de um sorriso puro e sincero. Talvez nunca chegue a ler esse texto, porque não sabe ler. Porque também não tem computador nem internet. Também porque, talvez, ela tenha morrido de exaustão no meio do canavial.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;E mais um sonho se esvai, e se desfaz.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/575075358675842061-7839518490247916463?l=traduzivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traduzivel.blogspot.com/feeds/7839518490247916463/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=575075358675842061&amp;postID=7839518490247916463&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/7839518490247916463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/7839518490247916463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traduzivel.blogspot.com/2009/10/liz-do-sonho.html' title='Liz, do sonho.'/><author><name>Henrique Neto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-MGAQN4mTSf0/TffgGyeEkvI/AAAAAAAAAKY/sv4PWUYrL8I/s220/IMG_4755b.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-575075358675842061.post-8013591738077193464</id><published>2009-10-08T00:03:00.001-03:00</published><updated>2009-10-08T00:03:49.254-03:00</updated><title type='text'>Os olhos</title><content type='html'>E os olhos que vêem essas coisas, não são todos os olhos que existem.&lt;br /&gt;Falo deles como se não fosse meu talvez por vergonha de só enxergar uma coisa, só. Os mesmos olhos que vêem, com certa pena, um animal morto na estrada, é o mesmo capaz de olhar com prazer para os seios de uma donzela. O mesmo que ri, depois de ver, um homem tropeçar, é o mesmo que chora ao ver uma mulher chorar. A fumaça que é vista do cigarro... avista, lá no horizonte, o Sol se pôr atrás de um prédio.&lt;br /&gt;Os olhos são belos. Os olhos. Pena que eles não se vêem nos momentos mais importunos, talvez assim eles deixassem de ver o que era para ser visto inoportunamente. Os olhos controlam, os olhos nos moldam. Se eu fosse parar para olhar o que estou escrevendo, não escreveria; ou escreveria de outra forma, que não essa, porém isso não quer dizer que tudo que eu olhe se modifique... ou sim, isso pode ser dito. A mesma rua que eu passei de dia, de noite é tão mais bela que é difícil de explicar: o pára-brisa recebendo as minúsculas gotas de chuva que não desistiam da tentativa de acariciar o vidro, mesmo o limpador de pára-brisa sendo perfeito em sua função, era o que dava o charme e beleza dessa rua; via, com os mesmos olhos da manhã, luzes que se decompunham e destorciam-se nas gotas de chuva e faziam desenhos engraçado no vidro. Tudo bem, o que era mais recorrente, eram estrelas vermelhas, mas eu juro, de pé junto, que eu vi um grilo tocando rabeca sentando num pedra que assoviava uma bela canção... juro!&lt;br /&gt;            Gostei de olhar esse texto, e vou postar! Se não agradar a seus olhos, procure alguns outros por aí, que um dia de encaixa: a vista com os olhos, perfeito!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/575075358675842061-8013591738077193464?l=traduzivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traduzivel.blogspot.com/feeds/8013591738077193464/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=575075358675842061&amp;postID=8013591738077193464&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/8013591738077193464'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/8013591738077193464'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traduzivel.blogspot.com/2009/10/os-olhos.html' title='Os olhos'/><author><name>Henrique Neto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-MGAQN4mTSf0/TffgGyeEkvI/AAAAAAAAAKY/sv4PWUYrL8I/s220/IMG_4755b.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-575075358675842061.post-5634084170095269936</id><published>2009-10-01T12:38:00.001-03:00</published><updated>2009-10-01T12:40:25.893-03:00</updated><title type='text'>Moça da carta</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Era costume verificar a caixa de correio sempre tarde da noite; a esperança de uma carta chegar às 21 horas excedia qualquer racionalidade, já que o correio termina o expediente às 18 horas. Era uma rotina saudável que Luiza guardava com todo o carinho do mundo; contudo, nem tudo são flores, muito menos rosas, begônias, cravos ou margaridas. Tinha sido um final de semana bem atribulado, com trabalhos acadêmicos, reuniões com o pessoal do movimento em prol das pessoas que compram cinco pães por dia, dúvidas sobre qual tatuagem fazer (uma frase ou “uma” reticências?) e preocupações sobre um resultado. Não tenho conhecimento do que se tratava o resultado esperado, porém acredito ser um resultado de DNA, ou teste de gravidez, ou exame de paternidade, ou – quem sabe? – o resultado de um trabalho. Não se sabe, só sabemos que isso a atormentava mais do que tudo, até porque logo que terminou o domingo, todas as outras preocupações se arranjaram: o trabalho foi adiado para o mês de janeiro (ô vida bandida!!!); além de pães, o pessoal do movimento decidiu começar a comprar cem gramas de apresuntado, partindo do pressuposto de que pão por pão é coisa “primitiva” e de “povos não civilizados”; e, por fim, nem frase nem reticências, uma obra de Monet, bem trabalhada, ficaria linda no peito do pé!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Segunda-feira começa como devia começar, com muita remela nos olhos, muita preguiça no corpo, e falta de coragem para encarar o dia. Olhar o despertador e dizer “Mentira!”, mentalmente, era coisa que Luiza fazia todo momento, porém sempre era verdade; Luiza sempre levanta com o pé direito, porque sua mãe dizia que o esquerdo é coisa de homem (?); e sempre lava o rosto de baixo para cima, contra a lei da gravidade, que segundo as mulheres, é a lei mais importante descoberta pela ciência... não pela sua contribuição, mas exatamente pelo contrário, pelo seu efeito “devastador”. O dia passa normalmente para quem vê Luiza, mas para quem sente Luiza, percebe que ela está aflita, e é justamente pela espera do já citado resultado. O seu compromisso matinal acaba, e a tarde aguarda Luiza de braços abertos e com muito, mas muito, calor para dar. Até o ar parece sufocado pelo calor, e não consegue dar uma "voltinha" sem que ele venha atrás... eita danado do calor!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;A tarde, e o calor, é amenizada com uma leitura de um romance no sofá da sala, com a janela escancarada, o ventilador, antigo e empoeirado, ligado às últimas conseqüências, e um copo suado de água no chão, que de vez &lt;st1:personname productid="em quando Luiza" st="on"&gt;em quando Luiza&lt;/st1:personname&gt; dava uns goles. Cabelo feito em “coque” (perdoe a ignorância francesa do autor), bermuda de ficar em casa, camiseta de propaganda de cerveja, chinelo próximo ao copo, no piso de madeira, e os pés estirados para fora da janela. A tarde passa assim, sem lenço, porque está calor, e sem documento porque ela espera a sua chegada, ainda aflita. Mora com mais duas amigas que estão sempre apressadas e sempre dizem algo que termina com “Dinheiro!”; uma de uns 27 anos, e a outra, caçula da casa, 20. Passam por Luiza de tal maneira que nem se dão conta que, do olho esquerdo dela, escorre uma lágrima; a menina de 20 anos ainda percebe, porém não consegue expressar em palavras o que sente, e o máximo que consegue dizer, e termina antes de dizer completamente, é “Dinh...”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Chega a hora de comparecer com a rotina e Luiza, que agora estava na cozinha fazendo um mingau, pois a noite trouxe o frio, vai à caixa de correio do prédio. Vai de dedos cruzados para trazer sorte, e trazer também o resultado. Abre o cadeado e lá está ele: numa carta laranja-cobre, selado, escrito, fechado... o resultado! Abre ali mesmo, sem nenhum pudor e lê o documento. Imediatamente, desce as escadas do prédio às pressas, tanto que as lágrimas secam com o deslocar rápido do vento. Chega à rua ainda soluçando e nem pensa no caminho que tem que seguir, as pernas já o sabem muito bem. Desce a primeira rua à direita dela, esquerda de mim, que vai descer a mesma rua que ela; esse foi o local do nosso encontro, a esquina. Ouço ela cochichar algo, sugar o nariz, soluçar e andar apressado; deixo ela passar, mas logo que passa acelero novamente o passo; começo a cantarolar qualquer música, e percebo que ela me escuta e ainda resmunga. Diz que algo já passou dos limites e penso que sou eu cantando e paro, não de andar, mas de cantar; mais alguns passou e pergunto “Moça, quer conversar?”, e ela responde “Não, estou irritada, não quero conversar!”, “Tudo bem, então tá!”, “É que eu estou irritada... desculpa fui grossa com você e nem te conheço!”, “Tudo bem, muito pelo contrário!”, e ela virou a rua. Não me esquecerei do rosto dela e os olhos vermelhos e molhados, as maçãs do rosto também molhadas, o nariz vermelho, e uma boca com um sorriso invertido. Chamo essa moça de “moça da carta”... penso ser um bom nome!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/575075358675842061-5634084170095269936?l=traduzivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traduzivel.blogspot.com/feeds/5634084170095269936/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=575075358675842061&amp;postID=5634084170095269936&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/5634084170095269936'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/5634084170095269936'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traduzivel.blogspot.com/2009/10/moca-da-carta.html' title='Moça da carta'/><author><name>Henrique Neto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-MGAQN4mTSf0/TffgGyeEkvI/AAAAAAAAAKY/sv4PWUYrL8I/s220/IMG_4755b.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-575075358675842061.post-3328560269844400658</id><published>2009-08-25T12:26:00.000-03:00</published><updated>2009-08-25T12:28:04.665-03:00</updated><title type='text'>Amigo da frase</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Deve ter acordado com o mesmo sentimento de sempre, hoje tudo vai mudar. Levanta e vai lavar o rosto na pia improvisada, a água gelada ajuda a acordar e tirar a sujeira de dormir num travesseiro de pedra. Sem pasta para escovar os dentes, faz um bochecho com a mesma água que usou para lavar o rosto, e o ritual matinal está pronto. Volta para a cama de terra, e o travesseiro de pedra, e dobra o jornal de ontem, anteontem, e muitos dias atrás, que serviu como cobertor nessas noites frias que estão ocorrendo. Dá uma ajeitada no cabelo, coloca os pertences num canto, que não são muitos, digo os cantos, não os pertences, e sai à procura do café da manhã. Desce os enormes degraus que existem em todo baixo de viaduto, e começa a subir a via rápida, só que bem lentamente. Seus pensamentos são de que hoje ele vai comer um delicioso prato de comida... com a fome que ele está, qualquer coisa é deliciosa e comida. Nesses passos lentos e pensamentos rápidos, ele se lembra da última vez em que comeu com a família: num domingo, a mulher tinha preparado um bife role, com arroz colorido, maionese e farofa com restos de porco; era comemoração para o filho mais velho, que tinha acabado o ensino fundamental, um orgulho para a família na qual todos os moradores são analfabetos, ou estão se esforçando para saírem dessa condição. Uma mesa de quatro lugares, mas que dava lugar para os cinco filhos, ele e a mulher; todos ali sabiam que o papai estava numa situação difícil, desempregado a mais de 2 anos, e foi por isso que no momento de colocar o garfo e a faca no prato, podia-se ouvir um som, quase que um murmúrio, de todos os presentes: era um choro tão profundo que deixaria qualquer um depressivo, de uma hora para outra. Era o choro de quem não tinha nenhuma certeza se comeria novamente no dia seguinte, e de quem não comia arroz e algo além a mais de meses. Um choro profundo, mais do que qualquer poeta ou poetisa conseguiu expressar &lt;st1:personname productid="em palavras. E" st="on"&gt;em palavras. E&lt;/st1:personname&gt; ele se repete nessa manhã, logo que ele começa a lembrar dessa refeição com a família. Carros passavam e nem percebiam que ali, logo ali do lado, um homem chorava. Ó meros mortais que se interessam pela desgraça alheia, que num acidente de carro se amontoam para ver o ferido, que adoram ver alguém tentar pular de um prédio, que são capazes de se juntar em bando e espancar qualquer um que ver pela frente, que colocam fogo em mendigos que dormem em pontos de ônibus, por que nenhum de vocês reparam nesse homem que chora? Ele está quebrando o maior princípio da masculinidade, não chorar! Bobagem, se assim o fosse, todo o mundo pararia para ouvir esse cidadão, mais do que todos aqui.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Chora e anda... sem querer, ele se esquece do que ele tinha pensado ao acordar, de que hoje seria diferente. Já nem lembra que está com fome, só quer algo que distraia a cabeça e tire a atenção daquilo que ele mais amou em toda sua vida, a família. São várias as histórias e motivos que poderíamos dizer aqui sobre o que levou ele a sair de casa, mas não é o que interessa nesse momento – quem sabe algum outro dia. Ele senta num banco que encontra numa praça logo à frente, e vê uma mulher passeando com os cachorros, um pai levando seu filho para tomar Sol, e um beija-flor se alimentando. De repente, ele solta um grito; começa a falar coisas sem sentido (para nós), e se cala. Isso foi o suficiente para todos saírem da pracinha e ele ficar sozinho novamente. Ninguém quis saber o que tinha falado e nem porque tinha gritado, apenas fugiram. Nosso amigo sabe falar alemão, francês, espanhol, inglês, e um dialeto africano... foi esse que ele escolheu para expressar a angústia e tristeza que assolava seu coração. Avistou um bar, e é ali que ele encontra “sossego” para suas lembranças. Ele já é conhecido no bar, e é por isso que o dono lhe oferece certa quantia de dinheiro em troca de recolher as garrafas vazias que ficam em cima da mesa, quando os clientes saem. Não é muito, mas é o suficiente para que beba até o dia findar e o bar fechar. Depois que isso acontece, ele sai andando por aí; e foi numa dessas ruas que passou que aconteceu o nosso encontro: estava numa lanchonete e ele parou &lt;st1:personname productid="em frente. N￣o" st="on"&gt;em frente. Não&lt;/st1:personname&gt; fiquei nenhum pouco surpreso com a presença dele, muito menos como se vestia, observei ele como quem observa qualquer um, porém com uma diferença, senti algo. Não sei dizer o que é, mas vejo os mendigos com outros olhos. Pois bem, com toda sua delicadeza, ao dar o primeiro passo para dentro do estabelecimento, ele tira o boné. Educadíssimo... esses dias vi na TV que ficar de boné em lugares fechados é completamente cafona e deselegante. Está aí, meu caro, um ato interessante (nunca pensamos que a arte estará nos menos e piores lugares...)! Tira o boné, e começa a falar. No princípio, parecia que falava outra língua, e pode até ter sido mesmo, pois nosso amigo é poliglota; depois de um tempo fomos entender o que estava dizendo: “O homem que não bebe, é apenas um homem... o homem que bebe, é um super-homem!”... essa foi sua fala. Educadamente, ele se retira e coloca o boné de volta à cabeça; olha de soslaio, vira o rosto, sorri, e sobe a rua sem mais nenhum palavra. Alguns riem, outros não reagem, eu penso.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Esse foi meu contato com o amigo da frase, sem nem trocar uma palavra; imagine você, se tivesse ao menos perguntado seu nome. Meus caros, conversemos com quem nunca conversaríamos... nos fará mais que bem, fará uma história.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/575075358675842061-3328560269844400658?l=traduzivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traduzivel.blogspot.com/feeds/3328560269844400658/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=575075358675842061&amp;postID=3328560269844400658&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/3328560269844400658'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/3328560269844400658'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traduzivel.blogspot.com/2009/08/amigo-da-frase.html' title='Amigo da frase'/><author><name>Henrique Neto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-MGAQN4mTSf0/TffgGyeEkvI/AAAAAAAAAKY/sv4PWUYrL8I/s220/IMG_4755b.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-575075358675842061.post-5517486886506258305</id><published>2009-08-22T18:36:00.000-03:00</published><updated>2009-08-22T18:38:44.653-03:00</updated><title type='text'>Mais um dia</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Mais um dia. A preguiça que impede ele de concertar aquela frestinha entre o batente da porta e a “parede” (um batido de terra e pedra) faz com que ele acorde mais cedo, e gere mais preguiça. Ele não tem mais o que fazer do que abrir os olhos. Nesse mesmo instante, a vizinha da casa do lado sai apressada para a aula de &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;jump&lt;/i&gt;; o mais interessante é como essas duas palavras, &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;apressada&lt;/i&gt; e &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;jump&lt;/i&gt;, fazem todo o sentido na vida dessa senhora: o marido a trai desde o casamento, e ela vive correndo dessa realidade; ela é conhecida como a esposa-faz-tudo, limpa, passa, lava, corre, cuida, pratica, mas tudo sem amor – do que adianta, então? Essa mesma senhora cumprimenta o carteiro, que sempre passa no mesmo horário, cumprindo o seu compromisso assiduamente. Uma carta para José, outra para Ivone, conta para Roberto, um telegrama para Jorge, e talvez uma carta para Elis. Ela sempre está no portão quando o carteiro passa, com olhos que indicam uma enorme esperança existente no passado, porém que se esvai nos dias atuais. Alguns dizem que ela está nessa espera há 10 anos, depois que o filho saiu, com o pretexto de comprar um jornal na banca mais próxima – com uma mochila escolar nas costas, tênis com sola extra, duas garrafinhas de energético, boné de propagando, óculos escuros e um grande sorriso na cara –, e nunca mais voltou. Elis nem se deu conta de que o filho estava querendo sair de casa, pois estava tão preocupada com a pós-graduação em Pedagogia, que o seu instinto materno, o mais educador que qualquer outro, foi reprimido pela academia.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Em frente à casa de Elis, existe uma mercearia, que tem muita história para contar. Logo que você entra na rua, já é avistada uma placa enorme, com letras garrafais e de cores quentes, dizendo: “Melhor pêssego da cidade!”. Segundo o dono, o fornecedor foi descoberto na 2º Grande Guerra Mundial, em meio a imigrações, tiros de canhões e fome, muita fome. Ele, o fornecedor, é um polonês, de uns 60 anos, que desde os 10 já conhecia a arte de vender: saia com seu pai, bem cedinho, para colher maçãs e vender pelas casas, numa cidade de interior da Polônia. Aconteceu a guerra, e teve que sair às pressas, assim como quase todos que não gostavam daquele clima infernal de guerra; levou com ele a família e o conhecimento de plantações, vendas e o mais importante, contatos. Num bar foi que o dono da mercearia encontrou o “comerciante” polonês; trocaram algumas palavras, beberam algumas cervejas e, por fim, acabaram se tornando sócios e amigos. Vira e mexe o polonês está na mercearia, e o dono está na Polônia. Um dos clientes mais fies da mercearia é um rapaz novo, de uns 25 anos, que todo dia, depois de sair do trabalho e antes de chegar em casa, compra um pêssego. Na verdade, compra dois, e ninguém sabe o porquê. Desde que se mudou para ali, ele era só. Os pais ele não conheceu, a família inteira morreu. Conseguiu sobreviver com a ajuda de uma senhorinha, viúva e sem filhos, que o adotou quando criança, porém morreu quando ele completou 17 anos e acabado de ingressar no curso de Engenharia Civil. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Pode-se questionar, “Que mal tem comprar dois pêssegos?”, meu caro amigo leitor, não é qualquer pêssego... quando a placa diz que é o melhor pêssego da cidade, acredite, é o melhor e maior pêssego, quiçá, do mundo. Uma vez o pessoal do &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Guinnes Book&lt;/i&gt; foi visitar a mercearia, mas disse que o estabelecimento não entraria para o &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Guinnes&lt;/i&gt; por ter um nome muito vulgar, Xá Ninha (a história do nome fica por conta do leitor).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Quase ia me esquecendo dele, o rapaz que abriu os olhos, logo pela manhã, e não levantou da cama. Mesmo depois de tudo isso, o olhar ainda é vago e cheio de ramela. Lentamente, ele se acostuma com a pouca luz que entra pela fresta causadora de preguiça, olha ao redor do quarto, puxa a coberta para cobrir os ombros, suspira, e fecha os olhos. Dorme.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia; "&gt;Pipi pipi pipi pipi pipi pipi pipi pipi pipi pipi pipi. Agora sim é hora de começar o dia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/575075358675842061-5517486886506258305?l=traduzivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traduzivel.blogspot.com/feeds/5517486886506258305/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=575075358675842061&amp;postID=5517486886506258305&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/5517486886506258305'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/5517486886506258305'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traduzivel.blogspot.com/2009/08/mais-um-dia.html' title='Mais um dia'/><author><name>Henrique Neto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-MGAQN4mTSf0/TffgGyeEkvI/AAAAAAAAAKY/sv4PWUYrL8I/s220/IMG_4755b.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-575075358675842061.post-979877905786979930</id><published>2009-08-20T20:19:00.000-03:00</published><updated>2009-08-20T20:21:02.960-03:00</updated><title type='text'>Copo de água</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Não sei se o lugar onde se escreve influencia, mas nesse momento, estou com o notebook em cima da máquina de lavar roupa, na lavanderia/cozinha... esses apartamentos modernos estão cada vez mais apertados.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Devido ao medo, por parte de meus pais, não posso ir para nenhum lugar fechado. Essa gripe veio para “testar” as estruturas familiares, tanto para o bem quanto para o mal, no meu caso, para o bem. Nunca na história desse apartamento ele recebeu tanta gente, e tanta gente esteve comendo, bebendo, rindo, conversando sobre sua proteção. O mais divertido é a diversidade de pessoas que estão freqüentando esse ambiente: amantes, trabalhadores, esperançosos, amantes outra vez, neutros, indiretos, e por aí vai (se algum freqüentador se enquadrar nessas características, é mero acaso...). Porém foi algum desses visitantes que teve a atitude mais diferente e interessante possível: existe uma lenda que diz que dá para ser lido o futuro de uma pessoa no resto de café que sobra na xícara; pois bem, essa pessoa se aventurou no meu futuro. O que vem a seguir é ou não é possível? O ambiente visto pelo visitante era um tanto transparente e aquático – talvez porque ele analisava um copo de água – no qual o que se via eram silhuetas de diferentes tamanhos, nada mais que isso. Idade, cor, textura, tempo... tudo isso não existia na leitura do futuro feita por essa visitante. Disse ele que via silhuetas pequenas, que supomos serem crianças, correndo ao redor do que supunha ser eu – pelo simples fato de eu ter bebido no copo; elas diziam frases que saiam em balões, assim como em história em quadrinho: (balão de conversa normal) “E aquilo lá é amarelo mesmo?” (balão de grito) “Aaaaaaaaaahh, uma aranha de mordeu/picou!” (balão de sussurro) “Eu te amo, vovô”. Não estava muito interessado na visão, mas foi a partir dessa última frase que eu me foquei na leitura. Avô, que grande coisa, não? Se serei avô, então terei filhos... quantos? Homem? Mulher? Gêmeos? (momento de tirar a água do café do fogo, e coar o café...) Ahh, muitas questões. Mas deixemos o visitante falar. Logo em seguida dessa cena, ele viu a silhueta de uma casa, não era grande nem pequena, era média. Disse que era maior que meu apartamento, e ambos rimos. Duas grandes árvores tinham na entrada, e ele não sabe explicar porque não era a silhueta das árvores, mas elas como se fossem fotografia; contrariando a minha própria imaginação, já que futuro não é imaginação – será? – não tinha nenhum pneu usado como balanço, nenhum triciclo amarelo no gramado da frente, muito menos uma mesa de madeira de bancos compridos, com uma churrasqueira ao fundo. Era um jardim simples, com várias flores-de-lis espalhas aleatoriamente pelo gramado. Nesse momento, meu coração disparou mais rápido: Lis é um dos nomes mais belos que existem, e é o nome que eu gostaria de dar para minha filha; logo liguei a quantidade das flores ao número de filhas que terei, um gramado lotado de flores-de-lis. Sorri, e o visitante perguntou porque ria; não respondi pois a fisionomia dele não era de alegria, mas de preocupação. Pedi para ele seguir em frente, e ele seguiu, sem dó nem piedade. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;(Essa paragrafação não existiu no fato, só utilizei para não ficar tão entediante o texto) Uma forte tempestade destelhou a casa e as flores foram para os sete cantos do mundo; ele afirmou que viu os sete cantos, pois uma rosa-dos-ventos era o desenho que tinha no tapete de entrada da casa e que também voou, atingindo, em cheio, o fundo do copo, que servia como lente para enxergar essas coisas. Não me surpreendi, não me pergunte como. Depois disso, ele viu uma cozinha e uma silhueta um pouco mais corcunda e com um aspecto de cansada. Ao lado dela, estava outra silhueta, que passava a impressão de ser uma fonte de juventude e força, inteiramente próxima e completamente única com a outra silhueta. Ambos se esforçavam em fazer o que parecia um jantar, e se espiássemos na sala apropriada, veríamos velas, talheres, pratos, copos, tudo duplicado, e nada mais. Uma música tocada por um instrumento de sopro banhava o ambiente, e as notas eram tão reais quanto as árvores de algumas cenas atrás. Sem mais nem menos, tudo para, tudo acaba. Um branco, que de tão consistente parecia ser cremoso, toma conta da cena. Era eu, colocando leite no copo, ou melhor, no antigo instrumento para a leitura do futuro. O visitante sorriu, e continuamos a conversar por outros lados da vida... não só do futuro, mas do presente, passado,&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;passado-perfeito, presente-contínuo e por aí vai. A gramática está mais presente do que imaginávamos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/575075358675842061-979877905786979930?l=traduzivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traduzivel.blogspot.com/feeds/979877905786979930/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=575075358675842061&amp;postID=979877905786979930&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/979877905786979930'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/979877905786979930'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traduzivel.blogspot.com/2009/08/copo-de-agua.html' title='Copo de água'/><author><name>Henrique Neto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-MGAQN4mTSf0/TffgGyeEkvI/AAAAAAAAAKY/sv4PWUYrL8I/s220/IMG_4755b.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-575075358675842061.post-5841830462789578999</id><published>2009-08-18T01:41:00.000-03:00</published><updated>2009-08-18T01:42:47.866-03:00</updated><title type='text'>Menino da rua de terra</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;São nos menores e piores lugares que não colocamos nossa atenção. Uma pena. E, sinceramente, uma perda. Quem diria, meu caros amigos, que tal formosura se faria numa rua descascada? Desculpe a precipitação, nem avisei do que estou falando: de algum tempo para cá percebi o quão importante é a arte e quão a arte é importante.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Sem asfalto, sem calçada, de terra. Sendo de terra, essa “rua” disponibilizava espaço suficiente para o avanço de algum verde, ou melhor, mato. Alguns pés de boldo, hortelã, cebolinhas... se confundiam com o ambiente, mas não a ponto de algumas senhorinhas do bairro se perderam ao terem que procurar o tempero para o almoço, a garrafada para o marido, ou a hortelã para o suco da tarde. Cães e gatos não mais brigavam, mas repartiam o que era atirado pela janela das casas, prometo que podia ver as patinhas dividindo a comida por igual, com um traço no chão, em duas partes. Buracos era o que não faltava... mas que jeito? Essa “molecada” que não parava de jogar burquinha pareciam coveiros miniaturas, com “pazinhas” nas mãos e um saquinho cheio de bolinhas coloridas, que ao receber a luz do Sol refletia no chão desenhos inimagináveis, fazendo barulho no movimento de agachar-levantar contínuo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;A grande paixão nacional, futebol, era mais do que presente nesse espaço... era futuro e também passado. Foi ali que Pelé foi lembrando e imitado; Garrincha então, nem se fala: todos “tirando onda” da perna torta, mas triste por não conseguir fazer o mesmo que o mestre; são aquelas traves, feitas de chinelos, que darão impulso para os campeões da copa de 2022; jogadores do Santos, Palmeiras, Atlético, São Paulo, Vitória, Internacional, Cruzeiro, sempre lembrarão dessa rua como o grande campo de sonhos, gols e passes realizados e idealizados.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;O dia em que um caminhão de soja passou na rua foi o desespero da criançada e da “adultarada”. Poeira para todo lado, soja para todo lado, fotografias para todo lado. Não demorou muito, a associação do bairro se organizou para exigir o asfalto prometido; imprensa e jornalistas infestaram a rua e conseguiram captar ótimas fotos da poeira e do Sol. De tão bela ficaram, que os moradores esqueceram-se da reivindicação (nesse momento o Prefeito pululava de alegria) e abriram um barracão para a apreciação das fotos; alguns dias depois, não só caminhão de soja que passava, mas também caminhão de lixo (antes inexistente), carros de quatro portas, duas portas, motos... todos os tipos de automóveis passavam por ali, e as fotos continuaram a ser feitas, só que agora pelos próprios moradores. Algumas foram expostas em Paris, outras &lt;st1:personname productid="em S￣o Paulo" st="on"&gt;em São Paulo&lt;/st1:personname&gt;, outras ficaram “só” para os moradores do bairro no famoso Barracão da Poeira Arte, BPA.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;No fim da rua, na esquina para uma asfaltada, tinha uma casa um tanto quanto estranha: sem janelas, mas com o buraco para tal; com as portas sempre abertas; poucos móveis, ou parecia que o mínimo e necessário era o que era apreciado; nada de televisão ou rádio; o vestígio de informática era um HD pendurado na porta que transmitia a idéia de “afasta-se ou se arrependerá”. Muito estranha, como já afirmei. Contudo, nesse bairro, todo o pôr-do-sol acontecia com uma música; numa primeira vista, é claro que estaria acontecendo e sendo feita de uma casa da rua asfaltada ou coisa parecida, mas o engano nos leva para o lugar errado. Ali, naquela casa estranha, é que acontecia o mais belo espetáculo de todos os tempos: uma flauta, ou um saxofone, encantava o Sol com uma doçura incalculável, a ponto de fazê-lo ir sem deixar saudade e querer voltar sem fazer esforço; uma linguagem que poucos entendem, e não falo de músicos, mas sim de sensíveis ouvidos e corpos, capazes de perceber que em um “Dó” está toda a maravilha de um universo escondido. O autor da bela canção não passava de um menino de pé sujo, por causa do futebol; unhas sujas de terra, porque não parava de cavar buracos para as burquinhas; que tomou garrafada para melhorar da gripe, suco de abacaxi com hortelã para refrescar e comeu frango de panela com cebolinha; com problemas de asma devido a tanto poeira que inalou tentando ter o melhor ângulo da dança que acontecia. Um simples menino da rua de terra era o responsável por fazer o Sol subir e descer sem que desanime ou canse do serviço. Agradecido estou pela sua arte, menino da rua de terra.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/575075358675842061-5841830462789578999?l=traduzivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traduzivel.blogspot.com/feeds/5841830462789578999/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=575075358675842061&amp;postID=5841830462789578999&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/5841830462789578999'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/5841830462789578999'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traduzivel.blogspot.com/2009/08/menino-da-rua-de-terra.html' title='Menino da rua de terra'/><author><name>Henrique Neto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-MGAQN4mTSf0/TffgGyeEkvI/AAAAAAAAAKY/sv4PWUYrL8I/s220/IMG_4755b.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-575075358675842061.post-9136085996061850469</id><published>2009-08-04T12:57:00.001-03:00</published><updated>2009-08-04T13:00:50.807-03:00</updated><title type='text'>O desfecho (3 de 3)</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;As minhas pernas já não sinto, pois algumas horas passaram desde o início do movimento. Ao meu lado, como já disse, estão algumas pessoas, umas sentadas, outras de pé, e isso revela muito sobre quem são. Um grupo sentado de pernas cruzadas, um pouco distante, à minha direita, são os índios Catanguida, uma aldeia que fica numa ilha do Pacífico. Em seguida, à esquerda dos Catanguida, estão os Kokogata, asiáticos, com olhos puxados e cor amarela, de pé, pois nesse dia, lá na sua terra Natal, era um dia no qual todos os Kokogata realizam um ritual de purificação de todos os caminhos percorridos desde então, pelos seus ancestrais e por todos do mundo, já que em sua religião o que se prega é a energia universal que está em cada um e por isso o amor ao próximo (energia) é tão exaltado. À minha frente estão os Thoughts, brancos, alguns loiros outros morenos, olhos de diferentes cores, estatura alta e uma certa elegância, aos meus olhos, ao se movimentar; trouxeram banquinhos dobráveis e descartáveis, por isso estão “melhor” acomodados dos que os outros espectadores. Existem outros, porém o meu conhecimento termina onde começa a falhar minha internet, os livros se desfazem e as pessoas morrem. Ouvi dizer que grupos presentes nesse espaço, que não passava de uns &lt;st1:metricconverter productid="200 mﾲ" st="on"&gt;200 m²&lt;/st1:metricconverter&gt; (para um terraço, é bem pequeno... imagine termos que dividir espaço com um vaso de plantas ditas vindas direto dos Jardins Secretos da Babilônia, clone, é claro; uma dúzia de pneus jogados ao canto, porém cobertos com lonas, pois com a dengue não se brinca; uma churrasqueira &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Apolo&lt;/i&gt; que nos faz lembrar as primeiras viagens do homem ao espaço, e – por que não? – das tardes de sábado assistindo “Seção de Sábado”, na &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;Globo&lt;/i&gt;; e, para acabar de vez com a possibilidade de luxo naquela situação, bicicletas velhas, em estados de decomposição eram o xodó da dona do local, tanto que os Thoughts quase forma expulsos quando tentaram remover de lugar essas “jóias raras” da história), tinham mais de 1.000 anos de existência, o que significa sem rádio, TV, internet, computador, eletricidade, polícia, impostos... pensando melhor, impostos sempre existirão, e é difícil aceitar que sempre existirão.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Um sentimento/pensamento era o mesmo: Que chatice! Todos já não se agüentavam de ter que assistir um “corpo-líquido” caminhar em celebração de um objeto qualquer. Sim meus caro, foi isso que ouvi de vários “representantes” dos grupos: toda aquela movimentação, e nova ordenação, por nada! Como assim nada? Aqueles indivíduos lá embaixo não conseguem perceber a existência humana sem o &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;espafonede&lt;/i&gt;. “O que faríamos com os nossos filhos, netos, pais e mães? A sociedade não é sem um &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;espafonede&lt;/i&gt;!” Essas foram as palavras de uma senhora de meia-idade com alguns fios brancos, que resistiram à tintura, evidentes, e com um tremendo pavor em seus olhos só de pensar na possibilidade de se extinguir esse tão maravilhoso objeto para todos os seus concidadãos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Bobagem&lt;/i&gt;. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;Gabomege&lt;/i&gt;. &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Bôbeigè&lt;/i&gt;. Essas foram as palavras que eu pude tomar nota em meio aos burburinhos de irritação e impaciência dos “convidados” ao meu redor. Desentupidor. Aspirador. Cherador. Espanador. Liquidificador. Foram essas palavras que os “convidados” disseram que &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;espafonede&lt;/i&gt; era. Nada além do que eletrodomésticos para nós, Ocidentais. Para aqueles fanáticos lá de baixo, esse objeto, que para nós é divido em vários outros nomes, é que fundou todas as sociedades até hoje então vigentes, e as que se foram também. A concepção deles sobre esse conceito é muito além do que possamos compreender, a ponto deles acreditarem que um garfo (eles tem outro nome) pode ser considerado um &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;espafonede&lt;/i&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Algumas horas depois, o evento acaba. A avenida volta a tomar sua forma, com seu limites de canteiro, calçada, asfalto; a cidade volta a se movimentar sem sair do lugar; e o “corpo-líquido” já se desfez. O que sobrou de vestígio foi as cores, que, de uma maneira inexplicável, deixaram uma mensagem que eu consigo ver aqui de cima. Dizia assim: O céu daqui é o mesmo do daí? Novos corpos para sentir, novos mundos para viver. Claro, não foram nessas palavras... essa foi a minha interpretação. Pena eu não ter tirado foto para que você pudesse perceber de forma “pura”! Mas a imaginação se empenha disso. O que eu preciso, e é minha responsabilidade, é dizer que as cores eram vermelho, amarela, azul, verde, rosa, lilás, marrom, alaranjado, branco, cinza, preto, bege, e tons mais fortes e mais claros de todas as cores. Pinte sua arte e imagine sua frase.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/575075358675842061-9136085996061850469?l=traduzivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traduzivel.blogspot.com/feeds/9136085996061850469/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=575075358675842061&amp;postID=9136085996061850469&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/9136085996061850469'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/9136085996061850469'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traduzivel.blogspot.com/2009/08/o-desfecho.html' title='O desfecho (3 de 3)'/><author><name>Henrique Neto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-MGAQN4mTSf0/TffgGyeEkvI/AAAAAAAAAKY/sv4PWUYrL8I/s220/IMG_4755b.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-575075358675842061.post-6871837081111823190</id><published>2009-08-03T13:03:00.000-03:00</published><updated>2009-08-03T13:04:39.452-03:00</updated><title type='text'>O motivo (2 de 3)</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Não é algo difícil de imaginar: por que várias pessoas estariam reunidas numa avenida, rumo a algum lugar, vestidas com cores variadas? Carnaval, &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Independence Day&lt;/i&gt;, Tourada, Corrida do Queijo, &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;New Year&lt;/i&gt;, alguma catástrofe, ganhar a Copa do Mundo de futebol... ah, se eu fosse listar todos os possíveis motivos, ficaria aqui alguns meses, anos, ou o período suficiente para que o tal “corpo-líquido” evaporasse com o fim do encontro.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;O que mais surpreende disso tudo é de como o homem é um animal de grupo. Não é um texto com uma mensagem sublimar, que fará você sonhar com revelações do tipo “comunistas” ou “anti-capitalistas”, mas se deixar passar “em branco” essa oportunidade de dizer que o individualismo, pregado nas sociedades Ocidentais, que dispõem do capitalismo como política econômica, é para lá de “pá-furada”, me arrependeria profundamente; é só acontecer algum imprevisto no trânsito (acidente) que parecem formigas atacando um doce: primeiro seguem a “trilha” para o ocorrido, depois pergunta para o companheiro do lado o que aconteceu, logo em seguida tenta se encaixar na multidão/roda que se forma no local e – pronto! – temos a perfeita situação na qual os homens são, mais do que nunca, animais.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;E é um fato desses, nos quais os homens são mais animais do que “humanos”, que acontece aqui: a exaltação do &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;espafonede&lt;/i&gt;. Esse evento acontece de 17 em 17 dias, e serve para a simples contemplação desse fabuloso objeto. O material de que é feito é desconhecido, porém alguns se arriscam a dizer que é feito de metal, cobre e alumínio; outros mais ousados insistem que qualquer material é possível, pois o que permite a elaboração desse objeto é a técnica empregada na produção. O importante é dizer que é útil, muito útil para esses senhores, senhoras, crianças, jovens conservadores, esquerdistas... que estão logo aqui &lt;st1:personname productid="em baixo. H￡" st="on"&gt;em baixo. Há&lt;/st1:personname&gt; um tempo, ouviu-se pelos rádios a notícia de que iriam votar no Parlamento da cidade uma lei que permitia ou não o uso de drogas, armas, sexo e rock em praças públicas. Mães diziam que seus filhos não resistiriam a tentação de poderem tocar rock, fazer sexo, atiram para cima com um “basiado” na outra mão. Pais se esforçavam em pedir para que seus filhos fizessem aulas de guitarra, bateria, baixo, para que, ao menos, o barulho, que atrapalhava o futebol, fosse menor. Padres e pastores, nem é preciso comentar. Esquerdistas se aproveitaram e tentaram impor os ideais comunistas, ou revolucionários, para alguns indivíduos que já se arriscavam a alguns acordes regados de pólvora. Já os conservadores, ou – quem sabe? – “direitistas”, não sabiam o que dizer, pois estavam muito preocupados com os papéis a preencher e em pensar na reeleição do candidato, que estava no comando, para as próximas eleições (o pensamento orgânico desse grupo permitia eles pensar que tudo tem uma função, e que o rock, sexo, armas e drogas, são um ciclo que mantêm o equilíbrio da sociedade!). Em meados da votação, o dia do &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;espafonede&lt;/i&gt; chega e toda as diferenças se tornam uma semelhança: a grande enormidade gigante do &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;espafonede&lt;/i&gt;. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/575075358675842061-6871837081111823190?l=traduzivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traduzivel.blogspot.com/feeds/6871837081111823190/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=575075358675842061&amp;postID=6871837081111823190&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/6871837081111823190'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/6871837081111823190'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traduzivel.blogspot.com/2009/08/o-motivo-2-de-3.html' title='O motivo (2 de 3)'/><author><name>Henrique Neto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-MGAQN4mTSf0/TffgGyeEkvI/AAAAAAAAAKY/sv4PWUYrL8I/s220/IMG_4755b.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-575075358675842061.post-6518499661421295657</id><published>2009-08-01T21:48:00.000-03:00</published><updated>2009-08-01T21:49:14.437-03:00</updated><title type='text'>A massa (1 de 3)</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Nunca foi visto tantas cores numa só avenida. São João deve estar rindo e confuso, com tantas cores que enfeitavam a homenagem em forma de rua. Os limites para combinações eram longínquos, quase imperceptíveis: azul piscina com marro, rosa &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;pink&lt;/i&gt; e laranja lado-a-lado, bege e verde musgo... sem limites, sem horizontes. Horizonte? Quase não dava para ver com a multidão que tomava a avenida. Crianças nos ombros de adultos, correndo entre os outros “participantes”, de mãos dadas com outras crianças, jovens, idosos, ou adultos e como não é possível dissociar criança de brincar, brincando algumas estavam.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Assim como sem limite para misturas, já não sabia o que era avenida, canteiro, ponte ou calçada... tudo foi tomado pela massa de gente. Se existe alguma delimitação, é a massa e a cidade: onde está a massa, é só o que se vê; do contrário, onde ela não está, a cidade continua de uma forma diferente, já que todos estão na “avenida”. Mesmo sem horizonte, a massa, ou melhor, o corpo movimenta-se rumo e em direção a algo(não é possível afirmar se lugar ou coisa); pensemos no seu movimento como um líquido que, quando derramado em uma superfície, se espreme, comprime, expande, escorre para enfim para, e é isso que esse “corpo-líquido” faz, ao se mover pela cidade. Daqui onde estou, é engraçado ver as formas que tomam: cachorro, gato, borracha, violão, peixe... para que olhar para as nuvens se a esperança, e piada, está na terra? Por que não estou com eles? Faço parte de um grupo – quem sabe? – de um outro corpo de outros lugares, um corpo heterogêneo em sua constituição.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/575075358675842061-6518499661421295657?l=traduzivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traduzivel.blogspot.com/feeds/6518499661421295657/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=575075358675842061&amp;postID=6518499661421295657&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/6518499661421295657'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/6518499661421295657'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traduzivel.blogspot.com/2009/08/massa-1-de-3.html' title='A massa (1 de 3)'/><author><name>Henrique Neto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-MGAQN4mTSf0/TffgGyeEkvI/AAAAAAAAAKY/sv4PWUYrL8I/s220/IMG_4755b.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-575075358675842061.post-5472890778094418113</id><published>2009-07-05T23:58:00.000-03:00</published><updated>2009-07-05T23:59:04.319-03:00</updated><title type='text'>Lembrança</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Toda vez que me proponho a escrever algo para o blog, me deparo com a seguinte questão: será que tem a ver com Antropologia? Os leitores desse blog podem ir ao primeiro post e ler lá a proposta que tinha para esse espaço. Ora, eu mesmo pergunto e eu mesmo respondo (aquelas perguntas retóricas tão divisoras de águas em textos acadêmicos e não acadêmicos): foi com a Antropologia que aprendi a sentir, e por assim dizer, viver. Devo a ela essa sensibilidade que se aflora em cada texto lido, em cada diálogo, em cada olhar, em cada flor que cai duma árvore. Não quero dizer que comecei a andar no mato e dormir com índios; quem me dera poder fazer isso... o que estou pondo em evidencia é a sensibilidade de viver que aprendi a desenvolver com a Antropologia.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Quando digo Antropologia, penso em teorias, autores, ciência... mas além disso, muito além, está o que ela traz como cerne de si mesma: o valor nas diferenças. Aprendi a valorizar funk, o sertanejo, o sotaque baiano, as mitocôndrias, o chimarrão, a dobradinha, o chá-de-guaco, as garrafadas medicinais... tudo isso aprendi a valorizar. Odiava cada um desses itens, simplesmente ao acaso de não gostar. Não que eu ame, mas valorizo, e compreendo isso como uma fagulha de um “mundarél” de significados.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Tudo isso para dizer que lembranças são o que são. Tenho um sentimento bem único que guardo comigo, desde o dia em que rasguei uma carta. Não vou dar detalhes, pois a eles só cabem alguns, porém o dia nublado e escuro em que isso aconteceu eu devo dizer. O céu já não aguentava o peso de tantas nuvens, que pareciam algodões-doce de chumbo; a escuridão que fazia nas salas era algo de dar arrepios... pelo menos em mim, que segundo uma amiga, disse que sou fácil de arrepiar. Aconteceu tudo muito rápido e muito lento: rápido no momento, e lento, deveras lento, quando lembro. Eu ainda vejo o rosto dela, dizendo com uma voz em estado de mudança, recomendações de como ler a carta. Logo em seguida, me afasto, com o “ouro” em palavras nas mãos; vejo o corpo dela... isso é efêmero diante da beleza dos olhos. Eu sempre gostei de olhos, e não é clichê dizer; não digo tentando esconder o meu sentimento másculo de querer olhar para a bunda, ou imaginar a vulva de qualquer garota. Quem disse que os homens são assim? Continuando. Rasgo e dou risada. Mostro para todos que querem ver o que estava escrito. Idiota, fui totalmente idiota. O mundo era tão mais escuro quanto está meu quarto agora. Eu acredito que era um dia de sol lindo, porém a lembrança do que eu fiz nesse dia, transforma o mais belo, no mais desprezível dia.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Sinto hoje que naquele momento eu era a pessoa que menos sentiu no mundo. Ah se eu já tivesse conhecido a Antropologia! Tudo teria sido diferente. Mas foi tudo muito bom, pois agora eu sinto. A cada dia eu aprendo a sentir de uma outra maneira; eu sinto tanto, que por vezes isso me atrapalha. Não é preciso sentir em todos os momentos; alguns deles é preciso agir ao invés de sentir. Um dia desses, passou-se o grande momento que tive para dar uma guinada em minha vida... passou tão devagar que não tive coragem de parar. Tive medo de se desmanchar no ar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;O que isso tudo tem a ver com Antropologia? Foi com ela que aprendi a viver. Já disse isso, mas não custa repetir. Custa algumas linhas, que penso que o leitor irá cobrar de mim algum dia que me encontrar por aí; ou irá cumprimentar, eu e a Antropologia, ou virará a cara.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Mais um post, mais um registro. Menina dos olhos azuis que lembra do que eu fiz naquele dia, se você lê isso, por favor, me dê a oportunidade de sentir (sem malícia) com você!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/575075358675842061-5472890778094418113?l=traduzivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traduzivel.blogspot.com/feeds/5472890778094418113/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=575075358675842061&amp;postID=5472890778094418113&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/5472890778094418113'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/5472890778094418113'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traduzivel.blogspot.com/2009/07/lembranca.html' title='Lembrança'/><author><name>Henrique Neto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-MGAQN4mTSf0/TffgGyeEkvI/AAAAAAAAAKY/sv4PWUYrL8I/s220/IMG_4755b.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-575075358675842061.post-93546816378334712</id><published>2009-06-26T12:05:00.002-03:00</published><updated>2009-06-26T12:05:38.072-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Parece que as palavras não vêem.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ou sou eu que não as quero agora.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/575075358675842061-93546816378334712?l=traduzivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traduzivel.blogspot.com/feeds/93546816378334712/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=575075358675842061&amp;postID=93546816378334712&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/93546816378334712'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/93546816378334712'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traduzivel.blogspot.com/2009/06/parece-que-as-palavras-nao-veem.html' title=''/><author><name>Henrique Neto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-MGAQN4mTSf0/TffgGyeEkvI/AAAAAAAAAKY/sv4PWUYrL8I/s220/IMG_4755b.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-575075358675842061.post-6318720241044106513</id><published>2009-06-08T12:10:00.000-03:00</published><updated>2009-06-08T12:14:20.490-03:00</updated><title type='text'>Impressões sobre o FILO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O FILO é realmente uma maravilha. Lá se vão duas peças (isso significa 15 reais) e já estou totalmente apaixonado por essa 41º edição. “Eldorado” e “Sacy pererê - a lenda da meia-noite” foram as duas peças com as quais eu comecei a minha jorna FILO. Engraçado como as duas peças trataram de assuntos tão parecidos, não tendo praticamente nenhuma ligação aparente, ou coisas do tipo. Ambas brincavam com a luz. No primeiro caso, a ausência dela fazia com que os outros sentidos fossem aguçados: a história de um cego em busca do Eldorado com a sua companheira, uma rabeca. Já na peça “Sacy”, é um fenômeno causado pela luz, sombra, que conta a história primeira de Monteiro Lobato sobre o “Sacy pererê”; nem imagine aquele “saci-pererê” do Sítio do Pica-pau amarelo; assim como o diretor da peça disse, é um saci muito mais do mato, e muito mais “ocupante” do nosso inconsciente do que nunca.&lt;br /&gt;A arte proporciona sensações únicas, que não podem ser descritas a não ser por uma outra arte. A minha é essa. Sei que não tenho o domínio da técnica, muito menos uma visão rebuscada da realidade. Penso que o que mais importa é a vontade de expressar, e usar a arte para isso. Senti, como nunca dantes tinha sentido, o cheiro das cores, ou melhor, o cheiro da luz: conforme “Eldorado”, quase sempre, tem cheiro de chuva. Vi que as sombras e escuridão não são tão ruins assim, pois se o fosse, não teria lembrado de todas as noites nas quais acabava energia e brincava de fazer sombrar até o sol raiar. Uma alegria imensa. Aprendi (quem disse que não é sensação?) que para tocar uns instrumento basta ouví-lo dizer o que é para fazer. Apertar, segurar, ritmar, assoprar, parar... ações simples que fazem um espetáculo (só lembrar de orquestras).&lt;br /&gt;“Quem acredita que só o que se vê é verdade: se assim o fosse, os cegos viveriam num mundo de mentira.” Não foi com essas palavras, mas a idéia está preservada. Ahhh Eldorado, se lá tiver toda essa sabedoria e disposição quero pegar meu violão e partir!!! E se no caminho encontrar um saci, já sei que preciso de uma garrafa de pinga, uma peneira de palha (aquelas de peneirar milho) e um terço Rosa Maria... quase ia me esquecendo, preciso fazer uma cruz na rolha, porque o que segura o saci não é a rolha, e sim a cruz! Tudo isso, vem junto com a peça “Sacy”.&lt;br /&gt;Depois disso, se ainda tiver uma donzela de cabelos azuis nas pontas, e dos olhos da mesma cor, tocando uma rabeca para dar cor a vida, não tem problema nenhum. Sigo meu caminho, sem olhar para trás, já que o olhar nem importa tanto. Sinto o que acontece agora, pois não tenho nem um tipo de super poderes que permitam eu sentir o futuro. Ao presente e com cor, talvez chova, ou talvez acabe a luz: em ambos casos, ficarei feliz!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/575075358675842061-6318720241044106513?l=traduzivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traduzivel.blogspot.com/feeds/6318720241044106513/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=575075358675842061&amp;postID=6318720241044106513&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/6318720241044106513'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/6318720241044106513'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traduzivel.blogspot.com/2009/06/impressoes-sobre-o-filo.html' title='Impressões sobre o FILO'/><author><name>Henrique Neto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-MGAQN4mTSf0/TffgGyeEkvI/AAAAAAAAAKY/sv4PWUYrL8I/s220/IMG_4755b.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-575075358675842061.post-2535320639070273293</id><published>2009-05-24T21:45:00.003-03:00</published><updated>2009-05-24T22:12:18.711-03:00</updated><title type='text'>Não se faz necessário título...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; "&gt;Não escrevo a favor de nenhuma teoria: o que será escrito é coincidência, mas não é mera.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Li que o homem sente a necessidade de explicar as coisas criando metáforas "humanas". Explicar a sociedade através da idéia de corpo. Explicar algum sentimento como "mão gelada subindo a espinha", "sopro que contrae o corpo"... Sempre nos remetemos ao que nos aprisiona, o corpo! (não falo de nada sobrenatural, surreal, metafísico, espiritual... não, talvez espiritual sim. Mas me refiro ao aprisionamento de sentir!!!)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Fui assistir a OSUEL (Orquestra Sinfônica da Universidade Estadual de Londrina) e me deparei com isso: sinto, mas o quê? Sinto a música como "dedos que tocam de leve a minha orelha, e com ondas sutis que saem de uma boca única, chamada orquestra"? Não, acho que não. Ao fazer isso, comparo algo grande com pequeno; real com irreal; macro com micro. Não concordo com essas divisões, mas só as utilizo para exemplificar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Senti a música como uma linguagem! Algo sendo dito e eu "lendo". Acordes, notas, vibrações, partituras. Tudo está sendo lido e "dito"; os músicas liam e diziam, através dos instrumentos, essa língua diferente. O interessante é que para "dizer" é preciso de um meio para tal: violino, flauta, tuba (que nome gostoso! Lembro de doce...), contra-baixo... tudo mediação entre a língua e o dizer. Uma sensação que permite deixar soar, literalmente. Não me importava mais em saber se era dedo ou boca... me interessava era interpretar o que estava sendo "dito".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Minha interpretação: um conjunto de emoções, digo alegria/tristeza/ódio/medo/amor, evidenciadas e postas em ação da forma mais sútil e, na opinião de alguns, bela! Postas em ação sofrem diferentes interpretações e utilizações: eu ri, meu amigo beijou, uma moça sentiu frio, um perdeu a noção do tempo, um grisalho dormiu (que inveja tive aqueles olhos tão bem fechados...), outros fotografavam (talvez estivessem tentando registrar esse conjunto "tocando" as pessoas. Seria fantástico ver... ou não), teve até quem teve seu ápice de sensação que gritou "Bravo!" a plenos pulmões.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Lindo espetáculo de interpretações e emoções. Sempre que puder, quero senti-lo de novo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/575075358675842061-2535320639070273293?l=traduzivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traduzivel.blogspot.com/feeds/2535320639070273293/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=575075358675842061&amp;postID=2535320639070273293&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/2535320639070273293'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/2535320639070273293'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traduzivel.blogspot.com/2009/05/nao-se-faz-necessario-titulo.html' title='Não se faz necessário título...'/><author><name>Henrique Neto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-MGAQN4mTSf0/TffgGyeEkvI/AAAAAAAAAKY/sv4PWUYrL8I/s220/IMG_4755b.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-575075358675842061.post-8546912784000902914</id><published>2009-05-18T16:39:00.000-03:00</published><updated>2009-05-18T16:46:54.211-03:00</updated><title type='text'>Brincadeira...</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Brinquei com as palavras, e saiu isso:&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Galantear&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; Dialogam&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Gamlodia&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Gamlo, um galo, “galeia” de dia&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;De dia, e de noite, galanteia&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Gala era o jantar&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Galã era o galo&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Galanteador veio a ser&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Será que é logo, o dia chegará?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Cheiro de comida e o galo se arrisca&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Cada qual com seu jeito&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Topeira, tatu, galo, até de Angola,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Lhama, girafa, elefante!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Todos triunfantes no tal jantar de gala&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Dialogam&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Com o galo, sem o galo&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Só que sem ele, só é dia se alguém cantar&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Quem poderia ser, que não o galanteio de Gamlo?&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/575075358675842061-8546912784000902914?l=traduzivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traduzivel.blogspot.com/feeds/8546912784000902914/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=575075358675842061&amp;postID=8546912784000902914&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/8546912784000902914'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/8546912784000902914'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traduzivel.blogspot.com/2009/05/brincadeira.html' title='Brincadeira...'/><author><name>Henrique Neto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-MGAQN4mTSf0/TffgGyeEkvI/AAAAAAAAAKY/sv4PWUYrL8I/s220/IMG_4755b.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-575075358675842061.post-6714853873722811639</id><published>2009-05-16T01:06:00.002-03:00</published><updated>2009-05-16T01:08:28.450-03:00</updated><title type='text'>Feel... é, sentir!</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Desse modo vai. De alguma forma, a forma muda. Muda então o conteúdo. Senti isso acontecer no que ficou convencionado chamar de semana. Numa mesma, eu senti as dores de querer abraçar o mundo com braços pequenos... e as conseqüências disso; porém, anestesiei-me num impulso a sensibilidade intelectual.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;            &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Se eu pudesse voltar e fazer de novo o que eu sei que deu errado, esse era o momento de volta. Me arrependo sim! Não tenho vergonha de dizer, até porque as dores de não abraçar o mundo, foram minhas e só minhas; não porque não compartilhei, mas porque eram minhas. A posse é algo que existe e limita a liberdade. Foi como um sino batendo ao lado do ouvido: mesmo que pare, parece permanente. Alguém a dizer pausadamente, mas sempre presente, como se a voz perdura-se no momento em que existia a pausa no dizer. Complexo, porém real.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;            &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Só teve fim, quando me esforcei &lt;/span&gt;&lt;st1:personname productid="em sentir. Fomos" st="on"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;em sentir. Fomos&lt;/span&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; privados de todos os sentidos: só vemos cinza, cheiramos carbono, ouvimos ruídos, não tocamos (por ser “proibido”) e não degustamos. Somos seres sem cor, sem sabor, sem cheiro, sem sentir. Nos resta é refletir sensivelmente. Seria praticar esses sentidos adormecidos pelo cinza que nos cerca; e quando falo de cinza, falo cinza no pensar, também. Pensa em viver, trabalhar, viver, trabalhar... não necessariamente nessa ordem. E o sentir deixa de lado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;            &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Por tanto que sinto, acredito que não penso; o meu esforço está em sentir-pensando e pensar-sentido. Homens sensíveis (que choram, que discutem, que ouvem, que falam...) prazer, sou um deles. Machistas que acabaram com lágrimas masculinas... além de lágrimas, desfizeram o melhor da vida: sentir! Se for assim, quero nunca ter sido homem, quero apenas ser conhecido como alguém que sente, e ponto.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/575075358675842061-6714853873722811639?l=traduzivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traduzivel.blogspot.com/feeds/6714853873722811639/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=575075358675842061&amp;postID=6714853873722811639&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/6714853873722811639'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/6714853873722811639'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traduzivel.blogspot.com/2009/05/feel-e-sentir.html' title='Feel... é, sentir!'/><author><name>Henrique Neto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-MGAQN4mTSf0/TffgGyeEkvI/AAAAAAAAAKY/sv4PWUYrL8I/s220/IMG_4755b.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-575075358675842061.post-2720492188376319781</id><published>2009-05-13T22:20:00.002-03:00</published><updated>2009-05-13T22:34:12.358-03:00</updated><title type='text'>Dias</title><content type='html'>Gostei bastante da idéia de dias. Tá, não é uma idéia, mas eu gosto de pensar que sim. Afinal, dá margem para pensar que existe outra concepção além de dias, anos, meses, e assim vai.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/575075358675842061-2720492188376319781?l=traduzivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traduzivel.blogspot.com/feeds/2720492188376319781/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=575075358675842061&amp;postID=2720492188376319781&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/2720492188376319781'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/2720492188376319781'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traduzivel.blogspot.com/2009/05/dias.html' title='Dias'/><author><name>Henrique Neto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-MGAQN4mTSf0/TffgGyeEkvI/AAAAAAAAAKY/sv4PWUYrL8I/s220/IMG_4755b.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-575075358675842061.post-7513158480311317822</id><published>2009-05-09T12:03:00.003-03:00</published><updated>2009-05-09T12:09:47.207-03:00</updated><title type='text'>...</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;E as coisas se organizam de uma forma, que não é outra. É aquela e . (leia-se ponto)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Mais um dia se passa, e elas se organizam de novo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Organizaram de novo, significa que um tempo passou.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Tempo = organização&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Que tipo de ordem? Não importa, não importa mesmo, pois até a "desordem" é ordem de alguma coisa. Temos que pensar em &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;como&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; se "ordeniza" e não &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;porquê&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; se "ordeniza"! &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Sempre achei intrigante as perguntas simples: por quê? quando? como? quanto? onde? o quê?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Existe aquilo que chamamos de possibilidade! Trabalhemos com essa idéia e iremos longe, até onde os olhos se findam de olhar!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Nada belo, nada resbuscado. É uma pena! Qualquer dia desses eu faço uma aula de métrica, gramática, linguística e coisas do tipo. Já que um dia farei, um dia organizarei as &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;minhas coisas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/575075358675842061-7513158480311317822?l=traduzivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traduzivel.blogspot.com/feeds/7513158480311317822/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=575075358675842061&amp;postID=7513158480311317822&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/7513158480311317822'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/7513158480311317822'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traduzivel.blogspot.com/2009/05/blog-post.html' title='...'/><author><name>Henrique Neto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-MGAQN4mTSf0/TffgGyeEkvI/AAAAAAAAAKY/sv4PWUYrL8I/s220/IMG_4755b.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-575075358675842061.post-8207138860667503192</id><published>2009-05-04T21:49:00.001-03:00</published><updated>2009-05-04T21:51:50.210-03:00</updated><title type='text'>Pois</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;Pois&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Pois, se te disser que não consigo parar&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Talvez tenha algo a ver, reaver o que se foi&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E deixar o que veio pra lá, de onde vim, não medo, sim sonho!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Alegrias esse bem me traz; amargura aqui jaz&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Pode me acompanhar, porém apresse-se,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Você não vai querer ficar para trás!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;É nesse embalo que vai, se não, que venha também.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Já não se sabe o que é, e o não é!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Simpatia, e tias no balanço; adiante e retornando&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Como se fosse uma salsa “caliente”!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E o que mais quero, se me perguntar&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;É me jogar de vez nesse corpo&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Nem aí, nem acolá!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Quero é ser tudo, e ao mesmo tempo...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Nada tenho a oferecer, já que não me sobra tempo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E de novo, vem questionar e bater o pé&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Sem ritmo e fora do balanço&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Com rugas e até tricô (nada contra... passatempo)&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;“O que fazes aqui? Para e vira a cara, deixar de ser mais um, e vai para batalha.”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;O problema é o sentir, pois...&lt;/p&gt;  &lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/575075358675842061-8207138860667503192?l=traduzivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traduzivel.blogspot.com/feeds/8207138860667503192/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=575075358675842061&amp;postID=8207138860667503192&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/8207138860667503192'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/8207138860667503192'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traduzivel.blogspot.com/2009/05/pois.html' title='Pois'/><author><name>Henrique Neto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-MGAQN4mTSf0/TffgGyeEkvI/AAAAAAAAAKY/sv4PWUYrL8I/s220/IMG_4755b.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-575075358675842061.post-7501881639198261232</id><published>2009-04-18T12:06:00.001-03:00</published><updated>2009-04-18T12:28:19.803-03:00</updated><title type='text'>Teoria e prática... teoria versus prática... teoria-prática e prática-teórica, é... é melhor!</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt"&gt;Teoria e prática... teoria &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;versus&lt;/i&gt; prática... teoria-prática e prática-teórica, é... é melhor!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="right" style="text-align:right"&gt;&lt;span style="font-size: 11.0pt"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="right" style="text-align:right"&gt;&lt;span style="font-size: 11.0pt"&gt;É que o homem &lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;não reflete sempre&lt;/b&gt;, mas somente quando lhe seja necessário; e as condições para a reflexão não são sempre, e por toda a parte, as mesma.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="right" style="text-align:right"&gt;&lt;span style="font-size: 11.0pt"&gt;Émile Durkheim, Educação e Sociologia, 1973; p.58&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="right" style="text-align:right"&gt;&lt;span style="font-size: 11.0pt"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;É. Não reflito sempre. Pode até ser verdade, ou melhor, será que é verdade? Quando eu li isso, imediatamente, pensei naquela “velha” discussão sobre teoria e prática. Mais apropriado seria colocar assim: teoria &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;versus&lt;/i&gt; prática. É o que dizem por aí. Existe uma diferença entre teoria e prática, até o ponto de oporem os dois conceitos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Eu não concordo. Seguindo com os ensinamentos e reflexões que tive e Antropologia, toda prática tem uma teoria. Vai me dizer que o ato de andar não tem teoria? Jogar um pé para frente, e depois o outro... e assim você conseguem chegar a qualquer lugar; menos à Roma, porque, nesse caso, você precisa de uma boca também. É uma teoria, não é? E vamos além: se você acorda, o primeiro pé que tem que ser posto no chão, para começar o dia bem, é o direito. É uma teoria também. Preste bem atenção no que vou afirmar agora, isso é &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;cultura&lt;/i&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Longe de dizer que a cultura se resume em crenças, do tipo copo d’água em cima da TV para ter “a bença”; não passar em baixo da escada; jogar o alho primeiro e depois a cebola (penso que não tem nenhum diferença. Nunca ninguém reclamou da minha culinária!). Só estou querendo dizer que agimos conforme a cultura. Ela é um sistema de significação que nos orienta por tudo o quanto fizermos, agirmos, pensarmos, e também refletirmos! Acho que Durkheim foi feliz ao dizer que nem sempre refletimos. Posso até pensar em escrever, mas não vou refletir sobre todas as regras gramaticais que orientam a minha escrita. Se assim o fosse, jogue esse texto no lixo, junto com todos os outros do blog! Só que afirmar isso, não implica em dizer que não existe uma teoria, ou alguma reflexão anterior. Nem somos tão inocentes tanto quanto “malandros”. Gosto de pensar que somos dissimulados: sabemos, mas não queremos dizer que sim.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Li uma vez que a construção do pensamento se dá na escrita; refletindo sobre o texto, o que construí até agora? Não sei... talvez mais uma defesa ao conhecimento do homem, ou melhor, a Antropologia.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/575075358675842061-7501881639198261232?l=traduzivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traduzivel.blogspot.com/feeds/7501881639198261232/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=575075358675842061&amp;postID=7501881639198261232&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/7501881639198261232'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/7501881639198261232'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traduzivel.blogspot.com/2009/04/teoria-e-pratica-teoria-versus-pratica.html' title='Teoria e prática... teoria versus prática... teoria-prática e prática-teórica, é... é melhor!'/><author><name>Henrique Neto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-MGAQN4mTSf0/TffgGyeEkvI/AAAAAAAAAKY/sv4PWUYrL8I/s220/IMG_4755b.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-575075358675842061.post-8589194374163056740</id><published>2009-04-04T11:20:00.001-03:00</published><updated>2009-04-04T11:21:06.365-03:00</updated><title type='text'>Só.</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;Só.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Tempo já foi dito nesse blog, mas sempre vale “re-lembrar”: a concepção de tempo é relativa. Veja só, mais de um mês sem postar, e parece que foram anos. Senti falta de registrar as ideias, e é uma pena pensar que várias se perderam. Mas, não vamos chorar as ideias que se perderam, nem o leite derramado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Eu não tenho nada mais para oferecer do que certa ordem, e “um” significado. Só. Se quiseres mais do que isso, me desculpe, mas não irá encontrar. Nem em mim, nem &lt;st1:personname productid="em ninguém. Você" st="on"&gt;em ninguém. Você&lt;/st1:personname&gt; irá encontrar interpretações de significados, elucubrações sobre significados, “falseação” de significados, e por aí vai. Contudo, nada foge de certa ordem e de um significado. E é por isso que reflito se o econômico é tão importante. Já estou um pouco cansando dessa ideia de que tudo o que faço é definido por “onde” (classe) estou. Não queria colocar esse rumo no nosso proseio, mas foi aqui que nos trouxeram as palavras e ideias.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Se a classe definisse o que sou, seria médio, quase baixo. Médio em tudo: no tamanho, nas ideias, no comer, no andar... desculpe, mas nunca vi alguém andar “medianamente”! Comer médio até é possível, mas é bem provável que, num almoço de família de final de ano, você coma como uma classe “alta”. Um adendo é interessante e pertinente: a mediação entre necessidade e resposta, quem faz é o simbólico, o cultural, e não o trabalho. Tenho certeza que depois de dizer isso serei enforcado “simbolicamente” (uso esse termo pensando no senso comum) por alguns! Vejamos: o animal come, e nós também; a grande problemática é o que nos diferencia dos animais. Se comer fosse só um ato de ingerir carboidratos, sais minerais, e tudo mais, não seríamos nada diferentes dos animais; contudo, o que explica as diferentes formas de se alimentar entre os seres humanos? Cultura! Que entendemos aqui como um sistema simbólico, no qual, se muda um elemento, muda tudo. Por acaso, os animais comem mais no Natal? Ou preparam um pernil e reúnem seus familiares em volta de uma árvore e brindam o Ano Novo, seja lá ele chinês, ou ocidental? Ou, quando sentem vontade de evacuar, vão atrás de uma moita para que ninguém veja? Tudo isso é definido pela cultura.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;(Cultura não é ir ao cinema, teatro, comprar um livro, ou frequentar determinado lugar. Se pensar assim, resume a cultura em “produto”, e não em &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;produção&lt;/i&gt; e &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;reprodução&lt;/i&gt;. A cultura é a &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;vivência&lt;/i&gt;; é o “simples” ato de viver de uma determinada forma. É compreender determinados sentidos e reproduzi-los, através de palavras, gestos, e o escambal)&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Um dia desses, estava conversando com meus amigos sobre o “medo” de ter um filho: imagine você ser responsável pela socialização desse ser. Você será o responsável de ensinar “tudo” o que existe para ele: como falar, escrever, brincar; como se usa um talher qualquer; como se vê as horas, e no que isso implica; que horas se deve comer, e como; e o grande ato: como usar a privada. Se não ensinássemos os nossos filhos de que ali é o lugar “certo” para se fazer “pipi” e “coco”, ele faria em qualquer lugar, e, possivelmente, faria qualquer coisa com a privada, menos “coco” e “pipi”; tenho certeza disso. Claro que esse processo de socialização é bem mais complexo; envolve um sistema complexo de significados e sentidos, contudo, penso que o exemplo é claro para o que estou querendo dizer.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Tudo o que tenho a oferecer é certa ordem e um significado. Perdoe-me se não fui claro.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/575075358675842061-8589194374163056740?l=traduzivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traduzivel.blogspot.com/feeds/8589194374163056740/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=575075358675842061&amp;postID=8589194374163056740&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/8589194374163056740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/8589194374163056740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traduzivel.blogspot.com/2009/04/so.html' title='Só.'/><author><name>Henrique Neto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-MGAQN4mTSf0/TffgGyeEkvI/AAAAAAAAAKY/sv4PWUYrL8I/s220/IMG_4755b.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-575075358675842061.post-2282572062478484434</id><published>2009-02-26T00:09:00.001-03:00</published><updated>2009-02-26T00:27:49.569-03:00</updated><title type='text'>Vontade...</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;Vontade...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Nunca passei vontade de escrever aqui. Pessoas passam vontade de comer algo; de fazer algo; de sair; enfim, de tudo quanto é possível fazer. Passar vontade é algo interessante. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Pois bem, é tão bom encontrar uma certeza em meio a dúvidas. Nesse final de semana, passei por uma experiência interessante. Não ligo se me julgarem. Passei o carnaval num acampamento de igreja; não importa qual seja, afinal, igrejas são só instituições humanas. O que realmente importa é o coração e naquilo, e intensidade, que você acredita. Creio em Cristo, e &lt;st1:personname productid="em seu Pai" st="on"&gt;em seu Pai&lt;/st1:personname&gt;, Deus... Sim, são a mesma pessoa, e daí? Falta, ainda, o Espírito Santo, ou seja, a Trindade. É um mistério, assim como encontramos em todos os textos (textos de Ciências Sociais), seja lá de qual matéria. Por que eu deixaria de acreditar, em virtude de algo que não consigo explicar? Se assim fosse, não acreditaria na sociedade, uma vez que é impossível explicar todos os seus aspectos. Ou Weber estava mentindo? &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Esse texto é mais um desabafo, do que algo profundo... porém, é algo profundo, a partir do momento que é um desabafo. Encontrei uma certa paz, não essa que eu “encontrava” nas Sociais. Uma paz que não preciso ter dúvida para encontrar. Em Sociais, para você encontrar a “paz”, ou seja, se sentir bem, seguro, “confiante”, é preciso fazer uma pergunta que ninguém nunca fez, e tentar responder. Ou seja, a “paz” vem de uma dúvida. Estou cansado disso, e encontrei uma paz, oriunda de uma certeza! Tenho uma natureza má, porém Cristo me livra de mim mesmo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Livrar de si mesmo. Essa é uma das coisas mais fantásticas que já ouvi. Livrar de si mesmo, para não ser mais você, mas um caráter diferente do seu; um caráter santo, de Cristo. Sinceramente, isso me faz bem. Quero pensar a Sociais, mas quero crer (ai que está a diferença) em Cristo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Assim como minha visão mudou quando entrei nas Sociais, agora, mudou mais uma vez; posso dizer, mais um “peteleco” no caleidoscópio.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Nada mais, apenas um desabafo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/575075358675842061-2282572062478484434?l=traduzivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traduzivel.blogspot.com/feeds/2282572062478484434/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=575075358675842061&amp;postID=2282572062478484434&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/2282572062478484434'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/2282572062478484434'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traduzivel.blogspot.com/2009/02/vontade.html' title='Vontade...'/><author><name>Henrique Neto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-MGAQN4mTSf0/TffgGyeEkvI/AAAAAAAAAKY/sv4PWUYrL8I/s220/IMG_4755b.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-575075358675842061.post-1355338588372970475</id><published>2009-02-20T18:09:00.000-03:00</published><updated>2009-02-20T18:19:34.819-03:00</updated><title type='text'>Pausa para o café...</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;Pausa para o café...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Com o Carnaval a vista, o ritmo imposto aos posts será quebrado. Sendo assim, fica uma recomendação para esse período: sinta!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Além de pular, dançar, brincar, rir, namorar, paquerar, “fazer coisinhas”, e coisas do tipo, sinta as cores! A "coloração" que elas trazem para a avenida, para o apartamento, para os desfiles, ou em qualquer lugar que você esteja. Acima de tudo, penso que o Carnaval é o “reinado das cores”! Sinta o amarelo, o azul, o preto, o branco, e, o mais importante, pergunte como as outras pessoas sentem as cores. Vão te chamar de louco, mas e daí? Para fazer a pergunta, finja estar bêbado e pronto! Parece que estar bêbado te "dá" aval para tudo... aproveite então. Pergunte: “O que você sente desse amarelo?” Vais ver, é magnífico sentir as cores.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Acredito em cores e &lt;st1:personname productid="em sentimentos. Acredito" st="on"&gt;em  sentimentos. Acredito&lt;/st1:personname&gt; em percepções diferentes. Acredito em “Reino das Cores”, ao invés de carnaval. Acredito em sensações.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Por fim, pegue sua &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;cor&lt;/i&gt; e saia para a avenida! Se me procurar, estarei de amarelo! Abraço!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/575075358675842061-1355338588372970475?l=traduzivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traduzivel.blogspot.com/feeds/1355338588372970475/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=575075358675842061&amp;postID=1355338588372970475&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/1355338588372970475'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/1355338588372970475'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traduzivel.blogspot.com/2009/02/pausa-para-o-cafe.html' title='Pausa para o café...'/><author><name>Henrique Neto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-MGAQN4mTSf0/TffgGyeEkvI/AAAAAAAAAKY/sv4PWUYrL8I/s220/IMG_4755b.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-575075358675842061.post-9184652941875323510</id><published>2009-02-19T00:25:00.001-03:00</published><updated>2009-02-19T00:27:19.643-03:00</updated><title type='text'>E se o sol fosse lilás e as árvores azuis, da cor do mar?</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;E se o sol fosse lilás e as árvores azuis, da cor do mar?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;“Não há verdade absoluta”. Que frase bonita. Ela consegue ter, em si, o consolo e aventura. A certeza e a dúvida. A esperança e a certeza. A partir que diz que a verdade não é absoluta, ela assume a existência da mesma; logo, ela diz que essa verdade não é absoluta. Genial! Que arrumação. Se pensássemos assim, com certeza toda essa discussão de “etnocentrismo”, “diversidade cultural”, “indústria de massa”, e coisas do tipo, cairia por terra. Pof! E tudo ia se misturar, com a queda, pelo ar. Não saberíamos o que seria ar, terra, cultura ocidental, oriental, crianças enterradas vivas, aplicação de petróleo nos seios. Todos respeitando o que é verdade ao próximo. Talvez seja esse o grande segredo para amarmos (o próximo, é claro!). Foucalt disse que o interessante é estudarmos a História ao “contra-pêlo”; isso significa dizer que, o que realmente interessa, são as promessas não cumpridas que existem no decorrer da História. E se Adolf Hitler tivesse ganhado a guerra? E se os terroristas do onze de setembro tivessem contra-atacado à invasão do Iraque? E se nós tivéssemos “descartado” o modo de viver dos portugueses, e “ficado” com o dos índios? Todas essas perguntas são pertinentes, e muito.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Mando um abraço enorme ao meu amigo Leandro, que teve essa idéia genial: pense que na vida temos escolhas a fazer. Muitas delas. Você escolhe uma, e depois, surgiram mais outras a serem escolhidas e, com isso, várias possíveis combinações de escolhas vão se criando e, ao mesmo tempo, ficando na abstração. E se esses “eus” que se repartem a cada escolha vivem em algum lugar? E se a promessa de eu ter escolhido SIM aqui, e depois, NÃO ali, for diferente de NÃO e depois SIM? A idéia é da existência desses “eus-prometidos”, dos “eus” que ainda existem, mas numa outra combinação de escolhas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Não estamos discutindo a existência de uma outra dimensão, ou coisas do tipo. Não é uma má idéia, mas o ponto a ser destacado são as &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;possíveis&lt;/i&gt; verdades e o seu “valor”. Não é porque não existe, que não é importante. O inexistente é o que realmente importa. É, justamente, desconhecer quem serei eu daqui a alguns anos que me impulsiona para viver; e pensar no que eu poderia ter sido, será o motivo das minhas gargalhadas e das angústias. “Não há verdades absolutas”. Eu, aqui e agora, não é absoluto e muito menos verdadeiro; posso muito bem ser uma mentira finita. Porém, se for por esse caminho, nem eu sei onde vai terminar, e se terminar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;A idéia de “verdades não-absolutas” implica em pensarmos num outro ensinamento de Foucalt: disputa de poderes. O conhecimento, qualquer que seja, é um poder entre muitos outros. Na maioria das vezes, ouvimos dizer que um fato é verdadeiro se testado cientificamente; tudo bem, a ciência tem seu “valor”, mas não é a única verdade. A ciência é só um conhecimento que ganhou a disputa com os outros, entre eles, o teológico, indígena, místico, e por ai vai. Não podemos desmerecer a “veracidade” da origem da neblina que os índios da América do Norte descrevem (aquela do Lince e dos seus “mágicos” bigodes!). Muito menos dizer que a teoria do Criacionismo é “balela”. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Encerremos assim: verdade, nada além da verdade!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/575075358675842061-9184652941875323510?l=traduzivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traduzivel.blogspot.com/feeds/9184652941875323510/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=575075358675842061&amp;postID=9184652941875323510&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/9184652941875323510'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/9184652941875323510'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traduzivel.blogspot.com/2009/02/e-se-o-sol-fosse-lilas-e-as-arvores.html' title='E se o sol fosse lilás e as árvores azuis, da cor do mar?'/><author><name>Henrique Neto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-MGAQN4mTSf0/TffgGyeEkvI/AAAAAAAAAKY/sv4PWUYrL8I/s220/IMG_4755b.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-575075358675842061.post-1638389703374572913</id><published>2009-02-13T02:07:00.000-02:00</published><updated>2009-02-13T02:08:42.107-02:00</updated><title type='text'>“Piscar” idéias!</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;“Piscar” idéias! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Já faz um mês que eu “cultivo” uma idéia: registrar tudo que escrevo, não somente aqui, mas em um caderno. Que, aliás, é bem bonito: tem um tigre com aquele olhar de ironia, como se ele soubesse de tudo! Tudo o que passou, e o que irá acontecer! Tigres são belos... não meros gatos grandes, mas donos de um olhar incrível. Pois bem, algum filósofo falava sobre o mundo das idéias. Uma idéia muito interessante, por sinal; porém, refleti sobre algo: podemos alcançar essas idéias! Impressionante! Magnífico! Podemos “idear”!!! (merece mais exclamação) Contudo, como esse tal filósofo disse, existem dois mundos, e como fazer para “ultrapassar” essa tal barreira? Eu não diria ultrapassar, mas ligar esses dois mundos. No meu caso, esse caderno é quem faz a ligação entre esse mundo e o das idéias. Alguns leitores mais atentos dirão que, o “mundo das idéias” desse filósofo não remete a idéias (sabe aquela lâmpada que aparece em cima da cabeça do personagem?), e sim a uma “representação” ideal da coisa que existe aqui, nesse mundo; contudo, isso é muito complicado, e eu não sou filósofo, então fiquemos com essas “lâmpadas”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;É como se precisássemos de algo que nos ajudasse a retirar a idéia de lá. Um dia, fui num brechó, desses que vendem roupas de reis e rainhas do século XVIII. Entrei; um senhor de cabelos brancos, gravata vermelha, camisa branca, calça de linho com prega (devia estar na moda quando ele comprou), e com as mãos entrelaçadas, uma na outra, o que dava a ele um caráter sábio e paciente. Roupas pelo teto; outras em prateleiras; cabides aos montes; sapatos novos, semi-novos, velhos, chinelos; e uma camisa listrada. Essa camisa listrada que foi a culpada de tudo o que escrevi até agora. Imagine você, se a Dona Cleide imaginaria que, a camisa que ela fez para o neto dela, iria dar num post. Abraço, Dona Cleide! Minha amiga (tinha esquecido de te informar, caro leitor. Peço desculpas) perguntou ao senhor: - “Como que faz para pegar aquela camisa?” Ele responde: - “Cá pisca!” - “Ahn?” – “É só você piscá, que eu já peguei!” Lindo. Maravilhoso. Tínhamos um “piscador”, bem a nossa frente!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Pois bem, precisamos de algo desse mundo para “piscarmos” idéias. Um detalhe é muito triste: tudo, desse mundo, se esvai. Hoje de manhã, joguei vários papéis em cima da minha “pisca” (o caderno), e pronto! Não refleti sobre nenhuma idéia hoje. Agora pouco que lembrei de descobri-lo, e deu nisso: um texto, no mínimo, estranho! Mas não importa, é uma idéia que vem direto “do outro lado de lá”. “Pisquemos” meus queridos, talvez esteja aí o segredo da reflexão!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/575075358675842061-1638389703374572913?l=traduzivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traduzivel.blogspot.com/feeds/1638389703374572913/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=575075358675842061&amp;postID=1638389703374572913&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/1638389703374572913'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/1638389703374572913'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traduzivel.blogspot.com/2009/02/piscar-ideias.html' title='“Piscar” idéias!'/><author><name>Henrique Neto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-MGAQN4mTSf0/TffgGyeEkvI/AAAAAAAAAKY/sv4PWUYrL8I/s220/IMG_4755b.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-575075358675842061.post-161524741671273276</id><published>2009-02-12T00:57:00.001-02:00</published><updated>2009-02-12T00:59:43.831-02:00</updated><title type='text'>Corante 466, sabor artificial de...</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;Corante 466, sabor artificial de...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;É... ah sim, refletir sobre algo. O assunto de hoje são balas, bolachas, gomas, jujubas (sempre gostei dessa palavra. Penso em todas as Julianas que comem jujubas ao anoitecer; às vezes, não exista, mas uma, com certeza, existe! Se você está lendo isso, Juliana que come jujuba ao anoitecer, diga somente um olá! Fico grato), e todos esses doces ou comidas que remetem ao gosto de alguma coisa. Bala de maçã verde. Há tempos que procuro uma maçã verde que tenha o gosto daquela bala. Uma vez, comprei uma maçã verde, mas só foi essa vez, por dois motivos: é cara, e não tem o gosto da bala. Poxa, que chato! Como me enganam assim? Bolacha sabor morango. Huuumm, uma delícia, mas me diga, leitor, morango tem aquele sabor? Nunca! Morango é azedinho, doce, e suculento, tudo ao mesmo tempo. Aquela bolacha tem gosto de... de... ora, tenho que dizer tudo! Você sabe o gosto. Uma coisa é certa: não se fazem frutas como se fazem balas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Agora, vamos um pouco mais nesse assunto. Amor. Quem diria, um amor igual daquele filme, “Um amor para recordar”! Você acha que o amor é daquele jeito? Ah, basta-me. Tudo menos aquilo. Não digo que não existe, mas é o mesmo caso da bala de maçã verde e a fruta. E tristeza? Quando todos os samurais morrem em batalha, no filme, “O Último Samurai”, é muito triste. Mas isso não é tristeza. Falta o “natural” de tal ação/gosto. Isso é o que falta para as coisas produzidas, industrializadas, fabricadas. Por mais que tenham como base a realidade, o cotidiano, o fato de estar numa embalagem de plástico e numa tela de TV, já muda todo o caráter da coisa. Em outras palavras, é só vermos a “mão do homem” que tudo se torna “anatural”. O que eu quero dizer é que, levar em conta o &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;meio&lt;/i&gt; em que tal coisa &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;é&lt;/span&gt;, é o que torna essa coisa “natural”. Falemos um pouco da indústria de massa. Chavão, mas músicas, danças, comidas, rituais, ou tudo quanto é típico de algum lugar, quando se “fabrica”, perde-se a “magia”. O motivo, talvez seja, exatamente, o &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;lugar&lt;/i&gt;. Tal coisa só faz sentido ali; não que ela só exista ali, mas o sentido, esse sim, é só daquele lugar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Pegar uma fruta e “colocar” o seu sabor em um pedaço de petróleo, no caso dos chicletes, é “mudar o lugar”. Sou a favor de frutas do pé, sentir (com relação a sentimentos) na carne, e muitos dias de sol. Os dias de sol são porque eu gosto, mas as outras duas recomendações são advindas de extrema observação. Claro que não se senti tudo, afinal, existem várias sensações; não queira, você, todas elas, cada um sente o que tem que sentir. Sinta o que vier, pois qual é o sentido de sensações sem sentir?&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/575075358675842061-161524741671273276?l=traduzivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traduzivel.blogspot.com/feeds/161524741671273276/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=575075358675842061&amp;postID=161524741671273276&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/161524741671273276'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/161524741671273276'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traduzivel.blogspot.com/2009/02/corante-466-sabor-artificial-de.html' title='Corante 466, sabor artificial de...'/><author><name>Henrique Neto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-MGAQN4mTSf0/TffgGyeEkvI/AAAAAAAAAKY/sv4PWUYrL8I/s220/IMG_4755b.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-575075358675842061.post-1778183483697333654</id><published>2009-02-09T16:44:00.000-02:00</published><updated>2009-02-09T16:45:24.707-02:00</updated><title type='text'>Ser algo, ao invés de humano</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;Ser algo, ao invés de humano.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;De tudo, um pouco. Falamos um pouco, de tudo. De tudo, um pouco falamos. Um pouco, de tudo.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;Falamos. O silêncio diz muita coisa, mais do que pode ser dito aqui. Pode ter sido o motivo de um tempo sem escrever aqui. E esse silêncio, além de ter falado muitas coisas, me deu uma idéia de reflexão: ser humano. Se você ainda acredita que existe, peço que considere a questão. O que é ser humano? Ou melhor, o que é ser ser humano? Ser ser humano é cozinhar? Ser ser humano é lavar roupa com sabão em pó? Ser ser humano é ficar na frente da TV por horas e horas? Ser ser humano é usar tênis? Se assim o for, eu sou metade humano e metade animal. E você, é humano, ainda? Não dá para dizer que ser humano é realizar tal e tal coisas, pois quem não as realiza, não o é? Depois que a antropologia me ensinou a “ser” o outro, pude compreender o que é ser. A questão não é ser humano, a questão é ser &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;algo&lt;/i&gt;. E eu só vou ser &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;algo&lt;/i&gt; para &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;alguém&lt;/i&gt;, porém, o que sustenta essa pirâmide lógica, é o sistema simbólico no qual estamos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Para me “livrar” dessa questão do sistema simbólico, me refugiei no âmbito dos sentimentos. Todo homem sente fome, calor, sono, medo, alegria, e por aí vai. Mas, é isso então que define o homem? Essas sensações são as responsáveis por “o que é ser humano”? Ah, é muito vulnerável. Só de pensarmos de que a minha fome é diferente as sua, essa “base” já fica abalada. Ainda mais se usarmos esse exemplo: comer na Tailândia. Hora do almoço, o pico da fome (e você pensou no meio-dia, mas os tailandeses podem sentir fome em outra hora do dia, já que isso também é cultural!), e você vê a sua frente um prato cheio de grilo frito. A sua fome aumenta? Ahh, duvido muito. A de um tailandês iria acabar em um minuto, não por nojo, mas porque ele comeria feliz e com vontade. Ora, o que me diz da tal sensação de fome? Ou melhor, são os sentimentos que definem o que é ser humano?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;A Antropologia é interessante, pois foi a partir dela que tive a consciência de que o que define o ser humano é o sistema simbólico no qual está inserido. A idéia de corpo, a maneira da qual andamos, como comemos, quando sentimos fome, como observamos, como vivemos, é tudo definido pela cultural. É por isso que no primeiro post eu disse que estava “descrente dessa tal ‘natureza humana”. Não que eu seja alguém disposto a acabar com a ciências naturais, mas é que não faz sentido (para mim) acreditar em algo imutável e permanente, assim como a definição de ser humano. Ora, andamos sobre duas patas, mas é isso que define ser humano? O macaco também anda.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Tem uma idéia que é interessante, só que não lembro muito bem. Algum dos textos que li diz que o homem é como uma cebola, dividido &lt;st1:personname productid="em partes. S￳" st="on"&gt;em partes. Só&lt;/st1:personname&gt; lembro que a última camada era a cultura, as outras eu esqueci. É mais coerente pensar assim, do que não considerar a cultural, ou melhor, o sistema simbólico, como alguns não levam.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Não foi um texto com frases muito bonitas, e nem com um pensamento tão profundo. Foi apenas um desabafo e uma maneira diferente de compreender o que é ser humano.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/575075358675842061-1778183483697333654?l=traduzivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traduzivel.blogspot.com/feeds/1778183483697333654/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=575075358675842061&amp;postID=1778183483697333654&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/1778183483697333654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/1778183483697333654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traduzivel.blogspot.com/2009/02/ser-algo-ao-inves-de-humano.html' title='Ser algo, ao invés de humano'/><author><name>Henrique Neto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-MGAQN4mTSf0/TffgGyeEkvI/AAAAAAAAAKY/sv4PWUYrL8I/s220/IMG_4755b.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-575075358675842061.post-6995325997291744575</id><published>2009-02-04T18:52:00.001-02:00</published><updated>2009-02-04T18:58:24.565-02:00</updated><title type='text'>Está bom!</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;Está bom!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Escrever é algo interessante. Quem escreve, simplesmente, organiza as palavras que já existem; simples assim, não é? Na verdade, nem tanto. Se falamos em organizar, estamos falando de ordem, e ordem, implica &lt;st1:personname productid="em relativização. Tem" st="on"&gt;em relativização. Tem&lt;/st1:personname&gt; gente que só de ouvir falar em relativizar, já tem ojerija; mas pare com esse “pré-conceito” bobo, e reflita na reflexão.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;“Se enxerguei mais longe, foi porque estava sobre o ombro de gigantes”, se não estou enganado, foi Newton que disse isso, e ouvi de um professor meu. Bem, no ombro de Lévi-Strauss estava escrito esse pensamento: toda ordem é melhor que o caos do universo. Ele fala isso para “atacar” aqueles que desmereciam o conhecimento selvagem, ou seja, dos povos “primitivos” (entre aspas, pois quem é primitivo? Esse é um inadequado, pois é muito etnocentrista, e “é contra isso” que Lévi-Strauss escreve). Ora, quem vai dizer que a nossa forma de pensar, ou, de organizar o universo é melhor que a de uma tribo indígena e/ou um povo que não esteja na tal “globalização”? São &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;formas&lt;/i&gt; diferentes de organizar tudo o que está a nossa volta. O post anterior debateu sobre essa questão da &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;forma &lt;/i&gt;e &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;conteúdo&lt;/i&gt;. Imagine você, agora voltando ao primeiro parágrafo, se, para escrever um texto, eu “jogasse” as palavras de qualquer &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;forma&lt;/i&gt;. Uma bagunça! no mínimo (lembrando sempre que, temos como base o nosso sistema simbólico, a nossa ordem). Entretanto, há milhões de maneiras diferentes de se “arranjarem” as palavras, e, sendo assim, todas com uma outra ordem. Não é possível eu dizer que a minha forma de escrever é a correta, superior as outras, a língua mor; a nossa língua, como todas, é limitada no que diz respeito a “abranger a totalidade”. O mais adequado, na minha opinião, seria juntarmos todas... não, claro que não! Olhe eu afundado no doce engano. Deixe como está, várias línguas, várias ordens diferentes, várias perspectivas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Vamos pensar no “organizar o universo”. O que significa isso? Se você leu a Bíblia, terá uma imagem bem interessante sobre isso. Adão, o primeiro homem da Terra, deu determinada ordem ao universo no momento em que nomeou os animais, as plantas, e afins. Dizer que um leão é aquele bicho com uma juba belíssima, patas grandes, rabo enorme com um “pompom” na ponta (ele podia dizer que era um coelho, se pensarmos somente nessa característica! Imagine o que aconteceria), já é determinar uma ordem, pois aquilo (o bicho) não vai ser outra coisa que não um leão. Hipótese: Eva é quem determinou essa ordem; para ela, o bicho com juba, patas, rabo com pompom, é um coelho. Pronto, se assim tivesse sido, até hoje chamaríamos um leão de coelho, e que mal teria? Nenhum! Apenas é uma nova &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;forma&lt;/i&gt; de organizar o universo. Veja, teríamos aí, então, uma &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;nova realidade&lt;/i&gt;. Porém, isso é assunto para depois, até porque, não tenho o cacife necessário para refletir sobre o tema.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Equívocos, desacordos, e coisas mais, só acrescentam. Se tiver, fale. Se não quiser, fico eu com minha ordem, e você com a sua... mas não, juntemos as ordens, façamos o fim da beira organizacional. Em outras palavras, sejamos “amigos de idéias”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/575075358675842061-6995325997291744575?l=traduzivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traduzivel.blogspot.com/feeds/6995325997291744575/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=575075358675842061&amp;postID=6995325997291744575&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/6995325997291744575'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/6995325997291744575'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traduzivel.blogspot.com/2009/02/esta-bom.html' title='Está bom!'/><author><name>Henrique Neto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-MGAQN4mTSf0/TffgGyeEkvI/AAAAAAAAAKY/sv4PWUYrL8I/s220/IMG_4755b.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-575075358675842061.post-8822248424781542426</id><published>2009-02-02T21:51:00.001-02:00</published><updated>2009-02-02T21:52:28.862-02:00</updated><title type='text'>Oras bolas</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;Oras bolas...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Uma professora minha usava essa expressão. Achava legal; nunca pensei que ouviria na academia. Para minha surpresa, tempos depois, a irmã dela, professora também, usava a mesma expressão. Não é divertido? Duas pessoas diferentes usando expressões “iguais”; há um poder de humildade nas palavras que é incrível. No momento em que “oras bolas” era dito, não importa quem dizia, e sim, o que significa. Claro, como já dito no post anterior, o sentido que cada um dá, depende da “vivência” de cada um. Essas hierarquias, por ironia, são definidas por palavras: Doutor, Mestre, Senhor, Senhora, e por aí vai. Alguém perguntou para elas se elas querem dividir? E o que fazer com a palavra “dividir”? Não sei, só sei que a humildade existe, e é bela.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Uma outra coisa queria dizer. Leitor, já ouviu essa expressão: “nada é o que parece ser”? Penso que sim. Vi essa frase em um profile no orkut. Interessante é pensar como as pessoas colocam frases, sem refletir no que significa; não quero dizer que sejam burras, mas só ignoram o fato da reflexão. Quem sou eu para expor isso, porém foi exposto. Oras bolas, como “nada é o que parece ser”? Está certo, nunca poderemos dizer o que uma coisa é em sua totalidade, pois depende do momento da apreensão da coisa, de quem vê, pensa, senti; contudo, falar que NADA é o que parece, me parece ser um absurdo. Exemplo: olho para um rio poluído, para mim, é só um rio poluído que precisa ser limpo; para um especialista (riólogo? Hahahaha), nesse rio existem milhões de substâncias tóxicas, não naturais àquele meio, e que são responsáveis pela poluição; para uma criança, é um lugar onde não pode nadar; para um peixe, bom, “Sujaram minha casa! Malditos!”, é o que ele diria. Pois bem, pensando a partir da frase, esse rio é nada; ele parece ser um rio poluído, parece ser um lugar que não pode nadar, uma casa suja, um depósito de milhões de resíduos tóxicos, mas não é.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Entretanto, é mais coerente pensar que o que vejo é uma parte da coisa vista/sentida/pensada, pois “o olho que vê é o órgão da tradição”, como diria Boas. Para você que não sabe quem é Boas, é um antropólogo interessante que disse que nós enxergamos assim como nossa cultura nos condiciona. O enxergar vai além do simples ato de ver, por exemplo, para alguns índios do América, neblina não é somente neblina, é o “meio” entre o céu e a terra, ou melhor, não é céu nem terra, e é invocada pelo Lince, um “gato” selvagem. Percebe o que queremos dizer?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Por fim, este texto é um pouco diferente dos demais, não sei por quê. Com certeza, o motivo está no autor, mas ele desconhece. Só espero que essa frase seja pensada daqui para frente, e podermos afirmar que “tudo é, em parte, o que parece ser”!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/575075358675842061-8822248424781542426?l=traduzivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traduzivel.blogspot.com/feeds/8822248424781542426/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=575075358675842061&amp;postID=8822248424781542426&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/8822248424781542426'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/8822248424781542426'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traduzivel.blogspot.com/2009/02/oras-bolas.html' title='Oras bolas'/><author><name>Henrique Neto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-MGAQN4mTSf0/TffgGyeEkvI/AAAAAAAAAKY/sv4PWUYrL8I/s220/IMG_4755b.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-575075358675842061.post-2844399543068693314</id><published>2009-02-01T01:27:00.002-02:00</published><updated>2009-02-01T01:31:06.341-02:00</updated><title type='text'>Novo gosto!</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Novo gosto...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Coisas vãs. Acontecem a todo momento: uma formiga que passa; um poste que apaga; um canto qualquer; um chiclete no sapato, ou chinelo, se você preferir, como eu prefiro. Falando nisso, já experimentou a sensação de “sentir com os pés”? É única. Fique de meia o dia inteiro (escolha um dia frio, para o bem de todos!); à noite, antes de dormir, tire a meia e passe o pé sobre o lençol. Ah, como é bom! Fico até com vontade de passar o pé sobre o mundo, para ver se muda! Ora, como disse um amigo: “mudança de paradigmas, fundamentos da condição de ser humano”; talvez seja isso. Sinta com os pés”! Não falo aqui de humilhar, como aquela famosa expressão, “jogar-se ao pés”. Não, nada disso. É só uma forma de mudar o &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;conteúdo&lt;/i&gt; e, consequentemente, a &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;forma&lt;/i&gt;. É como um caleidoscópio: as pedrinhas são as mesmas, mas é só uma leve mexida, que a imagem muda; o conteúdo permanece o mesmo, só muda a forma. Talvez esse é o segredo: de que &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;forma&lt;/i&gt; você vê, sente, vive? Não é um texto auto-ajuda, e nem “pense sobre como está levando a vida”, entretanto, faz pensar. Esse é o alvo; fazer refletir! Sei que esse pode ser um anseio egoísta, já que as experiências e os desejos de cada um é que dão determinada “função ao signo”, e falo isso pensando no &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;significado&lt;/i&gt; que é dado ao &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;mundo&lt;/i&gt;. Apesar de termos o mesmo sistema simbólico como “base”, é a vivência de cada um (melhor usar &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;ação&lt;/i&gt;) e o momento, que define &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;como&lt;/i&gt; utilizar o tal sistema simbólico. Falar disso, remete a uma outra reflexão que está relacionada.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Assim como alguns, estou cansado da mesmice de “Oi, tudo bem?”, “Será que chove?”, “Leu o jornal hoje?”. Longe de mim criticar quem assim fala, mas será? Será que é tudo? Eu não quero dizer que isso é fútil, muito menos “ignorante”, mas é que &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;não faz diferença para mim&lt;/i&gt; (isso é o contrário da origem da palavra interesse, que significa &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;algo que faz diferença para mim&lt;/i&gt;). Por isso o anseio pelo desconhecido. Talvez uma nova &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;realidade&lt;/i&gt; seja a solução. “Realidade? Só existe uma realidade!” Doce engano; de tão doce, que me lambuzo com ele várias vezes. Contudo, se, como falamos acima, é com base em determinado sistema simbólico que damos &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;significado&lt;/i&gt; as coisas, então podemos falar em realidades diferentes, uma vez que o mundo também é uma coisa. E que coisa! É disso que preciso, e espero que você também: de uma nova realidade. Não importa se boa, se ótima, se maravilhosa, porém uma nova. Novos sentidos, novas perspectivas, novos olhares, e quem sabe, novas traduções.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Só um adendo: se ficou confuso, não me culpe. Tudo isto está confuso para mim; como amar uma, primeiro, amiga: sabe-se que é amizade, contudo, será que não tem sentimento? Deixa de pensar, mas não consegue. Só tem uma certeza: quer a companhia, e quer mais. É isso que me acompanha: quero mais, e mais!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Obs.: para quem acompanha esse blog, vale a pena ganhar uns minutos lendo esse: &lt;a href="http://essepapo.blogspot.com/"&gt;http://essepapo.blogspot.com/&lt;/a&gt; . Não é querendo ser legal com meu amigo, mas isso é de meu interesse, ou seja, faz diferença para mim.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/575075358675842061-2844399543068693314?l=traduzivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traduzivel.blogspot.com/feeds/2844399543068693314/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=575075358675842061&amp;postID=2844399543068693314&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/2844399543068693314'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/2844399543068693314'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traduzivel.blogspot.com/2009/02/novo-gosto.html' title='Novo gosto!'/><author><name>Henrique Neto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-MGAQN4mTSf0/TffgGyeEkvI/AAAAAAAAAKY/sv4PWUYrL8I/s220/IMG_4755b.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-575075358675842061.post-6491609255661394318</id><published>2009-01-28T22:42:00.000-02:00</published><updated>2009-01-28T22:46:59.118-02:00</updated><title type='text'>Cartas e afins...</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;Cartas e afins...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Tenho culpa se as idéias me pululam à frente? Não me gabo, pois estar a mercê delas é, algumas vezes, desconfortável. Imagine você, leitor, conversando com aquela bela donzela, a qual você mirou quilômetros de olhares, litros de atenção, quilos de afeto, de repente, você é pego pela seguinte idéia: as cartas de baralho são as mais improváveis das coisas. Um copo de whisky era pouco para me acordar desse transe, no qual entrei, em frente à bela donzela, que teve a reação mais “digna”: jogou-me o tal copo, com gelo e tudo, em minha cara. Mas vamos a idéia.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Pense num baralho de costas. Todas são iguais, não? Ora, só quando viramos a carta é que sabemos quem ela é. Mas, e se elas não forem nada? Imagine que o baralho, na realidade, é branco na frente, e as costas são iguais. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;É como se algo “predestinasse” (pré-destinasse) essa carta para ela ser o que é (fica para uma outra oportunidade)&lt;/i&gt;; e é impossível dizer o contrário, porque todos nós só vemos a frente da carta quando ela já está virada. E quando ela não está, o que ela é? Compreende a idéia que me veio? Deve ser por isso que um jogo de poker se torna tão interessante e misterioso. Pensado assim, até me dá vontade de jogar; pensei em chamar a bela, mas já se ia embora.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Cá fiquei eu, com minhas idéias e baralhos, e a pensar se realmente fazia sentido trocar pessoas por idéias. Talvez sim, talvez não. Se as pessoas fossem cartas, ainda tinha a esperança de correr atrás da bela donzela, e, quando me aproximar, gritar algo qualquer para ela virar e talvez ser outra donzela. Porém, não é bem assim. Contudo, fiquemos com a idéia do nada. Se as cartas são nada, até viradas, então... o que importa? São nada, ora. É ai que está o mistério, para quê me preocupar &lt;st1:personname productid="em desfaz￪-lo. Nem" st="on"&gt;em desfazê-lo. Nem&lt;/st1:personname&gt; tudo precisa ser traduzido, afinal, a graça está no que a língua é, e não no que poderia ser na minha percepção. Falo em língua, já que falamos de tradução.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Talvez precisemos compreender, e sermos, cartas para decifrar essa idéia, já que elas também têm seu “sistema simbólico” próprio. Olhe só você, elas têm até hierarquia: rei, dama, valete... Quem sabe essa discussão já se esgotou, mas quero que pense no nada X tudo; ou costas X frente. Será que somos assim?&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/575075358675842061-6491609255661394318?l=traduzivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traduzivel.blogspot.com/feeds/6491609255661394318/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=575075358675842061&amp;postID=6491609255661394318&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/6491609255661394318'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/6491609255661394318'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traduzivel.blogspot.com/2009/01/cartas-e-afins.html' title='Cartas e afins...'/><author><name>Henrique Neto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-MGAQN4mTSf0/TffgGyeEkvI/AAAAAAAAAKY/sv4PWUYrL8I/s220/IMG_4755b.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-575075358675842061.post-759918839068045843</id><published>2009-01-27T00:02:00.000-02:00</published><updated>2009-01-27T00:05:09.634-02:00</updated><title type='text'>Por fim, coisas...</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;Por fim, coisas...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;As coisas são mais independentes que as palavras. É isso que Sahlins pensa. Tudo é coisa, e estão ai para serem dotadas de significados. Não só as coisas, mas tudo quanto é referente; eu posso emitir um som, com minhas cordas vocais, e alguém dá um significado qualquer: “Filho da pu...”! Ei, eu não disse isso! Esse, talvez, possa ser um problema da vulnerabilidade de sentido, significado, ou seja lá o que for.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Salvem-se coisas! Existem mundos (esquemas culturais) de significado à solta por aí! Longe de mim dizer que eles são vilões, afinal, ser vilão depende de um esquema cultural; só quero anunciar a sua existência e a sua “parasitalidade” (se não existe, pronto!, agora existe). Sugam as cosias até ao ponto de deixar o sentido natural, inerente, a coisa. Ora, que ousadia, não? Pode ser que essa naturalidade, com todos os meios de comunicação de massa, está se esvaindo. Mas me preocupo de &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;como&lt;/i&gt; isso está sendo feito; com certeza, você já ouviu falar em indústria de massa, cultural.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;E eu, falando tanto dos “parasitas”, e preciso deles para me comunicar. Quer saber, vou “chutar o pau da barraca”! (você só entende isso devido ao “parasita”, ou melhor, ao esquema cultural) Vou escrever da maneira que vier:&lt;span style="font-family:&amp;quot;Lucida Handwriting&amp;quot;"&gt; paoeiujhmanbcgeunholium aj781824mndfahg.&lt;/span&gt; É, acho que não vai dar; vou esperar até encontrar algum esquema cultural que compreenda o que eu fiz. Sahlins disse: “As improvisações (reavaliações funcionais) dependem das possibilidades dadas da significação, mesmo porque, de outro modo, seriam &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;ininteligíveis&lt;/i&gt; e &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;imcomunicáveis&lt;/i&gt;.” (SAHLINS, 2003; p. 11) [grifo meu]&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Até algum esquema cultural!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/575075358675842061-759918839068045843?l=traduzivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traduzivel.blogspot.com/feeds/759918839068045843/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=575075358675842061&amp;postID=759918839068045843&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/759918839068045843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/759918839068045843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traduzivel.blogspot.com/2009/01/por-fim-coisas.html' title='Por fim, coisas...'/><author><name>Henrique Neto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-MGAQN4mTSf0/TffgGyeEkvI/AAAAAAAAAKY/sv4PWUYrL8I/s220/IMG_4755b.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-575075358675842061.post-3572850296355562871</id><published>2009-01-25T03:09:00.002-02:00</published><updated>2009-01-25T03:10:10.141-02:00</updated><title type='text'>"Efeito dominó" (?)</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;Efeito dominó&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Não virá a ser poema, prosa ou poesia, apenas quero registrar uma possível reflexão. Resolvi, a alguns instantes atrás, a transpor tudo o que penso; sábio é quem dizia que o cérebro é falso: finge que pensa. Se você não escreve, adeus! A Deus eu peço meus pensamentos perdidos; se eles são palavras ( nunca “vi” alguém pensar sem elas), devem estar por aí, prontas para serem ditas ou escritas. Afinal, o que é o mundo, se não um amontoado delas? Várias e diferentes, eu sei, mas são idéias.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Enfim, vemos ações, cada vez mais, com conseqüências maiores. Foi só alguém (tomara que não tenha sido você) deixar de pagar a hipoteca de onde mora, e pronto, quase derrubamos o mercado financeiro INTERNACIONAL. Um dominó. Já brincou com um desses? Colocamos uma peça atrás da outra, até que então, demos o peteleco devastador. Tudo cai por terra.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Não, não é um texto-comentário, muito menos crítico. É somente um texto reflexivo. A comparação pode ser chinfrim, mas já é alguma coisa; porém, o que não é? Depois pensamos sobre isso. Pessoas-peça, mundo-dominó; parece coerente dizer isso, pois o individualismo reina firme e operante. Somo como peças: temos nosso valor, nossa capacidade, mas estamos de costas para a outra peça. Fomos organizados assim. Ao invés de usarmos esse valor para ligar, usamos para fazer peso e nos mantermos equilibrados na fila. Sentido! Não quero pregar a união, mas, ao menos, fique de lado e bata um papo. Não custa nada, seu valor vai continuar o mesmo. Eu garanto!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Me esforço para estar distante do de trás, pois se vier o tal peteleco, as chances de eu ficar de pé são maiores. Não, que comportamento mais... besta (sou uma peça de dominó) ! Farei a diferença: ficarei de lado! O bom papo eu garanto, antes de cair.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Antes de concluir, se é que tem, além de pensar na queda, pensemos também na mudança. Ora, se estávamos a falar de “efeito dominó”, temos que falar de sistema. Definir sistema, uma missão interessante; só o que precisa saber, leitor, é que sistema é algo coeso a partir das relações entre os elementos. Pense na língua portuguesa: são 24 letras que se relacionam entre si e formam palavras, e por que não, o mundo (assunto esse para depois). Se deixar de existir o “i”, a palavra “existir” não terá mais sentido, “exstr”... percebe a mudança? Pois bem, se um muda, muda tudo! Não deixa de ser um “efeito dominó”, ou será melhor chamar “rearranjo de relações”?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Perdoe-me se complexo. Tentei traduzir, já que é essa minha missão aqui.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/575075358675842061-3572850296355562871?l=traduzivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traduzivel.blogspot.com/feeds/3572850296355562871/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=575075358675842061&amp;postID=3572850296355562871&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/3572850296355562871'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/3572850296355562871'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traduzivel.blogspot.com/2009/01/efeito-domin.html' title='&quot;Efeito dominó&quot; (?)'/><author><name>Henrique Neto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-MGAQN4mTSf0/TffgGyeEkvI/AAAAAAAAAKY/sv4PWUYrL8I/s220/IMG_4755b.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-575075358675842061.post-7537350838511359964</id><published>2009-01-23T01:01:00.000-02:00</published><updated>2009-01-23T01:02:13.073-02:00</updated><title type='text'>Macarrônico?</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;Macarrônico?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;“Claro que sei o que significa! Macarrônico é quando, no almoço, tem macarrão - por exemplo: hoje, o almoço foi macarrônico.” Não, infelizmente, apesar de macarrão ser um prato maravilhoso, não é isso.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;“macarrônico &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;adj&lt;/i&gt; &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;1&lt;/b&gt; Diz-se do latim muito errado, misturado com o português. &lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;2&lt;/b&gt; Diz-se de um idioma pronunciado ou escrito erradamente.” (RUTH, 1996; p. 383)&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Parece que estou escrevendo “macarronicamente”, não é? Paciência, eu sei onde estamos. Se não souber, não tem problema. A idéia desse espaço foi para reflexões; nada muito complexo, rebuscado ou filosófico. Um lugar onde eu possa registrar. Quase o mesmo que todos, mas, para mim, isso tem um sentido um pouco maior – não que eu seja melhor. É exatamente isso – sentido – que me fascina, a ponto de me aventurar num blog. Semiótico. Sistema. Esquema Cultural. Signo. Tudo isso, e aulas de antropologia, me deixaram descrente e, ao mesmo tempo, confiante da realidade; descrente dessa tal “natureza humana”, e confiante no desconhecido. Não tenho mais medo, e sim, desejo. Anseio cada dia mais pelo subjetivo, pelo concreto longínquo, “por mares nunca dantes navegados” (minha memória me deixa na mão, mais uma vez).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Esse é o meu carnaval: estranhar, desconfiar, rejeitar, pensar, refletir, e escrever aqui. Um “prólogo” sem delongas é que faz o blog ser interessante. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Até.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/575075358675842061-7537350838511359964?l=traduzivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://traduzivel.blogspot.com/feeds/7537350838511359964/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=575075358675842061&amp;postID=7537350838511359964&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/7537350838511359964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/575075358675842061/posts/default/7537350838511359964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://traduzivel.blogspot.com/2009/01/macarrnico.html' title='Macarrônico?'/><author><name>Henrique Neto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-MGAQN4mTSf0/TffgGyeEkvI/AAAAAAAAAKY/sv4PWUYrL8I/s220/IMG_4755b.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry></feed>
